Defesa & Geopolítica

Chefe do Exército do Egito convoca protestos contra ‘violência’ e ‘terrorismo’

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Abdel-Fattah el-Sissi disse que um alto comparecimento em protestos na sexta-feira daria a ele um ‘mandato’

O chefe do Exército do Egito, Abdel-Fattah el-Sissi, pediu que sejam realizados protestos em todo o país na sexta-feira (26) para dar apoio aos militares para que eles confrontem a “violência” e o “terrorismo” no país após a deposição do presidente islamita Mohammed Morsi .

Em um discurso proferido nesta quarta-feira (24) em uma cerimônia de formação militar, Sissi pediu aos egípcios que tomem as ruas na sexta-feira, dizendo que um massivo comparecimento daria a ele um “mandato” e uma “ordem” para fazer o que for “necessário” para combater o derramamento de sangue que deixou dezenas de mortos desde que o Exército depôs Morsi há três semanas.

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Sissi também negou acusações de que tenha traído Morsi e prometeu seguir o calendário político estabelecido para uma reforma constitucional e a realização de novas eleições em até seis meses.

Ele disse que o apelo por protestos na sexta-feira não é uma convocação à violência e expressou apoio aos esforços por uma reconciliação nacional. “Na sexta, todo egípcio honesto e honorável deve sair de casa. Sair de casa e mostrar ao mundo todo que temos nossa própria vontade e determinação”, disse Sissi. “Por favor, coloque sua responsabilidade em mim, no Exército e na polícia e mostre seu tamanho e sua firmeza diante do que está acontecendo.”

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Desde a deposição de Morsi, houve um escalonamento nos ataques de militantes islamitas contra as forças de segurança na Península do Sinai. Também houve confrontos mortais entre opositores e partidários de Morsi que deixaram dezenas de mortos e provocaram preocupação de que a violência poderia ficar fora de controle.

A deposição de Morsi veio após dias de protestos em massa que contaram com a presença de milhões de egípcios exigindo sua saída do poder. Partidários do presidente insistem que ele deve ser restabelecido, e caracterizam  sua retirada como um golpe contra a democracia.

Fonte: Último Segundo

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