Defesa & Geopolítica

Rapidinhas: Guiné-Bissau

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Facções militares rivais entram em confronto na Guiné Bissau

Por Alberto Dabo

Duas facções militares rivais da Guiné-Bissau entraram em confronto na manhã desta segunda-feira na capital do país, Bissau, o que levou o primeiro-ministro a se refugiar em uma embaixada estrangeira, disseram à Reuters testemunhas e um diplomata.

Moradores afirmaram ter ouvido disparos de armas automáticas e de foguetes na base militar de Santa Luzia, em Bissau. Não há relatos sobre vítimas.

O país é uma ex-colônia portuguesa na África ocidental.

“Aparentemente, é um desentendimento entre os comandantes do Exército e o da Marinha”, disse um diplomata baseado em Bissau, pedindo para permanecer no anonimato. “O primeiro-ministro buscou refúgio em uma embaixada estrangeira.”

Uma fonte do setor de segurança da Guiné-Bissau, que também não quis identificar-se, disse que o conflito irrompeu depois da prisão do chefe do Estado-Maior do Exército, por ordem do comando da Marinha. Mas ele foi logo libertado por suas tropas, disse a fonte.

O comandante da Marinha, contra-almirante Américo Bubo Na Tchuto, negou ter conhecimento de uma ordem de prisão do chefe do Exército.

“Hoje já faz uma semana que venho passando a noite em casa, e não no quartel. Fui informado da situação. Não tinha ideia do que estava acontecendo”, declarou Tchuto a jornalistas.

O presidente Malam Bacai Sanhá está se recuperando de um procedimento médico realizado em Paris. Sua doença e sua partida para a França em fins de novembro despertaram temores de um possível levante militar num país que passou nos últimos anos por vários golpes e assassinatos políticos.

A estabilidade permanece frágil na Guiné-Bissau, alimentada pela constante intromissão dos militares na política.

Fonte: Extra.Globo


Guiné-Bissau: Bubo na Mira

Nova movimentação militar na manhã desta segunda-feira, 26 de Dezembro, estando, neste momento, a cidade de Bissau em Estado de Sítio, com um tiroteio em curso, na zona do Quartel-general das Forças Armadas.

Dez dias após a aterragem em Jugudul, perto de Mansoa, de uma avioneta suspeita de transportar estupefacientes, cuja responsabilidade era, mais uma vez, atribuída a altas patentes militares, o CEMGFA António Indjai e o CEMA Bubo na Tchuto acusam-se mutuamente de serem os líderes da operação de narcotráfico.

Nesta madrugada, António Indjai acusou Bubo Na Tchuto de tentativa de homicídio e promoção de um Golpe de Estado. Em Bissau, o Quartel-General, em Amura, foi palco de troca de tiros entre militares, não havendo ainda notícia de vítimas.

No entanto, as tropas de Mansoa, fiéis ao CEMGFA António Indjai, estão a dirigir-se para Bissau, numa tentativa de evitar um banho de sangue aquando da detenção de Bubo na Tchuto, a qual pode ocorrer a qualquer momento.

No Estado-maior da Marinha, a situação é de passividade, não havendo sinais de resistência.

O Primeiro-Ministro, potencial alvo deste novo levantamento militar, ausentou-se da sua residência, actualmente sob protecção policial. Nas ruas da capital sente-se um ambiente tenso, estando a população a evitar circular.( PNN Portuguese News Network )

Fonte:  jornal.st/noticias de são tomé e principe

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