Defesa & Geopolítica

Rapidinhas: Paquistão

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EUA deixam base aérea no Paquistão

Um alto funcionário do governo paquistanês, presente na área da base, confirmou que o último grupo de americanos deixou a região neste domingo em dois voos

As tropas dos Estados Unidos abandonaram neste domingo (11) uma base aérea no Paquistão, por ordem do governo deste país, após uma operação da Otan que matou 24 soldados paquistaneses no fim de novembro,
informaram fontes dos serviços de segurança.

“Os americanos abandonaram a base aérea de Shamsi, que foi entregue às forças de segurança paquistanesas”, afirmo uma fonte oficial à AFP. Um alto funcionário do governo paquistanês, presente na área da base, confirmou que o último grupo de americanos deixou a região neste domingo em dois voos.

Os americanos tinham prazo até este domingo para abandonar esta base situada na província do Baluchistão, no sudoeste do país. A base tinha um papel importante nas operações de aviões guiados por controle remoto, organizadas pela CIA, contra insurgentes islamitas no noroeste do Paquistão.

Analistas e autoridades americanas apontam, no entanto, que o fechamento de Shamsi não impedirá as operações com aviões teleguiados, que podem ser organizadas a partir do Afeganistão.

Fonte: JC Online

Paquistão – OTAN: aumenta o confronto

Para evitar os ataques aéreos da OTAN, o Paquistão está instalando sistemas de defesa aérea na fronteira com o Afeganistão. A medida foi anunciada na sexta-feira pelo representante do comando militar, general Ashfaq Nadeem. Islamabad também não vai mais tolerar a presença no país dos muitos agentes da CIA, disse o líder militar.

Estas novas medidas vieram em resposta aos ataques aéreos da OTAN em 26 de novembro a um dos postos de controle do Exército paquistanês, o que resultou na morte de 20 soldados. Hoje, o general Ashfaq Nadeem declarou que este ataque aéreo da OTAN foi preparado com antecedência. O general chamou os EUA de aliado imaginário do Paquistão e disse que estes são bem capazes de cometer novos ataques.

As acusações foram feitas contra os Estados Unidos, apesar de a Força de Assistência à Segurança no Afeganistão (ISAF) ter alegado que o ocorrido foi um erro. Washington pediu desculpas ao Paquistão e o presidente Barack Obama prometeu investigar minuciosamente o incidente. O esclarecimento detalhado das circunstâncias deste ataque aéreo contribuirá para amenizar a situação entre o Paquistão e a OTAN, diz o especialista do Instituto de Estudos Orientais, Vladimir Moskalenko:

Muitos concordam com a idéia de que o ataque teria sido uma provocação. Mas por parte de quem? Torna-se difícil definir a situação quando tudo parece ser desvantajoso. Para o Paquistão, a aliança com os Estados Unidos é muito importante, sendo muito complicada a sua situação no que se refere à economia. Se os paquistaneses perderem essa ajuda, isso somente a agravaria ainda mais. Para os americanos, o Paquistão também é muito importante, pois é vizinho do Afeganistão. E essa posição de Islamabad é ainda mais importante face ao início da retirada em massa das tropas aliadas. Isso por que é justamente do Paquistão que dependerão as condições dessa retirada. E este é um problema muito sério para Barack Obama.

Após o ataque aéreo, o Paquistão bloqueou um dos dois canais existentes de abastecimento das forças da OTAN no Afeganistão, complicando muito a situação do contingente internacional. Outra rota de abastecimento passa através da Rússia, mas o acordo só se aplica aos bens não militares. Além disso, a Aliança ainda não dirigiu a Moscou um pedido oficial de alargar o trânsito no seu território. A situação da Aliança se deteriorou seriamente na quinta-feira, quando extremistas atacaram um comboio de viaturas no sudoeste do Paquistão. Eles conseguiram destruir mais de 30 caminhões carregados com combustível e suprimentos.

Os acontecimentos no Paquistão são ainda mais ambíguos se levarmos em consideração a doença súbita do chefe de Estado, Asif Ali Zardari que, devido a problemas de coração, se viu obrigado a meio da semana a buscar tratamento em Dubai. Como resultado, correm boatos no Paquistão sobre um golpe silencioso e a transferência do poder para os militares. A coisa vai se agravando ainda mais porque o misterioso ataque cardíaco teria sido precedido de uma reunião de embaixadores do Paquistão. Enquanto isso, o porta-voz do Departamento de Estado americano, Mark Toner, negou que os problemas de saúde do presidente do Paquistão possam ser um pretexto para seu afastamento do poder. Os observadores paquistaneses não descartam que, se Asif Ali Zardari voltar ao país, já não será mais na qualidade de chefe de Estado.

Fonte: Voz da Rússia

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