Defesa & Geopolítica

Rapidinhas: Ormuz

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Quinta Frota dos EUA diz que não permitirá bloqueio em Ormuz

Por  Humeyra Pamuk e Andrew Hammond

A Quinta Frota dos Estados Unidos afirmou nesta quarta-feira que não permitirá nenhuma interrupção do tráfego no estreito de Ormuz, depois que o Irã ameaçou impedir os navios de passarem pela estratégica rota de escoamento de petróleo.

“O livre fluxo de mercadorias e serviços pelo estreito é vital para a prosperidade regional e global”, disse um porta-voz da frota, baseada no Barein, em resposta por escrito perguntas da Reuters sobre a possibilidade de o Irã fechar a passagem.

“Quem quer que ameace prejudicar a liberdade de navegação em um estreito internacional está claramente fora da comunidade de nações. Nenhuma interrupção será tolerada”, disse o porta-voz.

Indagado sobre se estava adotando alguma medida específica em resposta à ameaça de fechamento do estreito, o assessor respondeu que a frota “mantém uma presença robusta na região para deter ou conter atividades desestabilizadoras”, e não deu mais detalhes.

A declaração do porta-voz da frota é uma resposta a declarações recentes de autoridades iranianas. Nesta quarta-feira, o mais alto comandante naval do Irã afirmou que bloquear o estreito de Ormuz, no Golfo, a petroleiros seria “mais fácil que beber um copo de água” para o Irã, se o país considerar a ação necessária, aumentando assim os temores sobre a mais importante rota de passagem do produto no mundo.

“Fechar o estreito de Ormuz é realmente muito fácil para as Forças Armadas do Irã… ou, como os iranianos dizem, será mais fácil que beber um copo de água”, disse Habibollah Sayyari à emissora iraniana de língua inglesa Press TV.

“Mas, neste momento, não precisamos fechá-lo, já que temos o Mar de Omã sob controle, e podemos controlar o trânsito”, disse Sayyari, que está no comando de dez dias de manobras militares iranianas em Ormuz.

Fonte: Reuters Brasil

Teerã ameaça o Ocidente

Teerã ameaçou novamente barrar a navegação no estreito de Ormuz caso os países ocidentais decretem um embargo à exportação do seu petróleo. Nestes dias o Irã promove grandes manobras militares neste estreito.

Em resultado disso, na terça-feira o preço de petróleo subiu novamente, já pela sexta vez. Este foi o período mais longo de aumento nos últimos treze meses. Os EUA, por sua vez, fizeram declarações ameaçadoras contra o Irã. O chefe do Pentágono Leon Panetta chegou a declarar que a América não se deterá ante o uso de quaisquer meios, incluindo os militares, a fim de impedir o Irã de criar as suas próprias armas nucleares. O ministro ameaçou que, se for necessário, será infligido um golpe preventivo contra alvos nucleares do Irã. Os EUA anunciaram também que pretendem liquidar a ameaça gerada pelo Irã juntamente com Israel. Isto elevou imediatamente o risco de surgimento de uma guerra nesta região. É possível que a declaração de Teerã sobre a barragem do estreito de Ormuz seja uma reação direta à posição dos EUA. Aliás, mesmo os aliados mais próximos dos EUA não aprovam muito esta posição de Washington. É sabido que, para a União Européia, a importação de petróleo do Oriente Médio é uma necessidade vital. A União Européia consome 18% do petróleo exportado pelo Irã e cerca de 40% do petróleo exportado por todos os países do Próximo Oriente. É pouco provável que Bruxelas se atreva a aprofundar a confrontação com o Irã para satisfazer Washington. Aliás, os EUA também não revelam muita vontade de se empenhar em uma guerra contra o Irã, – afirma a perita do Instituto de Estudos Orientais da Academia de Ciências da Rússia Irina Fedorova.

Certamente, os EUA compreendem que o início de uma operação militar contra o Irã com a participação de Israel vai abrir a caixa de Pandora. As conseqüências deste ato serão totalmente imprevisíveis. Mesmo Zbigniew Brzeziński, um falcão americano, advertiu reiteradas vezes que não se pode encarar esta operação militar como algo fácil. Seria excepcionalmente estúpido pensar que vamos lançar umas bombas e iremos embora, diz ele. Não creio que os EUA iniciem operações militares contra o Irã, pelo menos, num futuro próximo.

A perita constata também que, no caso de uma crise militar, os países do golfo Pérsico não se limitarão ao papel de meros observadores.

Se for iniciada uma operação militar dos EUA contra o Irã, os países muçulmanos irão condenar o uso da força. Mas se o Irã barrar o estreito de Ormuz, a reação dos países da região será totalmente diferente, pois neste caso serão afetados os seus interesses petrolíferos e financeiros. No domingo, os chefes dos serviços diplomáticos do Conselho de Cooperação dos Estados Árabes do Golfo Pérsico já discutiram em Abu Dhabi as possíveis alternativas em caso do bloqueio do estreito de Ormuz por Teerã. A sua reação será muito dura.

Não é pela primeira vez que Teerã ameaça bloquear o estreito de Ormuz em caso de agressão ou imposição do embargo petrolífero. Quanto a suas conseqüências econômicas, este embargo será praticamente equivalente a uma intervenção militar. Note-se que Teerã dispõe de forças suficientes no plano técnico para impedir o movimento de petroleiros por esta hidrovia importante. Mas o bloqueio do estreito vai acarretar sérias perdas também para o Irã. É que o Irã controla apenas a parte norte do estreito de Ormuz, enquanto que a parte sul está sob o controle dos Emirados Árabes Unidos e de Omã. No entanto, os petroleiros e os navios que transportam gás liquefeito passam através da parte sul do estreito, controlada por Omã. Portanto, qualquer tentativa de barrar o estreito será equivalente a uma declaração de guerra aos países vizinhos. Além disso, Teerã não esqueceu a experiência triste da chamada guerra de petroleiros da década de 80 do século passado. Naquela altura, os americanos reagiram à tentativa de minar o estreito de Ormuz eliminando em poucas horas cerca de metade da Marinha de Guerra do Irão.

Fonte: Voz da Rússia

União Europeia mantém sanções ao Irã e planeja novas medidas

A União Europeia reafirmou nesta quarta-feira (28), por meio de um porta-voz, a imposição de sanções ao Irã. Segundo agências internacionais, o anúncio foi feito depois de Teerã ameaçar fechar o importante Estreito de Hormuz, única saída de petróleo do golfo Pérsico, em resposta às medidas impostas pelo Velho Continente contra o programa nuclear do Irã.”A União Europeia está avaliando um outro conjunto de sanções contra o Irã e nós continuaremos a fazer isso”, afirmou Michael Mann, porta-voz de Negócios Estrangeiros da União Europeia.

Mann ainda completou: “Esperamos que a decisão seja tomada a tempo para o Conselho dos Negócios Estrangeiros em 30 de janeiro”, disse ele, referindo-se à próxima reunião de chanceleres da comunidade em Bruxelas.

Motivação
Por sua vez, o vice-presidente iraniano Mohammad Reza Rahimi, alertou na véspera que “nem uma gota de óleo passará pelo Estreito de Hormuz” se o Ocidente ampliar as sanções contra o Irã sobre seu programa nuclear.

Mais de um terço dos navios petroleiros do mundo passa por este estreito que liga os Estados produtores do Golfo Pérsico – Bahrein, Kuwait, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos – ao oceano Índico.

Os Estados Unidos mantêm uma presença naval no Golfo, em grande parte para garantir que a passagem do petróleo permaneça livre.

Divididos
Segundo a imprensa estrangeira, EUA e União Europeia estão considerando novas sanções destinadas a atingir os setores financeiros e de petróleo do Irã. Porém, ainda não há consenso entre os Governos sobre a possibilidade de impor um embargo sobre o petróleo iraniano.

Vale lembrar que, em 2010, o petróleo do Irã foi o responsável por 5,8% do total das importações da commoditie da UE, fazendo com que Teerã se tornasse o quinto maior fornecedor do bloco, atrás de Rússia, Noruega, Líbia e Arábia Saudita.

Fonte: Infomoney

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