Armas químicas usadas na Síria podem ter vindo dos EUA

Serguei Duz

No auge da crise síria, a polêmica entre os apoiantes e os adversários de uma evolução militar dos acontecimentos atingiu o seu nível mais alto. Entretanto, os peritos apelam a uma análise exaustiva de todas as possíveis versões que expliquem o aparecimento de armas químicas em áreas de combates. Só depois se deverão tirar conclusões.

Recentemente, na imprensa apareceu uma versão curiosa sobre a origem das armas químicas usadas na Síria. Elas teriam alegadamente vindo dos Estados Unidos, onde malfeitores tê-las-ão sintetizado em condições quase caseiras, pois as maiores cadeias de supermercados dos EUA vendem artigos que podem ser usados na produção do gás sarin.

Obama se transformou em “presidente da guerra”

Nem todos os peritos acreditam nisso. Esta é a opinião do tenente-coronel Eduard Korshunov, chefe do departamento de investigação em história militar da Região Noroeste da Federação Russa do Instituto de História Militar do ministério da Defesa russo:

“Isso é pouco provável, porque tanto os componentes, como o próprio gás sarin estão abrangidos pela Convenção sobre Proibição de Armas Químicas. A Convenção sobre Proibição de Armas Químicas é um documento com três listas em anexo. A primeira contém as substâncias tóxicas propriamente ditas. Elas têm o seu fabrico, armazenagem e utilização proibidas. A segunda visa os componentes dos quais essas substâncias tóxicas são sintetizadas. Eles também estão proibidos e são rigorosamente controlados. Eles não podem ser simplesmente vendidos.”

Entretanto, muitos especialistas admitem que o sarin pode ser sintetizado, como se diz, “em cima do joelho”. O investigador principal Piotr Topychkanov, do Centro de Segurança Internacional do Instituto de Economia Global e Relações Internacionais (IMEMO) considera:

“Um engenheiro-químico pode produzir em condições artesanais um gás tóxico que pode ser usado num ataque químico. Mas aqui não se trata de armas de destruição maciça, mas de uma pequena quantidade de gás que pode ser usada num atentado terrorista. Nesse contexto, recordo o ataque realizado pela seita Aum Shinrikyo em Tóquio.”

A “guerra química” e a batalha da informação

Por outro lado, segundo dados do Instituto Nacional de Saúde, apenas 280 gramas de gás sarin são suficientes para matar mais de 10 mil pessoas. Essa é precisamente a dimensão da tragédia síria. O diretor-geral do Centro de Conjuntura Política Serguei Mikheev considera:

“Aqui temos de nos basear no relatório elaborado pelo lado russo. Nela está fundamentado de uma forma bastante profissional o fato de as substâncias químicas encontradas terem sido produzidas de forma artesanal. Não é nenhum segredo que isso é, em princípio, possível. No nosso tempo isso é possível de fabricar em condições caseiras. Muitos componentes realmente estão à venda nas redes de comércio público, não só na Inglaterra ou na América, mas por todo o mundo. Existe a experiência real do uso por organizações extremistas de substâncias químicas, por exemplo, a seita Aum Shinrikyo também usou gás sarin no metrô de Tóquio. Ela fabricou-o sozinha. Portanto, isso não tem nada de inacessível. A probabilidade de as substâncias químicas terem sido fabricadas de forma artesanal é bastante elevada.”

O que é verdade “tóxica”

De uma forma ou de outra, tudo volta a sublinhar a necessidade de uma investigação exaustiva. Só ela poderá determinar o grau de culpa das partes envolvidas no conflito.

Temos de reconhecer que a comunidade internacional está dividida relativamente à questão síria. Na cúpula do G20 ficou claro que pelo menos metade dos participantes desse clube de elite se pronuncia por uma ação militar contra Bashar al-Assad. Mas a outra metade defende o ponto de vista completamente oposto. Portanto, é necessário um consenso. Até ele ser obtido, qualquer ato contra Assad será visto como uma manifestação clara de desrespeito pela atual ordem mundial, que foi construída com base na ponderação dos múltiplos interesses antagónicos.

 

Fonte: Voz da Rússia

4 Comentários

  1. por LUCENA
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    QUEM FAZ UM,FAZ UM CENTO
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    A possibilidade dos terroristas patrocinado pelos EUA e a sua gangue (OTAN) serem os agentes do ato terrorista,são as mais fortes.
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    Seria mais lógico essa hipótese,pois do contrário,seria uma estupidez do Assd em usá-la contra o seu povo,contra ele mesmo.
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    Quem não se lembra do ato terrorista do dia 19 de abril de 1995, o prédio federal Alfred P Murrah, no centro de Oklahoma ?
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    Pois é,os terroristas todos americanos,utilizando produtos químicos que se podia comprar em qualquer mercado de produtos para agricultura.
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    Na época,a mídia do sistema da maldade,procurava no Ghadaf a culpa para aquilo tudo.
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    Ataques químicos como sarim,antrax foram largamente utilizada em ataques nos EUA assim como no Japão,fica bem patente que utilizar tais armas químicas pode ser utilizada por qualquer um,não necessariamente por governo.
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    Para utilizá-la,basta ter cara e coragem e muta falta de sensibilidade a vida humana,coisa de todo terrorista que se preza,deve ter.
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    No caso da Síria, temos mercenários desalmados e governos sem escrúpulos e juntos,trabalhando junto com apoio da mídia do sistema da maldade fazem coisa que até o diabo não conseguiriam fazer.
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    Não é a primeira vez que se utiliza armas químicas proveniente dos EUA,quem também dos dois ataques químicos ocorrido no Iraque,com produto químico MADE USA,uma feito pelo ditador Saddam Hussein e o outro ataque pelos americanos em Fallujah com fósforo branco isso sem fala das projéteis de urânio empobrecido.
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    como se pode vê,os suspeito tem um histórico e conhecem muito bem o “modos operantes” de tal ato terrorista ….quem faz um faz um cento !
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  2. Nao e conspiracao teorica nenhuma. Sao fatos. Talves giancarlos argus esqueceu ou e ignorante de que os Estados Unidos usaram armas quimicas no Vietnam, Camboja e Laos entre 1965 e 1974, quando finalmente os vietcongs os botaram para correr de la com os rabos entre as pernas. Que os EUA forneceram armas quimicas a Sadan Hussein e facilitaram o seu uso contra a infantaria iraniana durante a guerra Iraque e Iram entre 1980 e 1988. Que os russos usaram armas quimicas contra os Chechen. Que Israel tem usados armas quimicas contra os paslestinos, sendo a ultima vez usou bombas de fosforos na invasao de Gaza em 2008/09. A gang criminosa, Obama e John Kerry, bandos de assassinos, segundo Paul Craig Roberts, o ex secretario do tesouro norte americano, http://www.paulcraigroberts.org, nao apresentam evidencias que Assad foi o responsavel pelo crime de guerra de 20/21 de Agosto 2012 na Siria porque nenhuma evidencia existe. Ao contrario, o que existe e um punhado de evidencias que estao sendo circulado mostra que os rebeldes, sob instrucao dos servicos secretos ingles, norte americano, frances, israelitas,arabia saudista, quatar, jordania e turquia estao envolvidos ate o pescoco nesse crime de guerra. Ate jornais parte do Estabelecimento Ocidental, comecam publicar materias que poe em duvidas a credibilidades desses criminosos de guerra. e pra finalisar, E o Santo Papa? Parece estar sentado no muro esperando os desenvolvimento dos acontecimentos para ver de que lado vai abrir aboca para mostrar seu apoio. Ate agora esta calado, e diplomata. Pede dialogo. E favoravel a demissado de Assad e portanto que os fundamentalistas islamitas, as unicas forcas organizadas que opoe Assad,venham ocupar o poder na Siria pos-Assad. Isto o grupo que serrou com um serrote cego a cabeca de um bispo catolico e que tem cortado cabecas de cristaos e outros grupos religiosos nao sunis, vai ter a bencao do papa para serrar e cortar cabecas de outros catolicos quando tomarem o poder.

  3. Isso certamente não me surpreenderia. Mas ainda acho mais provável que sejam da Arábia Saudita do que norte-americanas. Não creio que eles se arriscariam tanto, é para isso que possuem estados vassalos, fazer o trabalho sujo.

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