Defesa & Geopolítica

Comercial israelense simula explosão de usina iraniana pelo Mossad

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Um comercial produzido e veiculado em Israel causou nova polêmica ao simular a explosão de uma usina nuclear iraniana por agentes do Mossad, serviço secreto israelense. O comercial foi produzido para anunciar um aplicativo de um canal de TV israelense para o tablete Galaxy, da Samsung.

Na peça publicitária, quatro agentes do Mossad chegam ao sul do Irã disfarçados de mulheres. Eles encontram outro agente do serviço secreto, que está entediado e por isso assiste a uma série de comédia israelense em seu tablet.

O agente começa a promover o aplicativo da rede de TV israelense e a mostrar seus benefícios. Um dos quatro agentes, no entanto, pega o tablet e aciona um aplicativo, curioso para saber sua função.

Nesse momento, no fundo da cena, uma usina explode e os agentes voltam-se para aquele que apertou o botão. “Que foi? Outra explosão misteriosa no Irã…”, defende-se o responsável pela explosão.

A peça publicitária foi criticada pelos iranianos que ameaçaram cortar as importações de produtos da Samsung no país. Membros do Parlamento Iraniano afirmaram que o comercial apresenta o Irã como uma sociedade primitiva e insinua que Israel é poderoso o bastante para destruir instalações iranianas.

Diante da polêmica, a Samsung divulgou um comunicado no qual condenou a produção do comercial. Além disso, a marca sul-coreana afirma que a peça publicitária foi completamente produzida pela emissora de televisão israelense e, portanto, a Samsung não possui responsabilidade sobre a produção.

Vídeo: Israeli advertisement of Samsung galaxy Tablet against Iran

Histórico

A polêmica se dá no momento em que o governo iraniano acusa o Mossad de causar explosões e assassinar cientistas do país que trabalham no desenvolvimento de energia atômica.

Segundo os iranianos, Israel estaria agindo juntamente com os Estados Unidos para atrasar ou até mesmo cessar a produção do país no setor.  No último dia 11, o cientista nuclear iraniano Mustafá Ahmadi Roshan morreu após uma explodir em seu carro, na Universidade de Teerã. Na ocasião, os iranianos acusaram novamente o Mossad e os norte-americanos, que negaram as suspeitas.

Tanto os EUA quanto Israel acusam o Irã de produzir energia nuclear com fins militares. Os iranianos também negam as denúncias.

Fonte: OperaMundi

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