Defesa & Geopolítica

PM de SP aprova tecnologia 4G LTE para segurança pública

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“A TI é imprescindível, não temos como viver sem ela”. São com essas poucas palavras que o CIO e coronel da Polícia Militar de São Paulo, Alfredo Deak Jr., expressa a importância da TI dentro de uma organização de estrutura gigantesca, como a qual ele gerencia. São mais de 100 mil policiais militares, 17 mil viaturas, 500 cães e cavalos, 2 navios, 600 lanchas, dentre outros, para atender as 180 mil solicitações diárias de ajuda feitas pelo serviço 190 e as 43 milhões de pessoas que residem no estado paulista. Para isso, a PM de São Paulo, em parceria com a Alcatel-Lucent, testou nos últimos oito meses a tecnologia 4G LTE (Long Term Evolution).

Dois centros de operações da polícia executaram atividades diárias com o uso de rede LTE operacionais desde maio de 2011. A tecnologia permite a transmissão ao vivo de dados, vídeos e imagens. Com o conceito de integrar as câmeras que monitoram a região metropolitana de São Paulo, a tecnologia testada permitiu aos PMs da capital paulista acesso as imagens em tempo real via tablet.

“Os policiais militares precisam da informação na ponta para isso foram concebidos 12 mil tablets 3G, disponibilizados em viaturas, para garantir o SLA”, destaca Deak. De acordo com o coronel, mais de 98% das denuncias de roubo a banco por dia são falsas, por isso, o acesso direto a imagem no dispositivo móvel se torna importante. “O trial nos permite que o tablet seja usado não apenas para fazer pesquisas, mas também para receber imagens do local da ocorrência, sem latência. é priorização sob demanda”.

A rede de 700 Mhz suportou durante o período de teste o tráfego intenso de diferentes tipos de dados entre os diversos dispositivos usados pelos policiais. Isso permitiu ao CIO da PM de São Paulo entender como uma rede de grande porte pode aumentar a eficiência da equipe e reduzir os custos operacionais.

Após aprovada a tecnologia 4G LTE, Deak aguarda a aprovação da Anatel para a implantação e aquisição da solução em toda região metropolitana, prevista para custar cerca de R$ 100 milhões. “Carecemos de uma rede com frequência 700 Mhz contingenciada em 2.6, mas a Anatel não tem regulamentação própria no Brasil para determinar quem necessita dessa alta frequência”, avalia.

Com a aprovação da agência reguladora e, futuramente, com uma viável integração de rede entre a PM e as áreas de saúde e educação será possível que os policiais que estão em campo enviem um comunicado a um determinado hospital sobre um novo paciente que foi abordado e necessita de cuidados médicos. “Quero que minha viatura em tempo real tenha essa pro-atividade, mas antes é preciso conectar as redes”.
A convergência das informações de diferentes tipos de mídias permite maior agilidade no trabalho, além de fazer parte dos planos da corporação. Atualmente, a Polícia Militar de São Paulo tem um orçamento de R$ 9 bilhões, sendo R$ 180 milhões dedicados a investimentos de TI.

Plano Diretor

O Plano Diretor da Polícia Militar de São Paulo prevê ate 2014 a inclusão de nuvem privada em três centros de operação. Hoje, a PM já se julga amadurecida para usufruir dessa tecnologia. “Atualmente já trabalhamos com cloud computing e queremos disponibilizar essa infraestrutura para as Policias Militares de outros estados”, afirma Alfredo Deak Jr.

A reorganização da PM também é prioridade. A ideia é criar uma central de autoatendimento, disponibilizada por meio de quiosques adotados de tecnologia RFID para que os policiais possam solicitar qualquer tipo de serviço diretamente sem ter que passar pelo seu superior imediato. O plano deve ser posto em prática no segundo semestre de 2012.

Com a mesma importância, a PM de São Paulo deve investir fortemente em redes sociais. “Queremos fazer com que seja possível a identificação de problemas que não são denunciados em nossas bases. Através do Twitter ou Facebook são postados comentários como, por exemplo, o exagero no som de uma festa que esta acontecendo em um determinado local”, finaliza.

Fonte: informationweek

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