Defesa & Geopolítica

Presidente Dilma Rousseff foi vitima de espionagem do Governo dos EUA

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A presidente Dilma Rousseff convocou ministros nesta segunda-feira para uma reunião no Palácio do Planalto para tratar das denúncias de que teria sido espionada pelo serviço secreto americano. Documentos divulgados pelo Fantástico, da TV Globo, mostram que os EUA espionaram comunicações de Dilma com seus principais assessores e dos assessores entre eles e com terceiros.

Estiveram presentes no Palácio do Planalto, no fim da manhã desta segunda, os ministros Paulo Bernardo (Comunicações), José Eduardo Cardozo (Justiça), José Elito Carvalho Silveira (Gabinete de Segurança Institucional), Celso Amorim (Defesa), Luiz Alberto Figueiredo Machado (Relações Exteriores) e Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência).

O Fantástico mostrou documentos obtidos pelo jornalista do jornal britânico The Guardian Glenn Greenwald, que mostram uma apresentação secreta chamada “filtragem inteligente de dados: estudo de caso México e Brasil” e tem como alvo Dilma e o presidente do México, Enrique Peña Nieto, então candidato líder nas pesquisas para a presidência.

A espionagem monitora os números de telefone, os e-mails e o IP (a identificação do computador) do alvo, e, no caso da presidente Dilma, tinha como objetivo “melhorar a compreensão dos métodos de comunicação e dos interlocutores da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e seus principais assessores”. O material também traz um gráfico que mostra toda a rede de comunicações da presidente com seus assessores, embora não revele seus nomes. Na última página, o documento diz que o método de espionagem usado é “uma filtragem simples e eficiente que permite obter dados que não são disponíveis de outra forma. E que pode ser repetido”.

A reunião foi encerrada pouco antes das 12h. O teor da conversa com os ministros não foi detalhado pelo Palácio do Planalto, mas será tema de uma entrevista coletiva dos ministros José Eduardo Cardozo e Luiz Alberto Figueiredo Machado.

Monitoramento a Dilma

Reportagem veiculada no último domingo pelo programa Fantástico, da TV Globo, afirma que documentos que fariam parte de uma apresentação interna da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos mostram a presidente Dilma Rousseff e seus assessores como alvos de espionagem.

De acordo com a reportagem, entre os documentos está uma apresentação chamada “filtragem inteligente de dados: estudo de caso México e Brasil”. Nela, aparecem o nome da presidente do Brasil e do presidente do México, Enrique Peña Nieto, então candidato à presidência daquele país quando o relatório foi produzido.

O nome de Dilma, de acordo com a reportagem, está, por exemplo, em um desenho que mostraria sua comunicação com assessores. Os nomes deles, no entanto, estão apagados. O documento cita programas que podem rastrear e-mails, acesso a páginas na internet, ligações telefônicas e o IP (código de identificação do computador utilizado), mas não há exemplos de mensagens ou ligações.

Na manhã desta segunda-feira, o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, foi chamado pelo ministro Luiz Alberto Figueiredo, das Relações Exteriores, para dar novas explicações sobre as denúncias de espionagem. Shannon ficou por cerca de meia hora reunido com o chanceler e saiu sem falar com a imprensa. O Itamaraty se limitou a dizer que a conversa foi firme e que Figueiredo deixou claro que o governo brasileiro não tolerará a espionagem de suas autoridades e cidadãos. A Embaixada dos Estados Unidos em Brasília não confirmou o conteúdo da conversa.

 

Fonte: Terra

Deputado condena espionagem a Dilma: ‘violação da soberania nacional’

O deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara Federal, disse nesta segunda-feira que considera “gravíssimas” as denúncias de que os Estados Unidos espionaram a presidente Dilma Rousseff e seus assessores diretos. Por conta das informações, veiculadas em uma reportagem no Fantástico no domingo, Dilma convocou ministros para duas reuniões de emergência no Palácio do Planalto na manhã de hoje.

“Se confirmado que a presidente foi espionada, estaremos diante de um episódio inaceitável de violação da soberania nacional”, disse Pellegrino, que se disse aberto a debater o assunto na próxima reunião da comissão que lidera.

A denúncias são baseadas em documentos da Agência Nacional de Segurança americana, divulgados pelo ex-técnico da CIA, Edward Snowden. Neles, são reveladas informações sobre espionagem contra o então candidato à presidência mexicana Enrique Peña Nieto e Dilma Rousseff.

A reportagem foi realizada em conjunto com Glenn Greenwald, colunista do jornal britânico The Guardian, que mora no Rio de Janeiro e cujo companheiro, o brasileiro David Miranda, foi retido em Londres pela polícia do país. O incidente ocorrido duas semanas atrás gerou incidente entre o Brasil e o Reino Unido.

De acordo com os documentos, sistemas de informática permitiram que a Agência Nacional de Segurança tivesse acesso aos conteúdos de conversas telefônicas e e-mails de Dilma com seus principais assessores. Nesta segunda-feira, a primeira reunião da presidente teve a presença dos ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, do Gabinete de Segurança Institucional, general José Elito, e da Secretaria-Geral, Gilberto Carvalho. A segunda, logo em seguida, teve, além de Cardozo, os ministros das Comunicações, Paulo Bernardo, da Defesa, Celso Amorim, e das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado.

De acordo com a Secretaria de Comunicação da Presidência, as duas reuniões já terminaram. Após os encontros, nenhum dos representantes do governo deu qualquer declaração.

O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, foi hoje ao Itamaraty prestar esclarecimentos sobre o tema ao chanceler Figueiredo Machado. Depois da reunião, Shannon saiu sem falar com a imprensa.

Monitoramento a Dilma

Reportagem veiculada no último domingo pelo programa Fantástico, da TV Globo, afirma que documentos que fariam parte de uma apresentação interna da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos mostram a presidente Dilma Rousseff e seus assessores como alvos de espionagem.

De acordo com a reportagem, entre os documentos está uma apresentação chamada “filtragem inteligente de dados: estudo de caso México e Brasil”. Nela, aparecem o nome da presidente do Brasil e do presidente do México, Enrique Peña Nieto, então candidato à presidência daquele país quando o relatório foi produzido.

O nome de Dilma, de acordo com a reportagem, está, por exemplo, em um desenho que mostraria sua comunicação com assessores. Os nomes deles, no entanto, estão apagados. O documento cita programas que podem rastrear e-mails, acesso a páginas na internet, ligações telefônicas e o IP (código de identificação do computador utilizado), mas não há exemplos de mensagens ou ligações.

Na manhã desta segunda-feira, o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, foi chamado pelo ministro Luiz Alberto Figueiredo, das Relações Exteriores, para dar novas explicações sobre as denúncias de espionagem. Shannon ficou por cerca de meia hora reunido com o chanceler e saiu sem falar com a imprensa. O Itamaraty se limitou a dizer que a conversa foi firme e que Figueiredo deixou claro que o governo brasileiro não tolerará a espionagem de suas autoridades e cidadãos. A Embaixada dos Estados Unidos em Brasília não confirmou o conteúdo da conversa.

EFE

 

Fonte: Terra

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