Agência Espacial Brasileira deve ser presidida por matemático

O matemático José Raimundo Braga Coelho deve ser o novo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), em substitutição ao colega Marco Antonio Raupp, que assume nesta terça-feira o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Atualmente, Braga é diretor do Parque Tecnológico de São José dos Campos, dirigido até 2010 por Raupp, antes de entrar no governo. O anúncio deve ser formalizado nos próximos dias, porém, ainda faltam ajustes políticos para a presidente Dilma Rousseff bater o martelo.

A indicação de Braga já é comemorada por um círculo restrito de cientistas ligados ao Programa Espacial. O diretor do Parque Tecnológico já trabalhou na AEB, além de ter sido professor de matemática da Universidade de Brasília (UnB) e do Departamento de Ciências da Computação da Universidade de Nova York (EUA). No Brasil, o técnico gerenciou o mais audacioso programa de satélites já executado no país, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE): o Cbers, firmado em parceria com a China e que já lançou satélites de monitoramento com sucesso.

Na AEB, atuou como assessor da Presidência e, hoje, é tesoureiro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Para amigos próximos, José Raimundo Braga Coelho já afirmou que, em caso de confirmação do convite, ele assumirá a função. De acordo com técnicos do MCT, a formalização do anúncio deve ocorrer até o final desta semana.

 

Fonte: O Globo

3 Comentários

  1. Tem algo novo no ar. Os programas científicos estratégicos estão ganhando uma nova roupagem e novos estilistas estão sendo contratados. As novas equipes, nem tão novas assim, estão se reconfigurando, os seus dirigentes parecem cordas de violino afinados para uma apresentação de gala. A nossa maestra está totalmente empolgada com o novo recital.

    O que o público espectador espera a partir de agora é uma grande exibição e que ela não perca a batuta e não permita notas fora do compasso, ou seja: execute o programa na sua totalidade e sem interrupções, não permitindo o contingenciamento de verbas para esse importante, estratégico e decisivo setor.

    Espera-se que o encerramento seja apoteótico exitoso e com muitos aplausos como há muito tempo já não ocorre nesse grande palco Brasil.

  2. Não gosto de matemáticos, mas gosto de físicos criativos e intuitivos.
    Não gosto de Einstein, pois foi um grande enrolão, mas gosto de Nikola Tesla. Se ele me contratar para a área de pesquisa, vou achá-lo inteligente. Vamos ver …

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