Defesa & Geopolítica

Israel estudará possibilidade de assinar tratado que proíbe armas químicas

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Shimon Peres emite pronunciamento durante visita à Corte Internacional de Justiça, em Haia – Foto: AP

O governo israelense vai estudar seriamente assinar o tratado internacional que proíbe armas químicas depois que a Síria anunciou que vai destruir seu próprio arsenal tóxico, disse o presidente de Israel, Shimon Peres, nesta segunda-feira.

Israel permanece como um dos seis países no mundo que não assinaram a Convenção de Armas Químicas de 1997, depois da adesão síria neste mês. “Tenho certeza de que nosso governo irá analisar isso seriamente”, disse Peres a repórteres em Haia, a cidade holandesa que sedia a Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq), que supervisiona a convenção.

Assim como com seu arsenal nuclear, Israel nunca admitiu publicamente ter armas químicas. O ministro da Inteligência, Yuval Steinitz, disse este mês que Israel estaria pronto para discutir a questão quando houvesse paz no Oriente Médio.

O papel de Peres como chefe de Estado é amplamente cerimonial, mas ele é uma figura influente no palco mundial e foi fundamental para transformar Israel em uma potência nuclear não declarada nos anos 1960.

Sob uma proposta russo-americana, a Síria se comprometeu a destruir seu arsenal de armas químicas dentro de nove meses. Acredita-se que a Síria tenha cerca de 1 mil toneladas métricas dos agentes nervosos sarin, mostarda e XV.

Uma equipe de inspetores de armas da Opaq seguirá para a Síria nesta semana para fazer um inventário dos estoques químicos e munições para determinar como e onde destruí-los. A Síria passou décadas construindo seu programa de armas químicas, em grande parte para conter a superioridade militar de Israel no Oriente Médio.

Peres disse que a Síria só assinou a convenção quando se deparou com a ameaça de força militar, mas acrescentou que Israel iria de toda forma considerar um pedido do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para que todos os países assinassem o tratado.

As outras nações que não assinaram a convenção são: Mianmar, Egito, Angola, Coreia do Norte e Sudão do Sul.

REUTERS Fonte: Terra

As verdadeiras intenções do Irã sobre seu programa nuclear, “no final, só podemos julgar pelos fatos e ações” – Shimon Peres

O presidente israelense, Shimon Peres, afirmou nesta segunda-feira em Haia que as verdadeiras intenções do Irã sobre seu programa nuclear devem ser medidas em ações e não palavras.

“No final, só podemos julgar pelos fatos e ações”, disse Peres durante coletiva de imprensa no Palácio da Paz em Haia. “Espero que os fatos justifiquem a esperança de muitas pessoas de ver um futuro diferente para o Irã”, acrescentou o presidente de Israel, em visita a Holanda.

Peres, cujo cargo é honorífico, vê contradições no discurso do Irã porque, em sua opinião, o objetivo de construir mísseis de longo alcance “não tem outra explicação do que a de querer carregá-los com ogivas nucleares”.

Os países ocidentais e Israel, inimigo jurado de Teerã, suspeitam que o Irã tenta adquirir armas nucleares sob o pretexto de um programa nuclear civil. A República Islâmica nega. “Todos nós queremos ver o Irã voltar para o lado da paz e da razão, mas acho que nenhum de nós pode fazer concessões sobre este pedido mínimo”, insistiu Peres.

Ele também pediu que todas as opções sejam mantidas em aberto para fazer com que o Irã abandone o seu programa nuclear, incluindo por sanções econômicas.

Considerado por especialistas como a única potência nuclear no Oriente Médio, Israel é um membro da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), mas não assinou o Tratado de Não-Proliferação Nuclear e nunca reconheceu formalmente possuir a bomba atômica.

O presidente iraniano, Hassan Rouhani, expressou na Assembleia Geral da ONU a vontade de diálogo com Washington para resolver a crise nuclear e condenou o Holocausto, uma mudança radical em relação a seu antecessor, Mahmud Ahmadinejad.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu deve se reunir nesta segunda-feira com o presidente Barack Obama em Washington. Na terça-feira, deverá pronunciar um discurso na ONU para convencer seus membros de que a ameaça iraniana continua.

AFP

Fonte: Terra

 

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