Defesa & Geopolítica

MBDA prepara entrega da variante terrestre do VL MICA

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Enquanto prossegue a entrega da versão naval do míssil antiaéreo VL MICA a clientes que já o encomendaram, a MBDA continua produzindo a versão terrestre do sistema, preparando-se para iniciar as entregas em 2012 a um cliente ainda não especificado. Enquanto isso, o equipamento já produzido e montado nas instalações da MBDA na França (foto: MBDA) foi desdobrado em uma base da Força Aérea francesa, onde os vários veículos serão interligados em rede para validar uma configuração operacional padrão.

Fonte: Segurança&Defesa

15 Comments

  1. Lucas says:

    Boa? ….. LoL creio que seja otimo….

  2. Bosco says:

    Os mísseis guiados por IR tinham vários inconvenientes, haja vista o sofrível desempenho do Chaparral (que nunca incomodou o US Army porque a defesa antiaérea na linha de frente nunca foi prioridade por aquelas bandas).
    Tirando os MAMPADS, os fabricantes de mísseis sup-ar de baixa altitude sempre privilegiaram o sistema de orientação CLOS (comando para linha de visada).
    Hoje, tudo indica que está havendo uma mudança e mísseis guiados por IR e radar ativo (como o VL Mica) estão em franca ascensão mesmo na faixa de mísseis que antes usava o sistema CLOS, e isso se deve a vários fatores.
    Atualmente mísseis guiados por IR ou IIR (imagem térmica) são designados por radar (antes era no visual), operam no modo LOAL (trancamento após o lançamento), mísseis mais antigos guiados por IR tinham que travar no alvo antes de serem lançado, o que limitava o alcance e fazia o engajamento possível somente com os alvos na linha de visão, dentre outros fatores (operação todo o tempo, ameaças vindo da direção do Sol, etc)
    Também hoje as cabeças de busca são dotadas de sensores avançados, muito diferente dos antigos seekers, inclusive com “formação de imagem”, o que os faz altamente resistentes ás contramedidas IR (IRCM), além de serem mais consistentes em relação à detecção e travamento no alvo.
    Muitos mísseis atuais (não o VL-MICA) operam ainda conectados ao lançador através de um data-link, recebendo atualização da posição do alvo em tempo real, usando o sensor IR somente na fase terminal (LOAL), o que na prática o faz um míssil híbrido, teleguiado por radar (3D) também.
    Os radares também estão em franca miniaturização, com antenas, etc, cada vez menores, capazes de serem adaptadas a mísseis também cada vez menores.
    Aliados a tudo isso há o lançamento vertical usado por muitos dos atuais sistemas de mísseis sup-ar de baixa/média altitude, que reduz o tempo de reação, provê cobertura de 360° e permite que o lançador se mantenha oculto, não obrigando o mesmo de estar em uma clareira.
    O VL-MICA sem dúvida representa o “estado da arte” no que se refere a mísseis sup-ar na sua faixa de operação/alcance.

  3. Marcio says:

    Á MB poderia comprar o VL MICA na versão terrestre.

  4. Tomara Márcio q vc esteja certo..e p ontem.sds.

  5. Galileu says:

    Bosco, já li várias materias sobre o Vl-mica e gostei muito, com certeza deve ser mais caro que o Spyder que pra mim se encaixa perfeitamente no que o brasil precisa, resta saber se o EB o conhece….

  6. Bosco says:

    Galileu,
    O VL-Mica e o Spyder são sistemas equivalentes e bem semelhantes nas suas características e nas suas propostas.
    Ambos são sistemas altamente móveis e aptos a defenderem forças de manobra e pontos vitais.
    Não vejo por quê terem preços muito diferentes.
    Um abraço.

  7. R22 says:

    Parace um ótimo sistema realmente. Sera que ele seria mais eficaz que o Pansir S-1 russo? Ele e capaz de engajar outros mísseis também, como os de cruzeiro por exemplo?

  8. R22 , os Pansir Rússos são outra coisa na qualidade…são bem melhores.Sds.

  9. Bosco says:

    R22,
    É difícil comparar O Pantsir ao VL-Mica já que são oriundos de filosofia diferente, com propostas diferentes.
    Depende do que deseja o usuário e quais são suas prioridades.
    Mas em termos de letalidade os sistemas são equivalentes em termos de alcance/altitude.
    O Pantsir tem a vantagem de ser um sistema autônomo, integrando tudo em um veículo, com opção de ser montado em caminhões, provendo defesa na retaguarda ou de pontos estratégicos, ou em veículos blindados sobre esteiras, propício para operar na linha de frente,movendo-se junto aos carros de combate.
    Essa característica não pode ser reproduzida pelo VL-Mica que tem menos mobilidade e exige uma preparação prévia para operar, mas em compensação tem seus elementos dispersos, o que aumenta a sobrevivência do sistema.
    A melhor resposta para a questão de qual sistema é melhor, se o Pantsir ou o VL-Mica, é: depende!

  10. R22 says:

    Valeu pela explicação Bosco! Só uma coisa, ambos tem capacidade de engajar outros misseis, como os de curzeiro?Sds.

  11. Bosco says:

    R22,
    Todo projeto atual de míssil sup-ar prevê sua utilização contra mísseis de cruzeiro e UAVs, e não raro, PGMs.
    Só contra mísseis balísticos é que há uma certa restrição pela peculiaridade da ameaça, exigindo de preferência, mísseis específicos.
    Contra mísseis de cruzeiro com certeza o VL-Mica é bem capaz já que também tem uma versão naval que é usada como míssil de defesa de ponto com capacidade antimíssil (contra mísseis de cruzeiro anti-navios).
    Em geral, mísseis de cruzeiro e UAVs podem ser interceptados, só que a distância bem menor que um caça convencional já que tem uma assinatura radar e térmica reduzida, retardando a detecção e o acompanhamento pelo radar de vigilância.
    Só de exemplo, se o VL-Mica tem alcance nominal em torno de 15 a 20 km, provavelmente contra um míssil de cruzeiro (RCS com menos 0,1 m2) o alcance seria menor, talvez algo em torno de uns 10 km ou menos (chute).
    O mesmo para PGMs e pequenos UAVs.
    Um abraço.

  12. Bosco says:

    Hoje há várias ameaças a que um sistema de defesa antiaéreo baseado em canhões e mísseis (e lasers) devem enfrentar.
    Somadas às já clássicas ameaças representadas pelos aviões (convencionais e stealth), pelos helicópteros, pelos mísseis cruise (subsônicos e supersônicos e futuramente hipersônicos), pelos mísseis balísticos (desde os táticos até os ICBMs), pelos satélites (em diversos níveis orbitais), pelos mais diversos tipos de UAVs e pelas PGMs (armas ar-sup de precisão representada por mísseis sup-ar e bombas guiadas), há ainda os projéteis de baixo custo, tais como os foguetes sup-sup, os projéteis lançados por morteiros e os projéteis de artilharia (canhões e obuseiros), designados no conjunto pela sigla RAM (foguete, artilharia e morteiro), que estão a exigir novos sistemas de defesa.
    E ainda tem as ameaças “antitanques” representadas por granadas lançadas por “lança-rojão” ou equivalente, mísseis antitanques e projéteis lançados por canhão, inclusive os projéteis cinéticos (tipo flecha).
    Essas ameaças específicas contra veículos de combate estão sendo enfrentadas e interceptadas por sistemas próprios chamados de “sistemas de proteção ativos” que não deixam de ser um sistema antiaéreo muito particular.
    Ou seja, hoje, toda a gama de ameaça aérea é passível de ser interceptada pelos mais variados sistemas, e de lado a lada, haja criatividade.

  13. Bosco says:

    R22,
    Complementando, parece haver uma diferença doutrinária entre o chamado “ocidente” e a Rússia.
    Os russos parecem preferir condensar seus sistemas de defesa antiáerea de alcance nominal de até uns 20 km em sistemas autônomos, integrados em um veículo independente, embora seja possível o trabalho em equipe, com o radar de alguns veículos desligados para reduzir a possibilidade de neutralização por mísseis antiradiação e até o desligamento de todos, trabalhando conectados a um radar na retaguarda.
    Já no ocidente, tal preferência (integração de todo o sistema em um veículo independente e autônomo) recai para sistemas em geral com até uns 10 km de alcance. Acima de 10 km, a dispersão (desmembrando a unidade de tiro em vários elementos isolados, porém interligados) parece ser mais interessante na visão dos ocidentais do que essa integração.
    Os dois conceitos traz vantagens e desvantagens, cabendo a cada usuário decidir por qual optar.
    Só de curiosidade o sistema russo disperso, logo acima do Pantsir e do Tor (que são autônomos) é o sistema Buk, que usa o míssil SA-11 com peso de uns 700 kg, e mesmo assim, o radar iluminador ainda é integrado ao veículo lançador.
    O VL-Mica tem um peso de apenas 120 kg e tem seus componentes (lançadores, posto de comando, radar de vigilância, etc) completamente desmembrados.
    É visível a diferença de doutrina, que implica em diferença de custo, sobrevivência, mobilidade(tática), transportabilidade (mobilidade estratégica), flexibilidade, etc.
    Qual doutrina e mais adequada? Como disse antes, depende do que o usuário deseja.
    Um abraço.

  14. R22 says:

    Bosco,
    Muito obrigado! Uma explicação muito esclarecedora. Bom contar com vc para tirar algumas duvidas sobre sistemas militares. Sds.

  15. Galileu says:

    Bosco, me referi ao preço do sistmea VL-mica e do Spyder, porque o mica ar-ar é bem mais caro que o Python4, imagina a versão terra ar do mica….
    .
    Não tenho certeza disso (você de saber) mas no caso o Spyder pode usar o Python ar-ar, só há adição de algum booster, o que significa pra mim muitos pontos a frente da concorrência.

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