Defesa & Geopolítica

Gripe Grega agora é também Espanhola…

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Espanha entra em greve geral

Manifestantes são contra a política de austeridade de Rajoy

Grevistas se reuniram às portas do grande mercado central de Madri / JOSEP LAGO / AFP Grevistas se reuniram às portas do grande mercado central de Madri JOSEP LAGO / AFP

Da AFP noticias@band.com.br

A Espanha vive nesta quinta-feira uma greve geral marcada por pequenos protestos antes da grande mobilização da tarde contra a reforma do mercado de trabalho e as políticas de austeridade decretadas pelo governo conservador, sob forte vigilância da UE (União Europeia).

Desde o início da manhã, grevistas se reuniram às portas do grande mercado central de Madri, e também diante dos principais bancos e empresas.

Vestindo coletes vermelhos com as siglas dos dois sindicatos majoritários que convocaram a greve, CCOO e UGT, e com bandeiras e cartazes nos quais era possível ler “Reforma Trabalhista, Não” ou “Greve geral”, os grevistas paravam os trabalhadores para informá-los sobre a greve.

Centenas deles se concentraram posteriormente no centro de Madri, prelúdio da grande manifestação, que será palco na tarde desta quinta-feira da mobilização, vigiados de perto por um grande dispositivo policial, que ocupou a conhecida Porta do Sol.

“Assim, assim. Nem um passo atrás com a reforma. Greve geral”, gritavam os manifestantes, alguns dos quais levavam adesivos com o lema “Não à reforma trabalhista da demissão barata”, enquanto antes protestavam de bicicleta, atrapalhando o trânsito.

“A greve geral foi um sucesso”, insistiram pela manhã os secretários de organização de CCOO e UGT, Antonio del Campo e José Javier Cubillo, que contabilizaram em 85% a participação na mobilização, enquanto o governo sustenta que “a normalidade nos centros de trabalho espanhóis é muito elevada”.

Para a poderosa patronal CEOE, a greve está tendo “um seguimento desigual”, com uma “maior incidência no setor industrial e territorialmente no norte do país, assim como em algumas grandes cidades”. Os sindicatos protestam contra uma reforma do mercado de trabalho, aprovada no dia 11 de fevereiro pelo governo de Mariano Rajoy, com o objetivo de relançar a criação de emprego, em um país com uma taxa de desemprego recorde de 22,85%, que castiga especialmente os jovens com menos de 25 anos (48,6%).

Os promotores do protesto, por sua vez, consideram que só barateia as demissões e aumentará a destruição de emprego. O próprio executivo admitiu a destruição de 630 mil empregos em 2012 e um desemprego de 24,3% no fim do ano.

A mobilização, a sexta desde o restabelecimento das liberdades sindicais, em 1977, ocorre um dia antes que o governo aprove os orçamentos gerais para 2012, que se anunciam como rigorosamente austeros, e serão analisados com lupa pelos ministros das Finanças do Eurogrupo reunidos ao mesmo tempo em Copenhague.

O grande objetivo do governo é reduzir o déficit público espanhol a 5,3% do PIB combinado com a União Europeia, após o grande desvio que o levou aos 8,5% em 2011, para o que, segundo diferentes cálculos, será necessário um ajuste de 41,5 bilhões a 55 bilhões de euros.

Fonte:Band

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