Defesa & Geopolítica

EX-EMBAIXADOR CHILENO EM LONDRES DESCARTA APOIO A GB SOBRE MALVINAS

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O ex-embaixador do Chile em Londres, Mario Artaza, disse hoje, em entrevista à ANSA, que “a Inglaterra deve entender que a integração e a globalização impõe um trato muito preferencial ao vizinho“, em alusão ao apoio que os países da América do Sul vêm dando à Argentina.

A “Inglaterra deve se dar conta que com 12 mil milhas de distância é difícil manter um controle absoluto, permanente, sobre uma ilha situada nas proximidades da Argentina. Eles deveriam buscar elementos de interesse comum (…) e deixar as discussões de soberania para mais tarde”, disse.

Dois dias antes da Guerra das Malvinas cumprir 30 anos, Artanza, que atuou como diplomata na Inglaterra entre 1996 e 1999, afirmou que a confiança entre os países vizinhos foi reconstruída.

Na época do conflito, Santiago deu apoio ao Reino Unido, mas o ex-embaixador declarou que esta “é uma questão do passado que não tem possibilidade alguma de repetir-se nos dias de hoje”.

Ele ainda recordou que desde 1990, com o retorno da democracia ao Chile, as duas nações têm trabalhado para reconstruir a confiança com base em uma política de aproximação e integração.

“Temos um intenso comércio bilateral no qual a Argentina tem uma balança favorável, avançamos muitíssimo na [questão da] integração binacional. O [episódio] das Malvinas foi superado”, concluiu.

Fonte: Ansalatina 

Argentina ameaça bancos britânicos e dos EUA por petróleo nas Malvinas

A Argentina ameaçou mover ações judiciais contra bancos britânicos e americanos caso esses assessorem sociedades petroleiras na exploração de petróleo nas costas das ilhas Malvinas, arquipélago alvo de tensões entre Londres e Buenos Aires, informou no domingo o Sunday Telegraph.

Em uma carta enviada a vários bancos, a embaixada argentina em Londres pediu para que esses “mantivessem em mente, quando sua opinião for solicitada, os riscos da existência de uma disputa sobre a soberania (das Malvinas) e as consequências de uma exploração ilegal de hidrocarbonetos” neste arquipélago.

“As sociedades direta ou indiretamente implicadas nessas atividades estarão sujeitas a ações administrativas, civis ou penais, como preveem as leis argentinas sobre o assunto”, adverte o documento citado pelo jornal britânico.

A nota foi enviada ao Barclays Capital, Royal Bank of Scotland e Goldman Sachs, disse o Sunday Telegraph. Em meados de março, a Argentina já havia anunciado sua intenção de processar as companhias petroleiras que operam no arquipélago, do qual reivindica sua soberania.

Várias pequenas sociedades petroleiras iniciaram prospecções frente às Malvinas, mas apenas uma, a Rockhopper, apresentou até agora resultados positivos. Esta sociedade espera desenvolver a partir deste ano uma reserva de hidrocarbonetos significativa, o campo Sea Lion, ao norte das ilhas, tendo em vista uma exploração comercial a partir de 2016.

 Fonte: Terra

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