Defesa & Geopolítica

Snowden obteve asilo da Rússia e saiu do aeroporto

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A cyber security analyst works in a watch and warning center at a Department of Homeland Security cyber security defense lab at the Idaho National Laboratory

O ex-consultor dos serviços de inteligência dos Estados Unidos Edward Snowden recebeu asilo temporário na Rússia e deixou o aeroporto de Moscou onde se encontrava há mais de um mês, anunciou nesta quinta-feira à AFP seu advogado russo.

“Snowden deixou o aeroporto de Cheremetievo. Acabamos de entregar a ele um documento que prova que recebeu asilo temporário por um ano na Rússia”, declarou o advogado Anatoli Kutcherena.

“Foi para um lugar seguro. Espero que compreendam esta informação”, comentou o advogado falando ao canal de televisão Rossiya 24, quando mostrou uma cópia do certificado de concessão de asilo ao americano na Rússia.

Kucherena explicou à AFP: “O lugar não será divulgado por razões de segurança, já que é o homem mais procurado do planeta. Ele próprio decidirá para onde irá”.

AFP

 

Fonte: Terra

Snowden pode se sentir em casa na Rússia

Ksenia Melnikova

Edward Snowden pediu ao advogado Anatoli Kucherena para lhe trazer as obras completas de Karamzin. O ex-agente da CIA decidiu conhecer os trabalhos do célebre historiador russo depois de ler uma pequena parte de suas obras. Snowden gostou também do romance de Dostoievski “Crime e Castigo”. Segundo Kucherena, o norte-americano estuda ativamente a língua russa e também a história e cultura do país, porque quer ficar na Rússia e sentir-se em casa. Que mais o estrangeiro Snowden precisa para se tornar russo?

Para se sentir realmente em casa na Rússia Edward Snowden deve começar a preencher as lacunas desde a infância. E significa assistir a desenhos animados soviéticos. O norte-americano poderá saber que o Lobo e o Coelho de “Lobo Pateta” não é nada pior do que Tom e Jerry, e que o Ursinho Pooh russo é mais engraçado e bom do que o estadunidense.

Depois Snowden deve assimilar o programa escolar. Além de “Crime e Castigo” de Dostoievski, que o ex-agente da CIA já leu, vale a pena decorar pelo menos alguns versos de Pushkin e Lermontov, que todos os russos conhecem. Depois ler Gogol, Turguenev e Tolstoi.

Não poderá passar, é claro, sem conhecer o banho russo. Que russo nunca esteve nele ao menos uma vez na vida? O homem de negócios de Londres, John Kopiski, que vive na Rússia há mais de 20 anos, vai ao banho todas as semanas. “O banho é uma tradição muito boa”, diz ele.

A próxima na fila será a história. Se não conseguir assimilar todas as obras de Karamzin, que tanto quer ter em mãos, o americano pode folhear manuais escolares.

Adiante o programa inclui o cinema russo. Isto é obrigatório. É preciso começar com filmes soviéticos. “O Casamento em Malinovka”, “As Garotas” e, naturalmente, comédias soviéticas, com as quais formaram várias gerações de russos: “A Operação Y e Outras Aventuras de Shurik”, “O Braço de Brilhantes”. Com estes filmes o norte-americano poderá entender o humor russo.

Aprender a brincar como os russos é mais complexo. Para tanto Snowden precisará dos livros de Dovlatov, Ilf e Petrov. Para ser a alma de qualquer grupo pode-se citar seus livros e pode-se ainda decorar um par de anedotas. Apesar de, naturalmente, para “estudar” o humor russo o melhor é comunicar-se mais com russos em ambiente não oficial.

Quando Edward Snowden sair do aeroporto, que tanto lhe agradou, deve ir à cidade, aconselha o jornalista norte-americano David Burghardt, que vive na Rússia desde o início dos anos 90. Ir com amigos a um parque e fazer churrasco.

Depois disto o ex-agente da CIA deve esquecer dos hambúrgueres ou no mínimo deixar de encomendar pizza a Anatoli Kucherena e começar a provar pratos da cozinha russa. Não é obrigatório comer borsch, o único que os americanos conhecem. Além de sopas frias e quentes existem também saladas, tortas e pratos quentes e frios.

Além da história, o ex-agente da CIA deverá conhecer a cultura russa. Ópera, balê, quadros de pintores famosos – que todos os russos conhecem – diz a banqueira da Sérvia Mirjana Stojanovic, que vive na Rússia há 17 anos já:

“Eu gosto de realismo, pintura clássica e valorizo os continuadores desta escola de pintura e considero que a Rússia deve continuar suas melhores tradições culturais. Apesar de, naturalmente, ninguém pode agora repetir os pintores Savrasov e Levitan.”

Estes conselhos, provavelmente, ajudarão Edward Snowden a sentir-se um pouco russo. É verdade que como antes continua a ser um mistério quando ele precisará disto.

 

 

Fonte: Voz da Rússia

 

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