Defesa & Geopolítica

Hackers chineses podem ter roubado dados sobre F-35

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Segundo site Alert 5, um oficial dos Estados Unidos que não quis se identificar afirmou que os computadores da fabricante britânica BAE Systems foram invadidos por hackers chineses que roubaram dados do programa F-35, destinado à fabricação das aeronaves stealh multifuncionais em uso pela US Navy (Marinha dos Estados Unidos).

O incidente teria sido descoberto há três anos e alguns elementos do programa JSF (Joint Strike Fighter) foram comprometidos, mas dados de apenas alguns aspectos do avião foram acessados. A fabricante britânica ainda não se pronunciou sobre o possível roubo de informações.

Mesmo que o incidente tenha de fato ocorrido, a companhia britânica aparentemente ainda goza de prestígio dentro do programa. No final do mês passado a BAE Systems anunciou que fornecerá um software para o sistema de informações autonômicas logísticas do F-35 para a Lockheed Martin, em um contrato de 5,7 milhões de libras (U$$ 8,9 milhões ou R$ 16,1 milhões).

O programa computacional, chamado trilogiView, gera, distribui e permite visualização de publicações técnicas interativas essenciais para a operação e manutenção da aeronave. 

Atualmente, além da BAE Systems e da Lockheed Martin, a Northrop Grumman (EUA) também fabrica os F-35. O programa de desenvolvimento do caça supersônico foi iniciado nos Estados Unidos, com a Lockheed Martin, e hoje tem participação de Austrália, Canadá, Dinamarca, Holanda, Itália, Noruega, Reino Unido e Turquia.

Os países parceiros são classificados pelo governo dos EUA em níveis de 1 a 3, representativos do empenho financeiro, qualidade e quantidade de transferência tecnológica e a participação de companhias sediadas em suas fronteiras que participam do projeto. O Reino Unido, onde fica sediada a BAE Systems, é o único parceiro de nível 1, o mais alto (Itália e Holanda são nível 2 e os demais, nível 3).

Fotos:Lockheed Martin

Fonte: Creditorial

 

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