Defesa & Geopolítica

Super Lynx: olhos e ouvidos da Esquadra Brasileira

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Por Kaiser Konrad

Em 2010, a Marinha do Brasil participou, a convite da Royal Navy, do exercício Joint Warrior 101, na costa da Escócia. A Fragata Independência (Class Amazon), possuía um Destacamento Aéreo Embarcado equipado com um helicóptero multimissão Super Lynx, do Primeiro Esquadrão de Helicópteros de Esclarecimento e Ataque, que está sediado na Base Aeronaval de São Pedro da Aldeia, no Estado do Rio de Janeiro, região sudeste do Brasil.

A participação neste exercício internacional foi a preparação das tripulações brasileiras para operações em forças-tarefa internacionais, como a que se realiza atualmente nas águas da costa libanesa, onde a Fragata União, do Brasil, é o navio-capitânia da missão da Nações Unidas, conhecida como UNIFIL, no Líbano. Esta missão incorporou um Destacamento Aéreo Embarcado equipado com uma aeronave Super Lynx que fica em alerta em postos de voo permanente.

O Westland Super Lynx é uma das aeronaves mais versáteis já produzidas. Sua rapidez, resistência ao voo sobre o mar e a operação em convoo, equipado com sistemas e armamentos especiais, fazem dele uma das armas mais letais e de maior sucesso já empregadas no combate marítimo.

O esquadrão de Lynx da Marinha do Brasil está sempre em atividade e possui tripulações preparadas para executar determinados tipos de missões. Quando foi criado, em 1978, possuía em seu acervo cinco aeronaves dos modelos AH-11 (Lynx), sendo o Brasil o primeiro cliente estrangeiro a receber esse modelo de aeronave.

Na década de 90, foram adquiridas nove novas aeronaves Lynx modernizadas, denominadas Super Lynx (AH-11A). Com a chegada dos Super Lynx e a modernização dos antigos Lynx, a unidade aérea recebeu a designação de 1º Esquadrão de Helicópteros de Esclarecimento e Ataque (HA-1), que em 2010 completou a expressiva marca de mais de 57.000 horas de voo.

A partir do momento que o piloto entra para o esquadrão, existem três tipos de qualificação: PQM – Piloto Qualificado no Modelo; POA – Piloto Operativo da Aeronave; e COA – Comandante Operativo da Aeronave. Quando o piloto se torna um comandante operativo ele pode executar qualquer tipo de missão a bordo e em terra. Numa operação como a Joint Warrior, o piloto recebe a informação sobre como será empregado, e durante a travessia do Atlântico a tripulação começa a estudar os meios com que vão trabalhar em conjunto, dando início à preparação para as missões a serem cumpridas.

A Joint Warrior é uma operação diferente, por isso se faz necessário o estudo sobre todos os aspectos relacionados a ela. Dentre as missões do Lynx pode-se destacar o esclarecimento, lançamento de torpedos MK 46 e bombas de profundidade contra submarinos, a capacidade de executar os procedimentos OTHT (Over The Horizon Target), planos de ataque coordenados contra alvos de superfície, além da realização de Fast Rope e o transporte de Mergulhadores de Combate.

Extremamente importante para o sucesso da missão das corvetas e fragatas da Marinha do Brasil, o Esquadrão HA-1 pode ser considerado os “olhos e ouvidos da Esquadra”, contando com militares capacitados para combaterem de dia e à noite, em qualquer condição meteorológica e onde for preciso.

Fonte: Diálogo

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