Defesa & Geopolítica

Dilma deixa o Haiti após reunião com militares brasileiros da Minustah

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Foto: Roberto Stuckert Filho/PR (G1)

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, deixou nesta quarta-feira o Haiti depois de uma breve visita finalizada com uma visita ao quartel-general dos militares brasileiros da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah).

Dilma, na companhia do presidente haitiano, Michel Martelly, foi até a sede do batalhão em Tabarre, na periferia da capital do Haiti, Porto Príncipe.

Em seu discurso, a presidente expressou sua satisfação pelo trabalho realizado pelos soldados brasileiros no Haiti.

‘A cooperação entre os militares do Brasil com os demais contingentes e com o Governo do Haiti produziu bons resultados’, avaliou.

Dilma confirmou ainda a redução do número de militares brasileiros na Minustah, o maior entre todos os contingentes, mas não adiantou um calendário.

A presidente do Brasil foi recebida pelo comandante militar da Minustah, o general brasileiro Luis Ramos, que avaliou que a visita é um ‘reconhecimento’ do trabalho realizado pelos militares brasileiros no Haiti.

Após visita a Cuba, a presidente do Brasil chegou ao Haiti na manhã desta quarta-feira e, junto a Martelly, abordou assuntos como o desenvolvimento econômico e o processo de reconstrução da nação caribenha após o devastador terremoto que em janeiro de 2010 deixou 300 mil mortos e 1,5 milhão de afetados. (EFE)

Fonte: revistaveja

 

‘Estamos abertos a receber cidadãos haitianos’, diz Dilma no Haiti
 

Em declaração à imprensa após uma reunião com o presidente do Haiti, Michel Martelly, a presidente Dilma Rousseff disse que o Brasil está aberto para receber haitianos. Desde o terremoto que devastou o país em 2010, cresceu o número de imigrantes haitianos no Brasil, que já chegam a 4 mil, segundo o Ministério da Justiça.

Em Porto Príncipe, Dilma reafirmou a disposição de receber os imigrantes ao destacar a decisão, anunciada no início de janeiro, de conceder 1,2 mil vistos especiais de trabalho por ano para os haitianos e suas famílias.

“Reiterei que continuaremos cooperando para criar para os haitianos condições de vida melhores no próprio Haiti. Deixei claro, no entanto, que como é da natureza dos brasileiros, estamos abertos a receber cidadãos haitianos que optem por buscar oportunidades no Brasil”, disse em declaração à imprensa.

A presidente reiterou ainda a disposição de coibir o transporte clandestino de haitianos em cooperação com países vizinhos. “Iremos combater as redes criminosas de intermediários, os chamados coiotes, que se aproveitam da vulnerabilidade de trabalhadores e suas famílias, submetendo no trajeto do Haiti ao Brasil a situações degradantes e desumanas, além de explorá-los cobrando taxas escorchantes”.

Dilma relatou a disposição do Brasil em cooperar tecnicamente e investir, “de forma permanente e sustentável”, no desenvolvimento do Haiti, especialmente nas áreas de infraestrutura, agricultura familiar, saúde e segurança.

Missão de paz
Ela disse ainda que já está em andamento um processo para reduzir as tropas brasileiras no Haiti para 1.900 homens, contingente que atuava na missão de paz antes do terremoto. Ela não detalhou prazo para a redução. Hoje, atuam no país hoje com 2.193 militares brasileiros.

Em visita à Base General Barcellar, onde estão instalados os militares brasileiros, Dilma disse que a missão de paz no Haiti, conduzida pelo Brasil, traz “um novo significado às operações de paz da ONU”.

“Nossa atuação mostra que a segurança coletiva tem de combinar-se com a justiça social, o desenvolvimento e o respeito à soberania nacional dos países. Como vocês sabem, o Brasil acredita firmemente no recurso ao diálogo, à diplomacia, como instrumento principal de manutenção da paz e promoção da estabilidade.”

A presidente fez referência ao conceito de “responsabilidade ao proteger”, já mencionado por ela no discurso que fez na Assembleia das Nações Unidas, em setembro do ano passado, “que busca garantir uma perspectiva humana realmente em primeiro plano, as pessoas em primeiro plano”.

“No Haiti, como em outras partes do mundo – na África, na Ásia e no Oriente Médio -, no passado e no presente, o Brasil procura formar parcerias solidárias e encontrar fórmulas simétricas e mutuamente respeitosas de cooperação”, disse.

Fonte: G1

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