Defesa & Geopolítica

Marinha diz que cogitou, mas desistiu de reduzir jornada de trabalho

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Hipótese foi considerada como forma de adaptação a cortes orçamentários.
Ministério da Defesa sofreu bloqueio R$ 919 milhões adicionais.

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Felipe NériDo G1, em Brasília

A Marinha anunciou por meio de nota na noite desta terça-feira (30) que decidiu não adotar a redução da jornada de trabalho como forma de cumprir a determinação de redução de gastos orçamentários estabelecida pelo governo federal para o Ministério da Defesa.

Nesta terça, o “Diário Oficial da União” informou que o Ministério da Defesa sofrerá um bloqueio de R$ 919 milhões como parte de um corte adicional de R$ 10 bilhões no Orçamento federal. Em maio, quando foi anunciado corte no Orçamento de R$ 28 bilhões, o ministério perdeu R$ 3,6 bilhões. Com os R$ 919 milhões adicionais, o corte na Defesa saltou para R$ 4,5 bilhões. Mas, de acordo com a assessoria de imprensa do ministério, a pasta conseguiu convencer o governo a liberar R$ 400 milhões desses R$ 4,5 bilhões cortados, o que resultará em um total bloqueado de R$ 4,1 bilhões.

De acordo com a nota da Marinha, a possibilidade de adotar a redução de jornada foi considerada, mas descartada “após análise subseqüente e consonante com as novas tratativas com o Ministério da Defesa”.

Segundo reportagem da rádio CBN veiculada nesta terça, a partir de 2 de agosto, os militares da Marinha passariam a ser liberados do trabalho às sextas-feiras. A exceção valeria apenas para militares ligados às áreas de saúde, ensino e aos programas nucleares.

A assessoria do Ministério da Defesa informou que as medidas para conteção de gastos na Marinha, no Exército e na Aeronáutica ainda estão em estudo.

Apesar da redução do orçamento, o Ministério da Defesa informou que manterá projetos considerados prioritários, como a compra de 50 helicópteros – dois para a Presidência da República e 16 para cada uma das três forças (Exército, Aeronáutica e Marinha).

O governo, informou a assessoria da pasta, também dará continuidade à compra do avião cargueiro KC-390, que está sendo desenvolvido pela Embraer em parceria com a Força Aérea Brasileira. Será mantida, ainda, a construção de um submarino que integra o programa nuclear brasileiro.

Veja abaixo a íntegra da nota divulgada pela Marinha:

A Marinha do Brasil (MB) esclarece que, em virtude das restrições orçamentárias em curso nesta Força, considerou, como uma das medidas de economia a ser adotada, a redução da jornada de trabalho.

Após análise subsequente e consonante com as novas tratativas com o Ministério da Defesa, tal medida não será adotada.

Fonte: G1

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