Polícia americana compra armas russas

Aleksandr Korolkov, Gazeta Russa
Os Estados Unidos vão comprar da Rússia um lote de espingardas semi-automáticas Saiga-12, calibre 12 e de alma lisa, para suas unidades policiais.

As espingardas são produzidas em Ijevsk (capital da Udmúrtia, república federada da Rússia) pela fábrica de armas Izhmash. O contrato de compra foi assinado na Feira Internacional de Shot Show realizada entre 17 e 20 de janeiro em Las Vegas,  divulgou a assessoria de imprensa da Izhmash.

Segundo o diretor-geral da Izhmash, Maksim Kuziuk, a fábrica de armas de Ijevsk está há muito tempo presente no mercado norte-americano, classificado por Kuziuk como “muito grande e promissor”. Cerca de 40% das armas de caça e esportivas produzidas pela Izmash são vendidas no mercado norte-americano. De acordo com o diretor-geral, os policiais norte-americanos conhecem há muito a espingarda semi-automática Saiga-12 e compram essa arma para desempenhar suas funções profissionais (nos EUA, os policiais têm o direito de escolher suas armas pessoais). Em 2011, a Izhmash manteve intensas negociações com departamentos de polícia norte-americanos. O primeiro lote das Saiga-12 já foi entregue, mas o valor do contrato e a quantidade de armas recebidos pelos EUA não foram divulgados.


Entre as principais caraterísticas da Saiga-12, Kuziuk citou sua elevada confiabilidade (a espingarda utiliza o mesmo mecanismo automático do fuzil Kaláchnikov), elevada cadência de tiro, troca rápida do carregador, elevada qualidade do cano (que é fabricado com a utilização da tecnologia de forjamento a frio, o que aumenta a durabilidade do produto) e o nível de resistência típico das armas de guerra. Outro traço marcante da arma, também muito apreciado pelos policiais norte-americanos, é a possibilidade de usar diferentes munições, já que o uso de diferentes munições em espingardas análogas de fabricação estrangeira causa problemas em termos de confiabilidade, enquanto as armas universais custam muito mais caro, afirma Kuziuk.

Ainda de acordo com o responsável, a compra de armas russas pela polícia norte-americana traz a expectativa de que os produtos da Izhmash tenham também demanda no mercado norte-americano de armas de caça onde já estão presentes as carabinas Saiga 7,62 de alma raiada (versão de caça do fuzil Kaláchnikov) e Saiga-12.

Durante a exposição internacional Shot Show, realizada entre 17 e 20 de janeiro em Las Vegas, a Izhmash ganhou um importador exclusivo no mercado americano, a empresa Russian Weapon Company, e um parceiro para a produção dos modelos clássicos de armas, a empresa Fime Group.

O grande interesse pelas armas da Izhmash foi demonstrado também pelos países da América Central, que antes só podiam importá-las através de intermediários nos EUA. “A Izhmash já recebeu os primeiros pedidos de entrega direta de armas de caça e esportivas da Guatemala, Jamaica e outros países do Caribe. Por enquanto, a empresa tem fraca participação no mercado latinoamericano, mas espera aumentá-la”, diz Maxim Kuziuk.

No Brasil, os produtos da Izhmash não estão presentes. Maxim Kuziuk considera o mercado brasileiro como muito difícil para os fabricantes de armas russos em termos de concorrência com numerosos fabricantes locais. “No Brasil, o mercado não é tão volumoso quanto nos EUA, então os fabricantes locais oferecem produtos mais baratos. Portanto, o ingrediente decisivo do sucesso é o preço.”

Especificações técnicas

Saiga-12 Saiga-12С Saiga-12К Saiga-12С ЕХР-01

Calibre

12

Cartucho usado

12×70 ou 12×76

Esforço no gatilho, kg/c

1,5-3,7

Comprimento do cano, mm

580 430

Grupamento da chumbada (distância –  35m, alvo – 750mm):

-com um estrangulamento de 1,0

-sem estrangulamento

Não inferior a 60%

não inferior a 40%

Não inferior a 40%

não inferior a 40%

Dimensões, mm:

comprimento com coronha estendida

comprimento com coronha dobrada

altura

1145

190


1060

820

190

910

670

190

Aumento do comprimento da carabina com um apetrecho fixado à boca


3,6

3,6

3,5

Capacidade do carregador, cartuchos

2,5 ou 8

18 Comentários

  1. Esses americanos nem me surpreende mais com suas estratégias ardilosas de aproximação comercial estratégica…porem algumas manobras conjuntas e algumas trocas no TRADE-off podem também evidenciar a maior mentira do século que e que é, a GUERRA-FRIA…o que pensar agora?

  2. Sucupira, Russia e China são a muito tempo os dois maiores parceiros economicos dos EUA. As diferenças entre ambos se resumem a politica e ao CS. Em economia são carne e unha. Tanto que se discuto a criação de uma ferrovia sob o estreito de Beringer.

  3. Tem nada demais não… vao comprar uma quantidade irrelevante pra tentar fazer igual depois….
    Fazer armas que matam é com a russia mesmo..
    E essa 12 automática é praticamente um exterminador de “chicanos ilegais”

  4. Os americanos não são idiotas como nós.
    Essa arma russa não presta. Aliás,nenhum fuzil que eu conheça presta.
    Gostaria de fabricar o meu fuzil.
    Quem estaria interessando ?

  5. Uma liberdade de escolha excessiva já que prejudica a industria do proprio EUA. A melhor arma eventualmente nem será essa, talvez seja no capricho dos policiais

  6. Estas armas ja sao negociadas por la a decadas,a novidade e´que sera adquirida para uso oficial,alem do mais ,negocios sao negocios,somente o gigante com paralisia celebral haje empalado em ideologia primitivas !

  7. que coisa linda a SAIGA 12, e quase uma capa da sexy rsrsrs, meu sonho seria trabalhar com uma dessas, tomara que minha companheira CBC não fique encilmada rsrsrsrs

  8. A diferença e que nos States os policiais escolhem que arma vão usar no dia dia se essa foi a arma preferida pelos policiais só resta ao Departamento de policia comprar, isso não prejudica em nada o mercado americano os próprios americanos consideram as armas estrangeiras melhores mas que belezinha essa bichinha tem uma versão dela que pode carregar uma fita com 100 munições.

  9. A tecnológia militar Rússa e tão ruim q os ianks compram…mt chato p os pró-ianks…fato.Pq n militares ñ se espelham no adiantado tio sam e compram alguns Su-35″S”,sistema de defesa anti-aereo S-400 e mt outros equipamentos de guerra do Ivan ?!?! Se desapeguem, isso e BURRICE/ESTÚPIDEZ ;pura ignorancia, desrespeito c a segurança do n país.P Ontem.Sds.

  10. Não sei não. Para dar tiro de 12 não precisa dessa mira. Para quem sabe e só alinhar o cano e meter bala, afinal tiro de doze é para curta distância. Quem ja caçou elefante com uma 12? Ninguém, o bicho só bufa e fica brabo e ai tem que correr… rsrsrsrs

  11. Tudo bem normal, os russos compram dos franceses, os americanos compram dos russos, os franceses compram dos israelenses esses dos EUA e…
    Mundo globalizado é isso.
    sds

  12. .
    Exército brasileiro prepara sistema para prevenir ataques
    .
    cibernéticos
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    Programa das Forças Armadas terá simulador de ataques; ativistas já atacaram sites do Banco Central e de outras instituições.

    Exército brasileiro prepara sistema de prevenção contra ataques cibernéticos.Exército brasileiro prepara sistema de prevenção
    contra ataques cibernéticos.

    O Exército brasileiro anunciou a compra de novos softwares para segurança e prevenção contra ataques cibernéticos.

    As medidas fazem parte de um planejamento mais abrangente do governo brasileiro para criar um sistema de defesa e contra-ataque de possíveis ameaças a páginas e redes institucionais e de proteção a dados sensíveis.

    “Hoje temos um preparo mínimo para cenários de ataque. Temos uma grande rede, a EBnet, que reúne os quartéis em todo o país, e ela está bem blindada, mas há pontos de vulnerabilidade”, disse à BBC Brasil o general Antonino Santos Guerra, diretor do Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército (Ccomgex).

    Em janeiro, as Forças Armadas concluíram duas licitações para a compra de um antivírus e de um programa que simula ataques cibernéticos, no valor total de cerca de R$ 6 milhões. Os dois programas serão desenvolvidos por empresas brasileiras.
    saiba mais

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    suprimento mundial de petróleo
    Hackers relatam ataques a sites do
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    Na última sexta-feira, o grupo de hackers Anonymous Brasil atacou o site do Banco Central e as páginas dos bancos BMG, Citibank e PanAmericano, que ficaram temporariamente instáveis.

    O grupo também assumiu a autoria de ataques aos sites dos bancos Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e HSBC, que aconteceram durante a semana.

    Também na última sexta-feira, o FBI anunciou que está investigando como ativistas ligados ao grupo Anonymous conseguiram interceptar uma conferência telefônica entre agentes americanos e a britânica Scotland Yard, em que discutiam ações legais contra os hackers.

    Outros ataques em sites institucionais americanos e gregos foram registrados.

    Defesa cibernética
    “Os ataques que registramos até agora são parecidos com os que acontecem em qualquer empresa. Tentativas de roubos de senhas, negações de serviço, etc. Mas o modo como se obtém uma senha de banco é o mesmo que se pode usar para obter dados confidenciais do Exército. E já tivemos sites do governo derrubados”, afirma Guerra.

    Segundo o general, o simulador de guerra cibernética treinará os oficiais em pelo menos 25 cenários de diversos tipos de ataque contra redes semelhantes às do Exército.

    A Ccomgex, que coordena a compra do antivírus e do simulador de ataques cibernéticos faz parte do Centro de Defesa Cibernética do Exército (CDCiber), criado em 2010 para concentrar a administração de todas as ações de proteção virtual da organização.

    O programa adquirido por R$ 5,1 milhões será desenvolvido pela empresa carioca Decatron e atualizado de acordo com as necessidades da organização, o que deve facilitar a manutenção do sistema de segurança, de acordo com o general.

    O antivírus, no valor de R$ 800 mil, também está em fase de desenvolvimento e deverá ser entregue pela empresa BluePex, de Campinas (SP), dentro de 12 meses.

    O diretor do Ccomgex diz que a preferência por empresas nacionais para o programa de proteção do Exército deve estimular a competição e o avanço das empresas de tecnologia e sistemas de segurança no Brasil.

    Por isso, as empresas que venceram as licitações terão prazos maiores para realizar mudanças customizadas nos programas, de acordo com as necessidades das Forças Armadas.

    O orçamento previsto para o CDCiber em 2012 é de R$ 83 milhões, que devem ser destinados a pelo menos outras quatro aquisições que incluem equipamentos, softwares e o treinamento de pelo menos 500 oficiais.

    “Temos cursos externos para militares das três forças e também no mercado universitário, para pós-graduações. No futuro, queremos contratar pessoas que conhecem a área para trabalhar aqui, ou que possam dar consultoria”, disse Guerra.

    Roubos eletrônicos
    O especialista em segurança cibernética Mikko Hypponen, da empresa finlandesa F-Secure, diz que o Brasil se distingue de outros países pela frequência de ataques cibernéticos relacionados ao roubo de dinheiro.

    No entanto, o país já começa a registrar ataques a sites de instituições governamentais e empresas privadas de grupos de ativistas, como o Anonymous e o LulzSec, que tem ‘divisões’ nacionais.

    “Na maioria dos países, os ataques são feitos por pessoas de fora. O Brasil é diferente porque boa parte dos ataques alveja os bancos e a maioria deles é feita por pessoas do próprio país”, disse Hypponnen à BBC Brasil.

    Segundo o especialista, o Brasil é considerado o número 1 em criar ‘cavalos de Troia’, espécies de programas maliciosos, para atacar bancos.

    “Esses programas nem tentam romper os sistemas de segurança do bancos, que são, em geral, muito bons no Brasil. Mas eles infectam os computadores pessoais dos clientes, para poder entrar em suas contas quando elas acessam os bancos online”, explica.

    Para o general Antonino Guerra, o Brasil ainda não precisa se preocupar com ataques realizados por outros países nem com a espionagem de seus cidadãos. “Somos um pais pacífico, não é esse o tipo de problema que temos aqui”, diz.

    No entanto, Hypponnen acredita que o governo brasileiro precisará se preocupar também com a segurança de empresas privadas, caso queira prevenir possíveis crises.

    “Boa parte da infraestrutura crítica do Brasil não é gerida pelo governo e sim por companhias privadas, como a telefonia e as usinas nucleares. Para garantir que o país conseguirá operar durante uma crise, é preciso garantir que essa infraestrutura continuará a funcionar. O governo tem que ter um papel mais ativo em ajudar as empresas a protegerem suas redes”, afirma.

    Em comunicado enviado à BBC Brasil, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI) disse que ‘os ataques mais preocupantes são aqueles que visam acesso indevido a informações sigilosas da Administração Pública Federal’ e afirmou que a preparação do órgão contra possíveis ataques tem sido ‘adequada’.

    De acordo com o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança (CERT), que reúne notificações de ataques eletrônicos em todo o país, o Brasil registrou quase 400 mil ataques a computadores em 2011.

    Cerca de metade das fraudes registradas, segundo o CERT, foram páginas falsas, geralmente de bancos, criadas para roubar dinheiro dos usuários. A outra metade das notificações corresponde quase completamente aos cavalos de Troia, que dão acesso a contas bancárias quando elas são acessadas pela internet.

    O centro, que recebe dados de empresas, universidades, provedores de Internet e Grupos de Segurança e Resposta a Incidentes (CSIRT), diz que as segundas-feiras são os dias com mais incidentes reportados e que mais de 80% dos ataques tem origem no Brasil.

    Segundo dados da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), as fraudes bancárias realizadas pela internet e computadores dos clientes custaram R$ 685 milhões aos bancos só no primeiro semestre de 2011, 36% a mais do que no mesmo período em 2010.

  13. PLANOBRASIL
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    Sobre o comentário da matéria acima que postei ontem,09/02/12 não o encontro aqui hoje e nem na página onde se encontra as normas do PB.
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    Houve algum problema ?

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