Defesa & Geopolítica

Empresas espanholas de defesa abrem mercado no Brasil

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Agência EFE

As empresas espanholas de defesa que expõem seus produtos na Feira Internacional de Defesa e Segurança LAAD, que está sendo realizada esta semana no Rio de Janeiro, disseram hoje ter feito contatos importantes no Brasil, um mercado que consideram como estratégico e vital para sua expansão.

“Os retornos que tivemos nos dois primeiros dias foram muito positivos e acreditamos que está valendo muito a pena nossa participação na LAAD deste ano”, disse à Agência Efe Sergio Fernández, coordenador de internacionalização da Associação Espanhola de Empresas Tecnológicas de Defesa, Aeronáutica e Espaço (TEDAE).

Fernández assegurou que os contatos “interessantes” incluem empresas brasileiras e de outros países.

“O resultado foi muito bom, especialmente por ser uma feira estratégica e muito forte, porque os contatos estabelecem são de grande valor e muito interessantes”, acrescentou.

Para as empresas espanholas, afetadas pela crise, o maior mercado latino-americano de defesa é estratégico, e qualquer oportunidade é vital para desembarcar em uma das grandes economias emergentes.

“Estamos abertos a qualquer tipo de oportunidade e acreditamos que o mercado brasileiro oferece muitas possibilidades”, afirmou.

A Espanha já abriu caminho no Brasil, país que adotou uma nova política de aquisição de armamento e que iniciou em 2005 um “ambicioso” projeto para modernizar suas forças armadas com equipamentos que vão desde submarinos de propulsão nuclear que pretende construir no país.

O Brasil estuda licitações que incluem a construção de cinco fragatas, cinco patrulheiras e uma embarcação de apoio logístico, e tem em andamento outras, como a destinada a comprar 36 caças modernos.

Empresas espanholas já conseguiram uma parte do bolo, como a EADS CASA que venderá ao Brasil aviões militares C295; a Airbus Military com um contrato para modernizar nove aviões P-3 Orion e a Tecnobit com a venda de seu simulador de artilharia.

O secretário de Estado de Defesa, Pedro Argüelles, que lidera a delegação espanhola no Rio de Janeiro, afirmou na terça-feira à Efe ter “esperanças mais do que fundadas” que se possa chegar a um entendimento com o Brasil no mercado de satélites, para prestar serviços civis e militares.

Argüelles citou a Hisdesat como uma empresa com “capacidade de sobra” para oferecer serviços de satélites militares e disse que o satélite Spainsat oferece cobertura plena do território brasileiro.

Fernández admite que dificilmente será assinado um contrato na feira do Rio de Janeiro, já que isso exige meses de negociação, mas alegou que “os contatos estabelecidos abrem grande expectativa para o futuro e para grandes resultados a médio e longo prazo”.

Esses contatos podem aumentar nas reuniões de empresas espanholas e brasileiras que a TEDAE promove no Rio de Janeiro, graças a seu acordo de cooperação com a Associação Brasileira de Indústrias de Material de Defesa e Segurança (Abimde).

Além de Hisdesat e Tecnobit, outras cinco empresas garantiram espaço no pavilhão espanhol na feira este ano: a Companhia Espanhola de Sistemas Aeronáuticos (Cesa), as multinacionais Indra, Núcleo Duro Felguera, Sener e ARPA – Equipos Móviles de Campaña.

A ARPA, que vendeu há três anos 42 cozinhas móveis de campanha ao Exército brasileiro, negocia um novo contrato.

A Sener oferece no Brasil, entre outros produtos, a tecnologia de modernização de helicópteros Augusta Bell 212 que vendeu à Marinha espanhola, assim como um sistema de controle climático para veículos de combate terrestres.

A Indra oferece seus sistemas de vigilância litorânea, vigilância com radar e sistemas de simulação.

Para a vigilância do espaço aéreo, área na qual já é conhecida no Brasil como construtor de duas estações transportáveis de radar, a Indra oferece informações sobre seus radares Lanza 3D.

Apesar de não fazer parte do pavilhão espanhol, outras empresas do país estão presentes no Rio de Janeiro com estandes próprios ou de subsidiárias ou sócias, como EADS e Navantia, uma das maiores interessadas nos contratos para construir embarcações no Brasil.

“Trata-se de um amplo leque de tecnologias e de grande alcance. Temos desde grandes multinacionais, como a Indra, cuja oferta inclui radares e sistemas de satélite, até fabricantes de equipamentos móveis de campanha”, explicou Fernández.
Fonte: Terra via NOTIMP

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