Defesa & Geopolítica

Economia Européia

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China não pode usar reservas para resgatar Europa

A China não pode usar suas reservas internacionais de US$ 3,2 trilhões para resgatar outros países, incluindo a Europa, disse a vice-ministra das Relações Exteriores, Fu Ying, segundo a agência de notícias estatal Xinhua News. “O argumento de que a China deverá resgatar a Europa não se sustenta, visto que as reservas não são administradas dessa forma”, afirmou Fu.

Mas ela acrescentou que a China tem sido uma “participante positiva e forte” nos esforços internacionais para ajudar a Europa e continuará a participar em tais esforços.

Falando em fórum diplomático em Pequim, a vice-ministra acrescentou que o investimento chinês na Europa não deverá ser politizado, destacou a Xinhua.

Ao mesmo tempo, a Europa deveria “mostrar sinceridade” sobre as questões obstruindo o desenvolvimento das relações entre a China e a Europa, afirmou Fu, principalmente o embargo europeu sobre as exportações de armas à China, e o pedido de longa data para que seja concedido status de economia de mercado ao país.

Essas duas questões afetam “a confiança e o entendimento mútuo dos dois lados”, declarou a vice-ministra. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Estadão

Contribuição do Brasil no FMI pode chegar a US$ 15 bi

Claudia Safatle, João Villaverde e Luciana Otoni

A presidente Dilma Rousseff trabalha com a possibilidade de participar com no mínimo US$ 10 bilhões e no máximo US$ 15 bilhões num eventual pacote de socorro aos países da zona do euro, segundo informações de assessores do Palácio do Planalto ao Valor. As discussões envolvendo a participação financeira do Brasil na ajuda à União Europeia voltaram ao governo devido à visita, ontem, da diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde. Ela impressionou o governo com um comentário cortante: “Estou desesperadamente otimista, mais desesperada que otimista”.

Lagarde se reuniu com a presidente Dilma Rousseff, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini. Na entrevista coletiva que concedeu ao lado de Mantega, a diretora-geral do FMI ouviu o ministro da Fazenda comparar, com entusiasmo, os diferentes momentos da relação entre Brasil e FMI. “É uma satisfação que desta vez o FMI não tenha vindo dar dinheiro ao Brasil, mas pedir dinheiro para nós”, afirmou Mantega.

O governo brasileiro manteve a posição de só participar de uma ajuda financeira aos europeus por meio do FMI, tal como em 2009, quando o Brasil se comprometeu a adquirir até US$ 10 bilhões em notas (denominadas em Direitos Especiais de Saque, DES) do fundo. Também condicionou essa colaboração à transformação do empréstimo em aumento de cotas do país no organismo multilateral.

O governo espera que o FMI defina quanto e como usará sua reserva de US$ 390 bilhões, para, então, discutir um eventual adicional brasileiro.

Ontem, Mantega reforçou que o governo brasileiro está disposto a colaborar com um aporte adicional de recursos ao FMI, mas somente por meio de um acordo bilateral de crédito. Esta decisão só será tomada após reunião com os demais países do Bric (acrônimo para Brasil, Rússia, Índia e China). As autoridades das economias emergentes vão se reunir em janeiro, um mês antes da próxima reunião do G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo).

O ministro da Fazenda disse estar “cada vez mais preocupado” com os rumos da turbulência na União Europeia. De acordo com Mantega, a decisão do Federal Reserve (o Fed, banco central americano) e dos bancos centrais de Inglaterra, Japão, Canadá e Suíça, além do Banco Central Europeu (BCE), de garantir liquidez ao sistema financeiro global, tomada na quarta-feira, foi “oportuna”, mas “serviu de um sinal de que a situação [na Europa] ficou mais complicada”.

Por outro lado, Lagarde elogiou a atuação conjunta dos bancos centrais mas cobrou mais ação dos europeus. “Esse tipo de ação coordenada produz efeito imediato, uma vez que o mercado vê diferentes bancos centrais atuando em conjunto, e isso alivia as tensões no mercado”, afirmou a diretora-geral do FMI, para quem, no entanto, “trata-se de uma ação importante, claro, mas não pode ser a única”.

Fonte:  Valor Econômico via Resenha

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