Defesa & Geopolítica

França deporta imãs e militantes islâmicos

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Mesquita em Paris

 

Por  John Irish e Thierry Leveque

A França anunciou na segunda-feira a deportação de cinco militantes e pregadores islâmicos, em mais uma demonstração de força do presidente Nicolas Sarkozy contra elementos radicais, depois de sete pessoas serem mortas no mês passado por um assassino que se inspirava na Al Qaeda.

Forças policiais detiveram na sexta-feira suspeitos de militância islâmica em várias cidades francesas, inclusive na região de Toulouse, onde o francês de ascendência marroquina Mohamed Merah cometeu seus crimes num intervalo de dez dias, até ser identificado, cercado e morto.

O ataque deu mais importância à segurança como tema de campanha para a eleição presidencial de 22 de abril, e melhorou as chances de reeleição de Sarkozy numa disputa em que o socialista François Hollande aparece como favorito.

O ministro do Interior, Claude Gueant, disse na segunda-feira que duas pessoas já foram deportadas sob leis voltadas à proteção do Estado e dos cidadãos.

“Não aceitamos o extremismo islâmico. Esse não é uma nova política… mas depois do que aconteceu em Toulouse e Montauban temos de estar mais vigilantes do que nunca”, disse Gueant à TV BFM.

Em nota, o ministro disse que um militante de origem argelina, anteriormente condenado por envolvimento num atentado terrorista em 1994 no Marrocos, foi expulso da França por retomar seus vínculos com movimentos islâmicos.

Um pregador de origem malinesa foi deportado por promover o antissemitismo, por defender que as mulheres cubram totalmente os rostos com véus, e por rejeitar os valores ocidentais.

A nota diz ainda que imãs da Arábia Saudita e Turquia e um suposto militante tunisiano também devem ser expulsos da França, e que outros casos devem se seguir em breve.

O pulso firme de Sarkozy na reação aos atentados de março podem melhorar as chances eleitorais dele, embora as pesquisas mostrem que apenas 20 por cento dos eleitores têm o terrorismo como sua maior preocupação -bem atrás da custo de vida e do desemprego.

Segundo as pesquisas, mais de 70 por cento dos eleitores aprovam o comportamento de Sarkozy diante do incidente. Nas últimas semanas, o presidente melhorou seus índices, e agora aparece 1 ou 2 pontos percentuais à frente de Hollande em algumas simulações de primeiro turno- embora continue 8 pontos atrás do rival nas pesquisas para o segundo turno, a ser realizado em 6 de maio.

A polícia disse que deve decidir na terça-feira se indiciará em inquérito 17 suspeitos presos desde a semana passada. Uma fonte policial disse que 12 deles, pertencentes ao proscrito grupo radical Fosane Alizza (Cavaleiros do Orgulho) devem ser indiciados, e os demais serão liberados.

Fonte: ReutersBrasil

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