ABIN cria sistemas de criptografia para proteger dados do governo

Lisandra Paraguassu

Enquanto a presidente Dilma Rousseff espera que os Estados Unidos esclareçam “tudo” sobre a suspeita de espionagem de autoridades do País, o governo brasileiro tem prontos equipamentos que podem aumentar a proteção das comunicações da mandatária e de seus ministros.

Há pouco mais de um mês, técnicos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) apresentaram ao Palácio do Planalto dois novos produtos que permitem criar áreas seguras, criptografadas, dentro de computadores e tablets.

Feitos para proteger dados de espiões e sistemas de monitoramento, o CriptoGOV e o cGOV devem estar prontos para uso nos próximos dias. Os novos equipamentos foram apresentados no Planalto em 14 de agosto a representantes de mais de 30 ministérios.

O sistema, muito mais simples que os existentes hoje, é uma espécie de pen drive chamado de Plataforma Criptográfica Portátil (PCP), que pode ser conectado em qualquer porta USB, acompanhado de um aplicativo.

O sistema cria áreas seguras no computador, em outro pen drive ou na própria plataforma. Ali, os documentos que forem criados são automaticamente criptografados. Com o cGOV, esses documentos podem ser transmitidos pela internet também sob segurança.

Os técnicos da Abin acreditam que a facilidade de operação do sistema permitirá que a presidente, ministros e outros servidores com acesso à informações sensíveis passem a usar com mais frequência os sistema de criptografia. Até o escândalo que revelou a espionagem americana no Brasil, ministérios, a Presidência e empresas com informações sensíveis tinham dificuldade de encarar o uso da proteção de dados como necessidade primária.

 

Fonte: Estadão

9 Comentários

  1. Engraçadinho não é mesmo que tudo tem antes que acontecer para neste pais dizerem mexerem as bundas.
    Nossa segurança nacional é mesmo uma piada ou seria uma comédia ?
    Que serviços de informação de merda temos né mesmo e pior ainda quando eles sempre fizeram o jogo adverso e depois se mostram surpresos.

  2. Agora, depois de a suposta espionagem ocorrer a agência de espionagem de aliados e opositores do PT resolve fazer alguma coisa…

    País do improviso e do susto é assim. No país do PT tudo é feito no afogadilho, conforme os jornais vão denunciando (não admire que eles queiram tanto encabrestar o que eles chama de “mídia”)…

    Pode colocar o sistema que for: quem conhece o mínimo de informática sabe que o problema é a engenharia social e não a criptografia. Uma gente que usava o gmail para gerenciar um país de 200 milhões de habitantes, e depois ainda reclamam que foram “ispionadu pelusamericanu mau” merece confiança?

    Nem pra mexer em computador nível usuário essa caterva presta…

    • Tem estado que está usando como e-mail corporativo o G-mail… rsrsrsrsrs… piada… como podem ser tão idiotas… não há reserva de informações, neste caso… seria ridículo se os yankes não abrissem as cartas para dar uma olhadela… tá tudo nas mãos deles… não precisam nem fazer força para pegar o que quiser… ou seja, dona wanda não fez o dever de casa… logo ela, do meio da espionagem e contraespionagem… não a toa teve mais de cinco denominações…

  3. GRande merda isso da ABIN. Isso é o mesmo que fazer um arquivo em EXCEL e colocar senha, não muda muita coisa. Se teu computador tem um sistema operacional (WINDOWS e OUTROS) cujos códigos fontes são de conhecimento dos EUA, não adianta nada criar um aplicativo para criptografar os arquivos. Se a base, programa operacional pode ser aberto, tudo que esta em cima também pode. Foi-se o tempo em escrever em papel com tinta invisível… o furo é mais em baixo.
    Percebe-se como é grande a inteligência, que dizer intelejumência.

  4. Tem solução de segurança sim, basta ordenar a troca de todos os sistemas para Linux, adotar criptografia nacional ou abertos (open source), comprar fábricas de chips e trazê-las para o Brasil, priorizar a comunicação estatal pela Telebrás, Lançar novos satélites próprios, se possível com foguetes Cyclone, mas dando preferência para o uso de cabos submarinos, lançando novos cabos para conexão com os
    BRICS e demais países da América Latina.

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