Defesa & Geopolítica

China poderá adquirir uma centena de caças Sukhoi, Su-35

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Su35Informações: Red Dragon

Texto: E.M.Pinto

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A concordância dos russos na possível venda dos caças Su 35 para china relatada numa matéria do Plano Brasil (clique aqui para ler),  parece por fim a longa negociação entre os dois países em realação a aquisição de caças avançados Sukhoi Su 35 para o governo de Pequin.

Entretanto, as informações quanto a intenção de Pequin ainda não são claras. Inicialmente na imprensa internacional circulou a informação de que a China estaria interessada em adquirir 24 caças Su 35, aeronaves adquiridas diretamente do construtor Russo, porém, novas informações dão conta de que este número poderia ser ainda maior, chegando a uma centena de aviões segundo o periódico chinês Huanqiu.com .

Algumas fontes relataram o interesse de Pequin em adquirir os tais 24 caças diretamente do fabricante e produzir sobre licença outros 60 a 80 aviões. Outras fontes no entanto, ainda sugerem que a aquisição seria integralmente de origem russa e que se justificaria frente a incapacidade da indústria Chinesa de conseguir atender a demanda interna. Lembra-se  que o país mantém diversos programas aquisião de caças simultâneamente, como o J-10, J-11, J-15 e os treinadores avançados que iniciarão sua produção seriada em breve. Isto limitaria a capacidade produtiva chinesa, na metade desta década, forçando-a  adquirir aeronaves no exterior. Por sua vez, a reticência russa na venda da aeronave se restringe aos graves problemas diplomáticos que ambos os países têm travado em função das alehgações russas de quebras de contrato por parte dos chineses e o temor russo de que seus sistemas sejam “copiados”. Estes embates não são segredo e nem tão pouco raros.

Ná Rússia há severas críticas a venda de sistemas avançados aos chineses, entretanto, alguns especialistas defendem que o diferencial do caça russo reside no seu “recheio” eletrônico”, o sistema de ECM e os dispositivos eletrônicos do caça, segundo eles, não poderiam ser facilmente copiados pelos chineses, a engenharia reversa chinesa seria eficiente em copiar a parte física da aeronave, estruturas e peças mecânicas, mas o coração do caça (seu motor), radares e softwares estariam longe do alcance dos engenheiros chineses.

Não é segredo também, que os chineses buscam novas tecnologias para embarcar nos seus projetos de caças de quinta geração J-20 e J-31 e que igualmente, a aviônica embarcada no caça Su 35 poderia abreviar segundo alguns especialistas alguns anos do o “gap” tecnológico chinês (clique aqui para ler).

Porém, outros fatores podem estar por trás do interesse de Pequin pela nova arma Russa. O tempo de desenvolvimento necessário para maturação dos seus projetos de caças 5G. A china teria necessidade de manter um equilíbrio de poder adquirindo novas aeronaves de caça para fazer frente as hipotéticas ameaças Coreanas, Japonesas e Indianas no seu cenário local.

Su 352Os seus caças J-11 a principal aeronave de superioridade aérea chinesa não seria páreo para as novas armas que estão sendo adquiridas ainda nesta década pelos países vizinhos. A aquisição dos caças Dassault Rafale e F 15 Slam Eagle especialmente pelos governos Indiano e Sul Coreano, desbalanciariam o poder Chinês ainda nesta década, para tanto, seus caças 5G ainda não estariam prontos para a resposta, necessitando de pelo menos mais 7 ou 10 anos para estarem desenvolvidos o suficiente para fazer frente a estes adversários.

Para os críticos militares ocidentais o Su 35 representa uma ameaça à geração de de caças de 4ª geração, o Su 35 seria um intermediário entre as gerações 4 e 5, o que o impediria de ingressar neste clube seria os eu fator RCS, elevado para um caça de 5ª geração, porém baixo para um de 4ª, no mais, a nova aeronave integra sistemas de radar, ECM e armas em estado de arte e é uma aeronave muito superior aos seus antepassados Su 27 e 30 de todas as versões.

De posse do Su 35 e de seus sistemas, a China poderia acelerar o seu processo de desenvolvimento de caças de nova geração e “tapar um buraco” que se abre ao fim desta década e se estende ao começo da próxima.

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