Defesa & Geopolítica

Deu no CAVOK: USAF pretende aumentar drasticamente a vida operacional de seus caças F-15

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A USAF pretende aumentar a vida operacional dos seus caças F-15 até pelo menos 2030. (Foto: Technical Sgt. Cecilio Ricardo / U.S. Air Force)

Boeing lançou uma análise estrutural de quatro anos para a frota de caças F-15 da Força Aérea dos EUA, com o objetivo de dobrar ou quadruplicar a vida de serviço das duas principais versões.

A USAF também revelou um novo interesse em críticos aviônicos e atualizações de sistema de missão para as aeronaves de 40 anos de idade, que se destina a manter pelo menos alguns de seus 414 caças F-15C/D caças e caças-bombardeiros F-15E voando nas próximas décadas.

Um caça F-15C da USAF já entrou num ciclo de quatro anos de testes de fadiga na fábrica da Boeing em St Louis, Missouri, disse Brad Jones, diretor da empresa dos programas de desenvolvimento do F-15. Ele será acompanhado em breve por um F-15E Strike Eagle.

Os testes da Boeing irão determinar se a vida útil dos F-15C/D podem ser prorrogadas de 9.000 horas para 18.000 horas, disse Jones. A vida útil do F-15E foi originalmente estabelecida em 8.000 horas, mas poderia ser aumentada para 32.000 horas após os testes estarem concluídos.

Se em tempo de paz a média de hora de voo anual da USAF é de 300 horas, o aumento de vida útil deve manter os dois modelos voando para várias décadas a mais.

Os ensaios de fadiga vão indicar as possíveis fontes de falhas estruturais. Apenas quatro anos atrás, a USAF suspendeu os voos de seus caças F-15C após uma falha na longarina que causou um acidente com uma aeronave, que se desintegrou em vôo. Um inquérito revelou que rachaduras na longarina estavam limitadas a um punhado de jatos F-15C/Ds, que foram imediatamente retirados de operação.

Algumas das melhorias nos atuais F-15 da frota da USAF depois deverão ser passadas para o F-15 Silent Eagle. (Foto: Boeing)

A USAF também está considerando uma significativa modernização de capacidade para a frota inteira de F-15. O caça agora conta com três antigos sistemas para auto-defesa – o receptor alerta radar ALR-56C, o jammer ALQ-135 e lançador de contramedidas ALE-45. No dia 20 de novembro, a USAF publicou um aviso de “busca de fontes” para um sistema de guerra eletrônica digital.

A Boeing propõe que tal sistema seja desenvolvido pela BAE Systems para exportar aos clientes do F-15 Silent Eagle.

A atualização de auto-defesa, que a USAF chama a sistema de advertência e sobrevivência passivo/ativo do Eagle (EPAWSS), está incluído no plano de investimentos da USAF nos próximos cinco anos, mas o financiamento não estará assegurado até que as revisões do orçamento final deste ano estejam completos em janeiro, disse Jones.

A Lockheed pretendia que a USAF substituísse seus F-15E pelos novos F-35A. (Foto: Lockheed Martin)

Se financiado, o programa seguirá EPAWSS entrará nas atualizações do F-15 já em andamento, incluindo um radar de matriz de varredura eletrônica ativa (AESA) e um novo núcleo do processador, disse Jones.

A preservação e valorização da frota F-15 marcaria uma ruptura drástica nos planos da USAF. Menos de dois anos atrás, os funcionários da Lockheed Martin falaram abertamente em substituir o caça F-15E pelo F-35A Lightning II.

Fonte: Flight Global , via Cavok – Tradução: Cavok

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