Defesa & Geopolítica

MEGA COMPLEXO: COMPLEXO HIDRELÉTRICO INTERLIGADO, FORMADO PELAS USINAS DE ANTA E SIMPLÍCIO, NA DIVISA ENTRE RIO DE JANEIRO E MINAS GERAIS

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Simplício (1)
O surpreendente caminho das águas

Devido à sua localização, obras do complexo hidrelétrico formado pelas usinas de Anta e Simplício, na divisa entre Rio de Janeiro e Minas Gerais, vêm exigindo soluções de engenharia ousadas e criativas

Texto: Mauro Bastos

Foto: Américo Vermelho

A construção das usinas hidrelétricas interligadas de Anta e Simplício, na divisa entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais, é um projeto ousado de Furnas Centrais Elétricas. O Rio Paraíba do Sul, por meio de uma seqüência de canais, túneis e diques, terá suas águas represadas. Através de condutos forçados escavados na rocha, as águas serão conduzidas para movimentar as turbinas na casa de força de Simplício, com uma queda superior a 100 m de altura. É esse complexo desafio de engenharia e logística que há um ano vem sendo enfrentado pela Odebrecht (líder) e a Andrade Gutierrez, reunidas no Consórcio Construtor Simplício.As águas do Rio Paraíba do Sul estão sendo transpostas para uma sucessão de vales localizados atrás das colinas que se erguem à margem esquerda do rio, nos municípios mineiros de Chiador e Além Paraíba, por onde correrão em uma cota acima do rio, da cidade fluminense de Sapucaia, de duas rodovias e de uma ferrovia.A barragem de Anta, na divisa dos municípios de Sapucaia e Chiador, que represará as águas do Paraíba do Sul, será de concreto compactado com rolo (CCR) e elevará o nível do reservatório à cota 251,5 m. As obras de integração (canais, diques e túneis), a serem executadas a partir da margem esquerda, formarão a estrutura de adução até a Usina de Simplício.

Solução de engenharia
A complexidade da obra exigiu soluções criativas de engenharia, salienta José Tomaz, mineiro de Uberaba, Responsável por Engenharia, que ingressou na Odebrecht há oito anos. “A área a ser inundada, somando todos os reservatórios, é de apenas 15,36 km2”, ele destaca. Trata-se de uma relação potência instalada/área inundada superior a 10 MW/km2, o que credencia o complexo hidrelétrico de Anta/Simplício a obter créditos de carbono pelos critérios do Protocolo de Kyoto. Os créditos de carbono são certificados emitidos quando há mitigação da poluição.

Um dos maiores túneis do Brasil
Entre os sete túneis (todos com seção de 214,5 m2), o mais extenso é o túnel 3, com 6 km de extensão. Quando ele estiver concluído, será um dos maiores do país em projetos hidrelétricos. Ligará dois vales: o do Reservatório de Calçado e o do Reservatório de Antonina. O avanço das frentes no túnel tem sido de 100 m a 120 m por mês, com o imprescindível apoio de máquinas do tipo Jumbo, que realizam o trabalho de perfuração. Quatro Jumbos são computadorizados e contam com o aparelho TCAD (um software que permite a marcação do plano de perfuração a laser), e dois são simples e precisam da marcação do pessoal da topografia para a perfuração. Esses equipamentos perfurarão cerca de 10,2 km, o que é a soma dos sete túneis previstos no projeto do Complexo Hidrelétrico de Simplício.

O trabalho de perfuração dos sete túneis irá gerar cerca de 2,5 milhões de m3 de rochas. Esse material será utilizado nas ensecadeiras a montante e a jusante da barragem de Anta, assim como na construção dos oito diques que vão represar as águas dos cinco reservatórios, e no revestimento dos taludes dos canais de ligação. Só para erguer os diques serão necessários cerca de 4 milhões de m3 de aterros.Segundo Luiz Sergio Ferraz da Costa, Diretor de Contrato das usinas de Anta e Simplício, ”a logística complexa da obra requer uma boa estrutura de supervisão, com muita escavação e terraplenagem e pouco concreto”. Mas aqui, o desafio é a geologia do solo nos canais a céu aberto”. Ele observa que os solos são instáveis e por isso a abertura dos canais é mais delicada. “É preciso escavar e, ao mesmo tempo, realizar os trabalhos de drenagem e proteção dos taludes, com maior demanda de equipamentos e trabalhadores.”A movimentação de terra, rocha e aterros é feita por uma frota de 335 equipamentos entre caminhões fora de estrada e basculantes, tratores, pás carregadeiras, escavadeiras, manipuladores e outros distribuídos pelas frentes de trabalho. A movimentação desses equipamentos exige um complexo sistema de comunicação, com uma infinidade de rádios portáteis. Foi preciso ainda erguer quatro torres de transmissão para dados, voz e para os rádios de longa distância instalados em pontos fixos e em veículos, porque a distância e a topografia dificultam a comunicação.

A gestão das equipes de segurança e saúde do trabalho requer cuidados especiais. As 2,5 mil pessoas são acompanhadas por técnicos de segurança do trabalho distribuídos nas frentes de serviço. Eles realizam análise de risco, treinamento diário do trabalho, treinamento de procedimentos operacionais, monitoramento das atividades, emissão de permissão para trabalho, controle de trabalhadores no interior dos túneis, isolamento de área para detonação de explosivos e inspeções de segurança.

Formação de trabalhadores
Sessenta e cinco por cento dos trabalhadores do complexo hidrelétrico Anta/Simplício são das comunidades locais. Isso implica dar formação para pedreiros, carpinteiros, mecânicos de caminhão, motoristas, operadores, soldadores e eletricistas, entre outros.

Nas estradas de serviço, o fluxo de caminhões é totalmente monitorado. A partir deste ano, os veículos circularão entre três centrais de britagem, três centrais de concreto e mais de 50 km de rede elétrica. O relevo montanhoso, curvas fechadas, penhascos e cargas de alta tonelagem obrigam a um controle de velocidade rigoroso. A cada topo de subida ou descida, há uma placa indicando a velocidade e qual a marcha que cada modelo de caminhão deve engatar.

Para ler o texto completo, acesse “Odebrecht Informa Online”
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Megaconstruções por Danny Forster – Construção da Hidrelétrica de Anta Sapucaia e da Usina Hidrelétrica de Simplício (Chiador)

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