Defesa & Geopolítica

Irã anunciou maior orçamento militar e exibe sistema defensivo

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O Irã prometeu hoje mostrar novos sistemas de defesa aérea fabricados no país, um dia depois do presidente Mahmoud Ahmadinejad apresentar sua proposta de orçamento com um incremento no investimento militar.

  O chefe da base aérea do Exército em Khatam Al-Anbiya, Farzad Esmaili, explicou que o trabalho de cientistas nacionais possibilita um progresso tecnológico que -apontou- “irrita às potências arrogantes devido às sanções promovidas pelos Estados Unidos”.

Ao anunciar que dezenas de sistemas de radares e mísseis de vários alcances foram fabricados e distribuídos pelo setor defensivo, Esmaili afirmou que o Irã converterá as “endurecidas sanções” ocidentais em oportunidades de desenvolvimento.

A exibição dos avanços tecnológicos civis e militares, que incluirão equipamentos para aumentar a capacidade de defesa aérea da nação persa, ocorre durante os chamados 10 dias da Alvorada, que comemoram o 33o aniversário do triunfo da Revolução Islâmica.

O presidente iraniano, por seu lado, reiterou que o poder militar do país não constitui uma ameaça para outros Estados, pois sua doutrina defensiva se baseia na dissuasão.

Ahmadinejad apresentou na quarta-feira perante o Majlis (parlamento) seu projeto de orçamento, de uns 500 bilhões de dólares, para o próximo ano fiscal que começa em 21 de março, e sublinhou que o objetivo é atingir um crescimento econômico de oito por cento.

O mandatário propôs incrementar a taxa de crescimento da produtividade e reduzir a brecha entre classes sociais, para o qual reduziu a dependência dos rendimentos por conceito petróleo, em momentos de sanções a esse setor por parte da União Europeia (UE).

Nesse sentido, propôs que cresça o retorno sobre a renda e que se impulsione o plano de reforma de subsídios, ao mesmo tempo em que destinou maiores fundos para o programa nuclear e a defesa nacional.

Os dois aspectos revestem particular interesse para deputados e cidadãos iranianos devido à atual crise de Teerã com os Estados Unidos e seus aliados da UE, que mantêm em tensão militar a região do Golfo Pérsico.

Washington impôs no final de dezembro novas sanções que afetam o Banco Central do Irã, mas não as efetivaou, e a UE decidiu um bloqueio às exportações de petróleo deste país, o qual deve entrar em vigor no dia 1 de julho.

Teerã assumiu o veto a suas vendas de cru como o equivalente a uma declaração de guerra econômica, e seu parlamento estuda cancelar de imediato as exportações ao bloco comunitário.

A proposta também solicitou favorecer no orçamento à educação, cultura, aposentadoria, pesquisa e ciência, projetos de desenvolvimento e a produção.

 

Fonte: PrensaLatina

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