Defesa & Geopolítica

Em retaliação à Otan, Paquistão retira tropas de fronteira afegã

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O Paquistão está retirando suas tropas de ao menos dois dos três centros existentes com o intuito de coordenar a atividade militar na fronteira com o Afeganistão, em uma aparente retaliação à Otan, a aliança militar do Ocidente, segundo autoridades americanas.

Aviões e helicópteros da Otan atacaram no dia 26 de novembro dois postos fronteiriços paquistaneses na região tribal de Mohmand, em um dos locais mais conflituosos da zona limítrofe com o Afeganistão. A ação causou a morte de mais de 25 soldados paquistaneses.

Na avaliação das autoridades dos Estados Unidos, cuja identidade não foi revelada, a mudança vai prejudicar os esforços do país para colaborar com as forças paquistanesas.

As relações bilaterais já vinham em declínio por causa da ação militar clandestina dos EUA que resultou na morte do líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden, em território paquistanês. A situação se deteriorou de vez com bombardeio da Otan.

Os Estados Unidos estão se retirando de uma base aérea no Paquistão usada pelos drones americanos (aviões não tripulados) que tinham como alvo principal militantes talebans e da rede terrorista Al Qaeda, cumprindo ordem dada por Islamabad após a ofensiva.

Logo após o ataque, o Paquistão anunciou ainda o fechamento de suas fronteiras às provisões para as forças da Otan e deu 15 dias de prazo aos EUA para retirar seus soldados da base de Shamsi.

Apesar das medidas, o primeiro-ministro paquistanês, Yousuf Raza Gilani, afirmou que deseja reparar suas relações com os Estados Unidos, mas a decisão de retirar os soldados das fronteiras afegãs mostra a revolta diante da ação da Otan.

No domingo, o presidente americano, Barack Obama, reiterou ao presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, que o ataque aéreo “não foi intencional” e expressou condolências a Zardari pela trágica perda, em uma ligação telefônica.

Obama disse ainda que os Estados Unidos se comprometeriam com uma completa investigação, depois que o ataque de 26 de novembro provocou uma crise diplomática.

Fonte: Folha de S.Paulo

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