Defesa & Geopolítica

Amorim: expectativa da compra de caças neste semestre

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O ministro da Defesa, Celso Amorim, disse nesta quarta-feira (15.02.2012) que tem a “expectativa” de que a decisão final sobre a compra de caças pelo governo seja tomada neste semestre.

– A decisão é da presidenta, então eu não posso fixar prazos para a presidenta da República. Eu tenho a expectativa de que possa ser neste semestre, vamos ver – afirmou o ministro, após participar da abertura do 1.º Seminário Estratégia Nacional de Defesa: Política Industrial e Tecnológica, no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados.

Amorim esteve recentemente na Índia, país que acaba de anunciar a intenção de adquirir caças do modelo francês Rafale, uma das opções do governo brasileiro. Ele disse que a Índia é um importante parceiro e que é importante trocar informações com o governo indiano. Isso não significa, contudo, que o Brasil vá seguir o mesmo caminho.

Estão na disputa também caças fabricados pela norte-americana Boeing e pela sueca Saab.

– É muito importante que Brasil e Índia troquem informações. Agora, não quer dizer que a decisão venha a ser mesma. Mas uma decisão, quanto mais bem informada, melhor para o país.

O ministro disse estar seguro de que a compra será feita:

– Eu acho que aquisição dos caças, que não é só uma compra, tem que ter transferência de tecnologia, produção nacional, isso vai ocorrer. Eu tenho certeza disso. Agora, exatamente quando, não sei, isso é um julgamento que a presidenta terá que fazer.

Ele afirmou que os estudos estão feitos e que o Brasil precisa equipar melhor a sua frota de defesa aérea:

– Eu acho que os caças são necessários, que a força aérea brasileira necessita, o Brasil necessita desses caças para a sua proteção. O Brasil é um país que hoje detém riquezas, não só as que já detinha, mas tem as do pré-sal. Então, num mundo complexo, o Brasil precisa ter uma força aérea bem equipada e a presidenta está plenamente consciente disso.

Amorim observou que a decisão de realizar a compra em 2012 não teria impacto imediato no orçamento deste ano, embora a negociação, uma vez firmada, vá comprometer recursos por um período de dez anos.

Indagado sobre a demora do Brasil em tomar uma decisão, ele respondeu:

– Isso não é um problema do ministro Jobim, do ministro Amorim. Isso é uma questão da capacidade financeira do país de fazer frente a certos encargos. É uma compra necessária, mas não é barata.

Fonte: Agência Globo via Yahoo.Notícias

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