Defesa & Geopolítica

Guerrilha colombiana nomeia novo líder para suceder Alfonso Cano

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Timoleón Jiménez, conhecido também como, Rodrigo Londoño mas chamado apenas de  – Timochenko

Timochenko tem 52 anos, dos quais 30 foram dedicados às Farc. Médico cardiologista, ele é o mais antigo membro do atual comando.

Como Alfonso Cano , ele tem raízes urbanas, mas não tem um perfil político. Ele é considerado um comandante linha-dura e muito respeitado pelas tropas de base das Farc, — explica Ariel Ávila, coordenador da Corporación Nuevo Arco-Íris.

A guerrilha das FARC nomeou Timoleón Jiménez, conhecido como Timochenko, como seu comandante máximo, no lugar de Alfonso Cano, morto este mês pelos militares da Colômbia, informou um comunicado do grupo publicado em seu website.

“Timochenko” também é conhecido pelo nome de Rodrigo Londoño e é considerado um linha-dura no grupo. Ele recebeu treinamento militar em Cuba e na Rússia e, segundo os serviços de inteligência colombianos, é parte da ala mais intransigente ao diálogo.

Cano foi morto num dos maiores ataques dos militares da Colômbia contra a guerrilha, em 4 de novembro, mas os insurgentes prometeram continuar a luta, descartando a possibilidade de que a morte de seu líder pudesse favorecer as perspectivas de paz.

“Nós queremos informar a vocês que o camarada Timoleón Jiménez foi designado em 5 de novembro, por votação unânime de seus companheiros, como novo comandante das FARC”, diz o comunicado publicado no website chamado Agência de Imprensa Bolivariana, o qual costuma divulgar mensagens dos rebeldes.

Timochenko, de 52 anos, é membro do secretariado formado por sete guerrilheiros, o órgão de direção política e militar que governa as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) desde o início dos anos 1990. As autoridades acreditam que ele opere no norte da província de Santander, perto da fronteira com a Venezuela.

O novo líder das FARC integra o grupo desde o início dos anos 1970 e tem pelo menos 117 mandados de prisão contra ele.

Fonte: Diálogo

Nota konner:

Para analistas, a opção por Timochenko revela que as Farc não pretendem negociar dentro das condições propostas atualmente pelo governo. Ao contrário, com a escolha por Timochenko ao invés de alguém com perfil mais negociador, as Farc querem dizer que nada mudou para eles, e que a “guerra” continuará até que outros fatores de negociação possam ser colocados à mesa.

Ariel Ávila, coordenador da Corporación Nuevo Arco-Íris, uma ONG colombiana que trata de conflitos e busca pela paz, avalia que, as Farc optaram por manter a mesma estratégia ofensiva que privilegia os confrontos com as força públicas e até mesmo os ataques contra civis. A ideia é resistir.

Ávila diz que Timochenko é considerado o maior estrategista militar das Farc e o único do atual comando que recebeu treinamento militar na antiga União Soviética e na Iugoslávia.

Para o professor de Ciências Políticas da Pontifícia Universidade Javeriana da Colômbia Pedro Valenzuela, as duas partes devem buscar concessões, mas isso não acontecerá agora.

A guerra continuará por um bom tempo, mas existem alguns espaços onde se podem abrir diálogos. O governo Santos já deu provas de que tem potencial negociador e que tem consciência de que algumas das demandas das Farc são plausíveis.

As Farc sabem que têm mais chance de negociar com Santos que com o governo anterior (Álvaro Uribe). Por isso, com mais ajustes nos discursos de ambas as partes e mais concessões em prol da própria democracia colombiana, podemos sim chegar à pacificação, afirma Valenzuela.

A agenda das Farc é muito grande, mas eles têm consciência de que a revolução de esquerda que eles pleiteavam não vai acontecer.

Fonte: BBC Brasil via, LN Oline

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