Defesa & Geopolítica

OS CINCO GENERAIS PRESIDENTES:COMPARAÇÕES

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Sugestão: Gérsio Mutti

Carlos Chagas

“Erros foram praticados durante o regime militar, eram tempos difíceis. Claro que no reverso da medalha foi promovida ampla modernização de nossas estruturas materiais. Fica para o historiador do futuro emitir a sentença para aqueles tempo bicudos.”

Mas uma evidência salta aos olhos.

Quando Castelo Branco morreu num desastre de avião, verificaram os herdeiros que seu patrimônio limitava-se, a um apartamento em Ipanema e umas poucas ações de empresas públicas e privadas.

2 – Costa e Silva, acometido por um derrame cerebral, recebeu de favor o privilégio de permanecer até o desenlace da vida, no palácio das Laranjeiras, deixando para a viúva a pensão de marechal e um apartamento em construção, em Copacabana.

3 – Garrastazzu Médici dispunha, como herança de familia, de uma fazenda de gado em Bagé/RS., mas quando adoeceu, precisou ser tratado no Hospital da Aeronáutica, no Galeão.

4 – Ernesto Geisel, antes de assumir a presidência da República, comprou o Sitio dos Cinamonos, em Teresópolis que a filha Luci vendeu para poder manter-se no apartamento de três quartos e sala, no Rio de Janeiro.

5 – João Figueiredo, depois de deixar o poder, não aguentou as despesas do Sitio do Dragão, em Petropolis, vendendo primeiro, os cavalos e depois a propriedade. Sua viúva, recentemente falecida, deixou um apartamento em São Conrado que os filhos colocaram à venda, ao que parece em lamentável de conservação.

Não é nada, não é nada, mas os cinco generais-presidentes até podem ter cometido erros, mas não se meteram em negócios, não enriqueceram nem receberam benesses de empreiteiras beneficiadas durantes seus governos. Sequer criaram institutos destinados a preservar seus documentos ou agenciar contratos para consultorias e palestras regiamente remuneradas.

Por exemplo, o Lulinha, filho do Lula, era até pouco tempo atrás, funcionário do Butantã/SP, com um salário (já na peixada politica) de R$ 1.200,00 e hoje é proprietário de uma fazenda em Araraquara/SP, adquirida por 47 milhões de reais, e detalhe, comprada a vista.

Centenas de outros politicos, também trilharam e trilham o mesmo caminho.

Se fosse aberto um processo generalizado de avaliação dos bens de todos os politicos, garanto que 95% não passariam, ié, seria comprovado destes o enriquecimento ilícito. Como diria Boris Casoy “Isto é uma vergonha” e pior, ninguém faz nada.

Carlos Chagas é advogado e jornalista. Foi porta-voz do Palácio do Planalto no governo Costa e Silva. É professor de Ética e Legislação da UnB – Universidade de Brasilia e foi durante vinte e dois(22) anos, diretor da Agência do Grupo O Estado de São Paulo no Distrito Federal por onde começou ainda como repórter (http://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Chagas_(jornalista)).

Nota:

Considerações de ordem pessoal na reprodução da matéria acima pelo Editor do Blog “Encare os Fatos” em “PEQUENAS NOTAS – GRANDES INFORMAÇÕES”:

01 – Reproduzi a matéria acima, por vários motivos e vou citar alguns. Primeiro porque o jornalista Carlos Chagas foi meu professor de Ética e Legislação na UnB em Brasilia, no curso de jornalismo em 1984. Diga-se de passagem, foi quem me ensinou a aprimorar a ética com liberdade ao exercer a profissão. Um grande mestre! Foi patrono da nossa turma quando da nossa formatura, escolhido por unanimidade, quando era reitor da UnB o professor Cristóvam Buarque. O discuro da formatura coube a ele proferir – afinal era um mestre em comunicação e fez um discurso primoroso, inesquecível! Aproveito aqui para lhe render meus agradecimentos e minhas homenagens. Também foi meu chefe quando trabalhei num dos jornais do grupo, era muito admirado e respeitado pot todos os colegas, ele nunca aprendeu a ser chefe, sempre se comportou como um repórter ( com mais experiência, claro)!

02 – O que ele em poucas linhas produziu, deixa bem claro a zorra que se tornou esse país, onde justiça, desordens, roubalheira, corrupção e os politicos, estão todos no mesmo lugar. Até que os juizes e ministros dos tribunais superiores, não tem muita culpa. Os maiores culpados são os representantes politicos que fazem a lei. A Assembléia Legislativa de Alagoas que o diga.

03 – O jornalista Carlos Chagas ao citar os cinco generais e seus bens imóveis, esqueceu de dizer que, quando chegavam a ter mais estrelas nos ombros, eles faziam juramento de honra, hombridade e ética, inclusive a renunciar a bens materiais, para não se comprometerem. Ao contrário de alguns, como o coronel Alberico Oliveira, ex-comandante do exército em Alagoas, que foi para a reserva e logo em seguida arrumou uma sinecurazinha no TRE/AL, intermediado pela mulher. Já se comenta nos bastidores do TRE/AL, que o coronel da reserve, Alberico Oliveira já está muito próximo para se sentar na cadeira do Diretor Geral do TRE. Será?

04 – Outro fato que o jornalista conhece bem e não divulgou. É que o marechal Emilio Garrastazzu Médici, vem de uma família riquíssima de Bagé/RS e que também é muito rica culturalmente! Médici descendia da dinastia dos Médici ítalo/franco, que por sua vez descendia do Papa Julio I, substituto de São Pedro. Foi um dos fundadores e disseminadores do catolicismo no mundo, embora que o sobrenome Garrastazzu venha da etinia basca do norte da Espanha. Até hoje sua familia em Bagé possui muitos bens. Médici foi um dos generais que renunciou a bens pessoais. As vezes falamos mal de alguém, sem ter conhecimento de fato, só por ouvir dizer. Foi um sanguinário, co mo presidente, isso os fatos comprovam e não resta a menor dúvida, mais foi muito honesto com relação ao dinheiro público. Era torcedor do Grêmio de Porto Alegre e do Flamengo, inclusive indo aos domingos ao Maracanã, para ver o Flamengo jogar e sem seguranças.

05 – Professor Carlos Chagas não vou lhe perdoar: O mestre “omitiu” quase tudo sobre o general Costa e Silva, de quem foi porta voz.

Uma das histórias políticas mais bela da América do Sul, senão a mais bela! Entre os políticos gaúchos, encontrei um nome que me chamou a atenção, foi o de Ernesto Costa e Silva, tio do ex-marechal Costa e Silva. Para quem ainda não sabe, Ernesto Costa e Silva, foi o dono da maior biblioteca particular de que já se teve notícia no mundo! Foi também o criador da primeira empresa de aviação da América do Sul, a VARIG/Cruzeiro e fundador da Fundação “VICENTE BERTA” que englobava as duas empresas aéreas que passaram a pertencer a familia do ex-marechal Costa e Silva. Ernesto Costa e Silva, foi quem escreveu juntamente com Rui Barbosa, a primeira Constituição Republicana em 1892, quando ainda muito jovem, se tornou um dos deputados federais pelo seu Estado e não ficou só ai. Ele foi deputado federal por oito legislaturas e assinou quarto Constituições Federais e foi o maior incentivador de Julio ……., médico e deputado federal pelo Estado do Pará, ajudando-o a redigir o projeto de lei, que deu direito a mulher a votar na Constituição de 1932. Em 1935 criava a VARIG e logo em seguida a empresa aérea Cruzeiro do Sul, que ficou como patrimônio familiar, além de muitas terras e gado, inclusive na provincia de Rosário na Argentina. Para quem não sabe, aqui vai uma curiosidade: Foi em 1935 que aconteceu o primeiro pouso de um avião no Brasil e foi no Estado do Rio Grande do Sul, um avião comprado pelo então deputado Ernesto Costa e Silva, para servir como cópia dos seus futuros aviões. A última Constituição Federal assinada pelo então deputado Ernesto Costa e Silva, foi a de 1948.

Portanto a família sempre teve bens e o Marechal Costa e Silva não usufruiu destes bens e nem os deixou para a familia. Ele havia renunciado a quase tudo quando entrou no exército.

06 – Já o general Geisel, a familia nunca teve muitos bens. Ele sempre viveu para o exército. Com o “Estado do Sitio” empregado no Brasil por Getúlio Vargas nos anos trinta(30) onde os governadores passaram a ser nomeados, Geisel que destacou no Estado da Paraiba quando da briga entre as forces política do Estado. Ele, Geisel foi indicado pelo comando do exército sediado no Recife, para ser o Secretário de Fazenda daquele Estado, onde atuou por três anos. Foi o maior auxiliar dos irmãos Ciro do Espirito Santo Cardoso, todos militares do exército, dois que compunham o Estado Maior do Exército e o terceiro, Ciro do Espirito Cardoso que em 1952 era chefe da casa militar do governo Getúlio Vargas e o pai a idéia de criação da Petrobrás, auxiliado por Geisel. Os três irmãos Espirito Santo Cardoso, eram tios do ex-presidente Fernando Cardoso cujo pai Leônidas Cardoso foi o redator do projeto de lei que virou a Lei nº 2004, lei esta que criou a Petrobrás. Portanto o general Geisel que morreu quase pobre, não deixando nem netos, apenas uma filha que um dia que se desenlaçar da vida, a familia acaba com ela.

07 – O general Figueiredo quando deixou a presidência da República, pronunciou uma frase inesquecível que diz:

Cada povo tem o governo que merece…” Não sei até agora se a frase foi criada por ele, ou ele copious de alguém. Mas tornou-es inesquecível pela sua aplicação atualmente no Brasil. Assim como os demais generais. Morreu pobre e esquecido e a natureza foi tão cruel com ele, que ele morreu numa véspera de Natal, onde a grande maioria das pessoas nem assistem televisão e até agora estão com a ignorância do seu falecimento. Até nisso!

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Chega às livrarias “A Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Jr. Carta Capital relata o que há no livro

Não, não era uma invenção ou uma desculpa esfarrapada. O jornalista Amaury Ribeiro Jr. realmente preparava um livro sobre as falcatruas das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso. Neste fim de semana chega às livrarias “A Privataria Tucana”, resultado de 12 anos de trabalho do premiado repórter, que durante a campanha eleitoral do ano passado foi acusado de participar de um grupo cujo objetivo era quebrar o sigilo fiscal e bancário de políticos tucanos. Ribeiro Jr. acabou indiciado pela Polícia Federal e tornou-se involuntariamente personagem da disputa presidencial.

Na edição que chegou às bancas em 09 12 2011, sexta-feira, Carta Capital traz um relato exclusivo e minucioso do conteúdo do livro de 343 páginas publicado pela Geração Editorial e uma entrevista com autor (reproduzida abaixo). A obra apresenta documentos inéditos de lavagem de dinheiro e pagamento de propina, todos recolhidos em fontes públicas, entre elas os arquivos da CPI do Banestado. José Serra é o personagem central dessa história. Amigos e parentes do ex-governador paulista operaram um complexo sistema de maracutaias financeiras que prosperou no auge do processo de privatização.

Ribeiro Jr. elenca uma série de personagens envolvidas com a “privataria” dos anos 1990, todos ligados a Serra, aí incluídos a filha, Verônica Serra, o genro, Alexandre Bourgeois, e um sócio e marido de uma prima, Gregório Marín Preciado. Mas quem brilha mesmo é o ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil, o economista Ricardo Sérgio de Oliveira. Ex-tesoureiro de Serra e FHC, Oliveira, ou Mister Big, é o cérebro por trás da complexa engenharia de contas, doleiros e offshores criadas em paraísos fiscais para esconder os recursos desviados da privatização.

O livro traz, por exemplo, documentos nunca antes revelados que provam depósitos de uma empresa de Carlos Jereissati, participante do consórcio que arrematou a Tele Norte Leste, antiga Telemar, hoje OI, na conta de uma companhia de Oliveira nas Ilhas Virgens Britânicas. Também revela que Preciado movimentou 2,5 bilhões de dólares por meio de outra conta do mesmo Oliveira. Segundo o livro, o ex-tesoureiro de Serra tirou ou internou  no Brasil, em seu nome, cerca de 20 milhões de dólares em três anos.

A Decidir.com, sociedade de Verônica Serra e Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, também se valeu do esquema. Outra revelação: a filha do ex-governador acabou indiciada pela Polícia Federal por causa da quebra de sigilo de 60 milhões de brasileiros. Por meio de um contrato da Decidir com o Banco do Brasil, cuja existência foi revelada porCartaCapital em 2010, Verônica teve acesso de forma ilegal a cadastros bancários e fiscais em poder da instituição financeira.

Na entrevista a seguir, Ribeiro Jr. explica como reuniu os documentos para produzir o livro, refaz o caminho das disputas no PSDB e no PT que o colocaram no centro da campanha eleitoral de 2010 e afirma: “Serra sempre teve medo do que seria publicado no livro”.

Carta Capital: Por que você decidiu investigar o processo de privatização no governo Fernando Henrique Cardoso?

Amaury Ribeiro Jr.: Em 2000, quando eu era repórter de O Globo, tomei gosto pelo tema. Antes, minha área da atuação era a de reportagens sobre direitos humanos e crimes da ditadura militar. Mas, no início do século, começaram a estourar os escândalos a envolver Ricardo Sérgio de Oliveira (ex-tesoureiro de campanha do PSDB e ex-diretor do Banco do Brasil). Então, comecei a investigar essa coisa de lavagem de dinheiro. Nunca mais abandonei esse tema. Minha vida profissional passou a ser sinônimo disso.

CC: Quem lhe pediu para investigar o envolvimento de José Serra nesse esquema de lavagem de dinheiro?

ARJ: Quando comecei, não tinha esse foco. Em 2007, depois de ter sido baleado em Brasília, voltei a trabalhar em Belo Horizonte, como repórter do Estado de Minas. Então, me pediram para investigar como Serra estava colocando espiões para bisbilhotar Aécio Neves, que era o governador do estado. Era uma informação que vinha de cima, do governo de Minas. Hoje, sabemos que isso era feito por uma empresa (a Fence, contratada por Serra), conforme eu explico no livro, que traz documentação mostrando que foi usado dinheiro público para isso.

CC: Ficou surpreso com o resultado da investigação?

ARJ: A apuração demonstrou aquilo que todo mundo sempre soube que Serra fazia. Na verdade, são duas coisas que o PSDB sempre fez: investigação dos adversários e esquemas de contrainformação. Isso ficou bem evidenciado em muitas ocasiões, como no caso da Lunus (que derrubou a candidatura de Roseana Sarney, então do PFL, em 2002) e o núcleo de inteligência da Anvisa (montado por Serra no Ministério da Saúde), com os personagens de sempre, Marcelo Itagiba (ex-delegado da PF e ex-deputado federal tucano) à frente. Uma coisa que não está no livro é que esse mesmo pessoal trabalhou na campanha de Fernando Henrique Cardoso, em 1994, mas sob o comando de um jornalista de Brasília, Mino Pedrosa. Era uma turma que tinha também Dadá (Idalísio dos Santos, araponga da Aeronáutica) e Onézimo Souza (ex-delegado da PF).

CC: O que você foi fazer na campanha de Dilma Rousseff, em 2010?

ARJ: Um amigo, o jornalista Luiz Lanzetta, era o responsável pela assessoria de imprensa da campanha da Dilma. Ele me chamou porque estava preocupado com o vazamento geral de informações na casa onde se discutia a estratégia de campanha do PT, no Lago Sul de Brasília. Parecia claro que o pessoal do PSDB havia colocado gente para roubar informações. Mesmo em reuniões onde só estavam duas ou três pessoas, tudo aparecia na mídia no dia seguinte. Era uma situação totalmente complicada.

CC: Você foi chamado para acabar com os vazamentos?

ARJ: Eu fui chamado para dar uma orientação sobre o que fazer, intermediar um contrato com gente capaz de resolver o problema, o que acabou não acontecendo. Eu busquei ajuda com o Dadá, que me trouxe, em seguida, o ex-delegado Onézimo Souza. Não tinha nada de grampear ou investigar a vida de outros candidatos. Esse “núcleo de inteligência” que até Prêmio Esso deu nunca existiu, é uma mentira deliberada. Houve uma única reunião para se discutir o assunto, no restaurante Fritz (na Asa Sul de Brasília), mas logo depois eu percebi que tinha caído numa armadilha.

CC: Mas o que, exatamente, vocês pensavam em fazer com relação aos vazamentos?

ARJ: Havia dentro do grupo de Serra um agente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) que tinha se desentendido com Marcelo Itagiba. O nome dele é Luiz Fernando Barcellos, conhecido na comunidade de informações como “agente Jardim”. A gente pensou em usá-lo como infiltrado, dentro do esquema de Serra, para chegar a quem, na campanha de Dilma, estava vazando informações. Mas essa ideia nunca foi posta em prática.

CC: Você é o responsável pela quebra de sigilo de tucanos e da filha de Serra, Verônica, na agência da Receita Federal de Mauá?

ARJ: Aquilo foi uma armação, pagaram para um despachante para me incriminar. Não conheço ninguém em Mauá, nunca estive lá. Aquilo faz parte do conhecido esquema de contrainformação, uma especialidade do PSDB.

CC: E por que o PSDB teria interesse em incriminá-lo?

ARJ: Ficou bem claro durante as eleições passadas que Serra tinha medo de esse meu livro vir à tona. Quando se descobriu o que eu tinha em mãos, uma fonte do PSDB veio me contar que Serra ficou atormentado, começou a tratar mal todo mundo, até jornalistas que o apoiavam. Entrou em pânico. Aí partiram para cima de mim, primeiro com a história de Eduardo Jorge Caldeira (vice-presidente do PSDB), depois, da filha do Serra, o que é uma piada, porque ela já estava incriminada, justamente por crime de quebra de sigilo. Eu acho, inclusive, que Eduardo Jorge estimulou essa coisa porque, no fundo, queria apavorar Serra. Ele nunca perdoou Serra por ter sido colocado de lado na campanha de 2010.

CC: Mas o fato é que José Serra conseguiu que sua matéria não fosse publicada no Estado de Minas.

ARJ: É verdade, a matéria não saiu. Ele ligou para o próprio Aécio para intervir no Estado de Minas e, de quebra, conseguiu um convite para ir à festa de 80 anos do jornal. Nenhuma novidade, porque todo mundo sabe que Serra tem mania de interferir em redações, que é um cara vingativo.

Fonte: Carta Capital (http://www.cartacapital.com.br/politica/a-%E2%80%9Cprivataria-tucana%E2%80%9D-de-amaury-ribeiro-jr-chega-as-bancas-cartacapital-relata-o-que-ha-no-livro/)

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