Defesa & Geopolítica

Desembarque de Milhares de Marines Americanos em Israel Parece Indicar que Ataque ao Irã Está Próximo

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O confronto tão anunciado, tão temido, e tantas vezes adiado, parece estar próximo. Em uma nova onda de sanções, Washington está organizando um boicote global ao petróleo iraniano, o maior produto de exportação daquele país. Teheran já respondeu que, caso os EUA e Israel sufoquem assim a sua economia, eles vão retaliar fechando o estratégico estreito de Hormuz ao tráfego comercial. Em outras palavras, “se sufocarem o Irã, nós sufocaremos o mundo,” sabendo-se que Hormuz é um estreito gargalo por onde passam todos os dias cerca de 15 navios-petroleiros carregando 15.5 milhões de barris de óleo cru (20% do consumo mundial). A maior parte do petróleo da Arábia Saudita, Iraque, Kuwait (e do próprio Irã) passa obrigatoriamente por ali.

Fechar essa passagem de apenas 50 km de largura é uma tarefa relativamente fácil para os iranianos, afinal Hormuz é uma praia do território iraniano (veja no mapa abaixo), portanto eles não estão simplesmente blefando.

Apesar do silêncio da mídia americana sobre o assunto, eu acabo de assistir a notícias alarmantes pelo canal russo de TV a cabo Russia Today. Há vários indícios de que o Irã será atacado em breve por Israel e pelos Estados Unidos.

Com as tensões em torno do estreito de Hormuz em alta, os planos iranianos de conduzir “os maiores exercícios de guerra naval” da história do país poderão coincidir com exercícios conjuntos EUA-Israel no golfo Pérsico. Com os dois lados tomando posições, aumenta o risco de que esses “exercícios” transformem-se em uma batalha de verdade.

Oxalá esses exercícios maciços não passem de exercícios. Mas com três exércitos sobre o tabuleiro, uma fagulha pode bastar para deflagrar uma guerra total. Depois de realizar recentemente um exercício naval de 10 dias próximo ao estreito de Hormuz para demonstrar a sua proeza militar, o Irã está agora planejando novas e “maciças” manobras codinominadas O Grande Profeta. Essas manobras serão conduzidas pelas tropas de elite da Guarda Revolucionária, a qual tem as suas próprias forças de terra, ar e mar independentes do exército regular.

Na quinta-feira, a agência iraniana semi-oficial Fars citou o comandante naval da Guarda Revolucionária, almirante Ali Fadavi, dizendo que a próxima rodada de jogos de guerra será “diferente” das anteriores, relata a AP. Eventualmente, no mesmo dia, um porta-voz militar israelense declarou em off que o seu país está se preparando para o maior exercício naval conjunto EUA-Israel jamais realizado.

Codinominada Austero Desafio 12, essa manobra está agendada para acontecer nas próximas semanas. O seu propósito primário será testar múltiplos sistemas de defesa aérea americanos e israelenses, em particular o sistema Arrow, desenhado especialmente para interceptar mísseis iranianos. O que talvez mais esteja alarmando a liderança iraniana, é que milhares de soldados americanos serão desembarcados em Israel como parte da manobra.

Apesar de os militares israelenses insistirem que esses gigantescos exercícios não têm conexão com eventos recentes, Martin van Creveld, um historiador militar da Universidade Hebraica de Jerusalém, disse que a manobra seria usada para intimidar o Irã.

“A defesa contra eventuais ataques não é algo que você improvisa da noite para o dia. É preciso preparar-se, é preciso ensaiar… Este, entre outras coisa, é um exercício para mostrar ao Irã, à gente em Teheran, que Israel e os Estados Unidos estão prontos para contra-atacar,” ele teria dito, ainda segundo a AP.

Mas Jamal Abdi do Conselho Nacional Iraniano-Americano em Washington disse ao canal russo que as ações da América e de Israel não são meramente preventivas. “Estamos mais e mais perto de uma guerra contra o Irã. Essa extraordinária confluência de eventos – os exercícios planejados pelos EUA e Israel, os exercícios do lado iraniano, muitas sanções e nenhuma diplomacia – coisas assim não terminam senão em confronto.”

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