Defesa & Geopolítica

Sugestão – Programa Brasil 2016 – Potência Espacial

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Por Duda Falcão

Em pouco mais de 6 anos o Brasil deixou de ser a 10ª Economia do Mundo passando a ser a , como anunciado recentemente pelo “Centro de Pesquisa para Economia e Negócios da Inglaterra”.
Nesse mesmo período o Brasil além de melhorá a situação econômica de seu povo, conseguiu atrair os dois maiores eventos esportivos do planeta, assombrando o mundo e demonstrando de que o que se dizia desde do final da década de 50 do século passado, finalmente começou a se realizar, ou seja, “Brasil, o país do futuro”.
Hoje a realidade brasileira é tão privilegiada que mesmo os políticos aprontando das suas o país cresce e deverá continuar crescendo nessa nova década que se inicia.
Entretanto, infelizmente apesar desse crescimento um dos mais importantes programas de governo (para começo de conversa deveria ser programa de estado) não consegue aproveitar-se dessa nova realidade sendo irresponsavelmente colocado em segundo plano, e pior, sendo boicotado estupidamente com decisões estapafúrdias em prol de acordos ‘Candiru’ que beneficiam sociedades estrangeiras.
Está na hora de mudarmos isso (alias já passou da hora) e porque não aproveitar-se da visibilidade que o Brasil alcançará com a realização dos “Jogos Olímpicos de 2016” lançando um desafio para a Comunidade Espacial Brasileira?
Trago aqui uma sugestão para os pseudo administradores do MCTI/MD/Presidência da República, acordem, o ser humano vive de desafios e até o momento nossos profissionais não foram desafiados.
Assim sendo, sugiro um programa intitulado “Brasil 2016 – Potência Espacial” que consiste inicialmente na realização de dois projetos espaciais significativos e estruturantes, além de factíveis e já pré-estudados.
A idéia consiste no lançamento da “Missão ASTER” em 2015 (poucos meses antes da realização dos jogos) e o lançamento do VLS-Alfa no ultimo dia dos “Jogos Olímpicos de 2016”, isso tudo sob os olhos do mundo num momento que será altamente favorável para a imagem do Brasil.
Para tanto, pouco necessitaria ser feito, pois os profissionais envolvidos com os dois projetos só aguardam uma sinalização positiva e séria (nada de jogo de cena e conversa fiada) por parte de Brasília para que esses objetivos sejam alcançados.
O grupo de profissionais das 13 instituições universitárias envolvidas com a “Missão ASTER” (primeira sonda brasileira de espaço profundo) somente precisam de pouco mais de R$ 35 milhões para realizar essa fantástica missão em direção a um asteróide triplo próximo da Terra.
Já o grupo envolvido com o projeto do VLS-Alfa, coordenado pela equipe do “Programa Cruzeiro do Sul”, liderada pelo competentíssimo Paulo Moraes Jr. (Presidente da Associação Aeroespacial Brasileira – AAB) teria uma missão também facilitada, pois grande parte da tecnologia necessária já está disponível no IAE e o que falta já foi negociado com a ROSCOSMOS (Agência Espacial Russa), mas que infelizmente está em stand by na espera de um aval do governo brasileiro que não chega nunca.
Além disso, mesmo que o problema da falta de recursos humanos fosse resolvido (lembre-se que a equipe de ensaios do IAE é pequena e muito requisitada pelos projetos em curso), o que não é difícil de resolver (soluções existem) basta se movimentar, o que realmente pega tecnologicamente falando seria o estágio líquido do foguete, já que o motor L75 não está pronto e deverá ainda levar anos para ser desenvolvido. No entanto, esse problema poderia ser solucionado com a compra de um motor RD 0109 russo, e assim lançá-lo em 2016 com o satélite científico Lattes abordo ou mesmo qualquer outro.
É claro que neste programa, outros projetos poderiam e deveriam ser incluídos, contanto que fossem finalizados até o ultimo dia dos Jogos Olímpicos de 2016.
Evidentemente para que um programa desse venha ser exitoso, é necessário que haja seriedade, comprometimento, responsabilidade, dinamismo e recursos financeiros e humanos contínuos até a sua concretização.
Assim sendo, seria necessário inicialmente se criar um orçamento específico para o programa, sem que com isso venha atrapalhar os projetos em curso tanto no DCTA/IAE/IEAv como no INPE.
O leitor poderia dizer que não há recursos para tanto, né verdade? Ora, se existem R$ 400 milhões (ou algo em torno disso) para serem ‘torrados irresponsavelmente’ no acordo da ACS, é incompreensível e inaceitável que não haja recursos para serem aplicados no verdadeiro Programa Espacial Brasileiro.

Fonte: brazilianspace

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