Defesa & Geopolítica

Planalto confirma que Dilma conversou com Obama para tratar de espionagem

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Foto: Roberto S. Filho

O Palácio de Planalto confirmou o encontro da presidente Dilma Rousseff com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante a 8ª cúpula do G20, iniciada nesta quinta-feira na Rússia. De acordo com o twitter do Blog do Planalto, a reunião ocorreu logo depois da abertura do evento. A conversa era esperada após denúncias de que os americanos espionaram brasileiros, entre eles a própria presidente.

Presidente Dilma Rousseff e Presidente da Rússia Vladimir Putin

Encerrada a cerimônia de boas-vindas do G20, líderes das 19 maiores economias mundiais participaram da primeira reunião de trabalho. Depois, se dirigiram ao Palácio Grand Peterhof, em São Petersburgo, onde o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ofereceu um jantar aos chefes de Estado. Dilma e Obama chegaram atrasados ao local.

Presidente Dilma Rousseff e o Presidente da Republica Popular da China Xi Jinping

O governo americano confirmou o encontro, mas não deu qualquer detalhe. Antes, Ben Rhodes, vice-assessor de segurança para comunicações estratégicas da Presidência americana, disse que Obama buscaria fazer com “que os brasileiros tenham um melhor entendimento sobre o que fazemos e o que não fazemos”.

Presidente Dilma Rousseff e o primeiro ministro do Japão Chinzo Abe

No último fim de semana, reportagem do Fantástico revelou documentos mostrando que a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos monitorou conversas entre Dilma e seus principais assessores.

Chefes de estados que formam o grupo dos BRICS

As revelações de espionagem causaram mal-estar na relação bilateral e colocaram em dúvida a visita que Dilma deve fazer aos Estados Unidos em outubro. Nesta quinta-feira, o Planalto confirmou o cancelamento da ida a Washington, no sábado, de uma equipe que faria os preparativos da viagem.

Agência Brasil

 

Fonte: Terra

Obama assumiu responsabilidade e responderá por espionagem

Foto: REUTERS

Diogo Alcântara

Em reunião reservada com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a presidente Dilma Rousseff demonstrou sua “indignação” com os casos de espionagem a cidadãos brasileiros, inclusive de autoridades. Ela também manifestou ceticismo com as promessas americanas para a resolução do problema e aguarda um contato de Obama na próxima quarta-feira.

Nas palavras de Dilma, ele assumiu a responsabilidade direta e pessoal pela apuração do caso. “Eles vão me informar primeiro o tamanho do rombo”, disse a presidente, que exige que os Estados Unidos revelem todos os dados que foram acessados do Brasil.

A presidente afirmou que não irá a Washington “se não houver condições políticas”. Ela participaria de uma visita de Estado aos EUA no dia 23 de outubro, mas pode cancelar sua viagem, o que demonstra um gesto diplomático de insatisfação.

Na entrevista coletiva concedida em São Petersburgo, na Rússia, ao final do encontro da cúpula dos líderes do G20, Dilma cobrou ainda resposta imediata sobre o caso. “Não quero esclarecimentos técnicos e não quero desculpas”, afirmou. Um dos casos que mais irritou o governo brasileiro foi a reunião inconclusiva entre o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o vice-presidente americano, Joe Biden, na semana passada.

A presidente também rechaçou o argumento dos EUA de que a segurança nacional e o combate ao terrorismo seriam razões para sua politica de inteligência. Segundo ela, o Brasil não possui conflitos étnicos nem abriga grupos terroristas, e esses fatos “jogavam por terra qualquer justificativa que tais atos (de espionagem) tinham a ver com segurança nacional”.

Na avaliação da presidente brasileira, a relação entre grandes democracias, como é o caso do Brasil e dos EUA, “é incompatível com atos de espionagem e incompatível com a convivência que temos entre amigos”.

Na próxima quarta-feira, Dilma Rousseff e o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, conversarão por telefone com Obama e sua conselheira de Segurança Nacional, Susan Rice. Dilma pediu que não sejam criadas expectativas sobre essa conversa. “Não pretendo transformar quarta-feira no Dia D, mas em um dia de avaliação”, afirmou.

 

Fonte: Terra

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