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Deu no Cavok:Novos helicópteros Apache permitirão que seus pilotos controlem UAVs em combate

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As tripulações pilotando a versão mais recente do helicóptero de ataque Apache do Exército dos EUA serão capazes de voar mais rápido e mais alto, enquanto controlam todos os aviões não tripulados durante as batalhas, de acordo com oficiais do próprio Exército.

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O primeiro de cerca de 700 novos ou atualizados helicópteros de ataque Boeing AH-64D Longbow Apache Block III que o Exército está adquirindo, sob um acordo de US$ 700 milhões fechado com a Boeing estão preparados para começar a sair da linha de produção nessa quarta-feira, dia 2 de novembro, de acordo com Sofia Bledsoe, um relações públicas executiva do programa de aviação do Exército.

Dentre as melhorias do novo helicóptero Apache Block III estão um novo motor mais potente e um sistema de controle de UAS em voo. (Foto: WT Martin/HNW)

“Dentre as melhorias nas aeronaves estão um motor mais potente e um novo eixo principal, composto de pás de rotor que fornecem mais sustentação, além de um sistema de controle de aeronaves não tripuladas (UAS), o que significa que o piloto pode agora controlar a trajetória de voo, sistemas de armas e sensores em um esquadrão de drones”, disse Bledsoe num e-mail.

O Apache será a primeira aeronave de onde os pilotos serão capazes de controlar drones, de acordo com o tenente-coronel Dan Bailey, um piloto de Apache, que é gerente do novo projeto de helicóptero de ataque do Exército.

“Vai fazer uma diferença significativa no campo de batalha”, disse Bailey.

“As tripulações que voam nos Apaches mais antigos muitas vezes se comunicam com os operadores dos UAVs por rádio durante as missões”, disse Bailey, que voou missões com helicópteros Apache no Iraque entre 2006 e 2007.

A partir da cabine de comando de um Apache, o piloto poderá controlar um UAV e direcionar suas câmeras e sensores para seus alvos desejados.

“Um operador [de UAVs] poderia nos falar por rádio exatamente o que ele estava vendo, como um edifício onde os insurgentes estavam atirando”, disse ele, “mas uma imagem vale mais que mil palavras.”

As tripulações nos novos Apaches serão capazes de ver o mesmo vídeo que um operador do UAV vê nas suas telas. Elas vão mesmo ser capazes de assumir o controle de um drone em voo para direcionar e usar o zoom de suas câmeras e sensores nos alvos desejados, disse ele.

“Podemos usar os drones como um sensor remoto para identificar inimigos”, disse ele. “Os drones agora fazem parte do nosso Apache, mas será para a linha de frente onde não queremos estar. Eu acho que vai ser um enorme divisor para o Exército.”

O novo Apache será capaz de operar a 6.000 pés transportando uma carga completa de missão de combate, voando com uma velocidade de 164 knots – 20 nós mais veloz que frota atual de helicópteros de ataque do Exército, disse Bledsoe.

De acordo com Bailey, o “Block III” – que irá incluir alguns helicópteros completamente novos e centenas mais que incorporam componentes da atual frota de Apaches – é a terceira evolução para a aeronave, que foi destacada pela primeira vez no campo de batalha na metade da década de 1980.

A Boeing testou com sucesso o novo controle de UAV num Apache no dia 8 de junho desse ano. (Foto: Boeing)

O novo sistema de transmissão, retorna o desempenho da aeronave ao que era nos seus primórdios, antes quando o Exército carregava ele com 3.000 a 4.000 quilos extras de equipamentos de alta tecnologia, disse ele.

“Há lugares no Afeganistão que as aeronaves [atuais] não podem voar”, disse Bailey. ”Com as atualizações, nós seremos capazes de ir a esses lugares onde o inimigo tende a se esconder de nós.”

Muitos dos upgrades no Apache envolvem os mais recentes sistemas de computadores. Bailey disse, acrescentando, que o poder de processamento dos sistemas dos helicópteros de ataques mais antigos do Exército está na capacidade máxima.

“Ele [o novo Apache] tem uma arquitetura aberta, que nos permite colocar novos sub-componentes na unidade e adaptá-lo para combater o inimigo que estamos lutando”, disse ele.

A aeronave foi projetada para permitir que o Exército possa adicionar novos componentes na medida que a tecnologia evolui, o que significa que provavelmente ficará em serviço pelo menos até 2040, ele disse.

Fonte: Stars and Stripes – Tradução: Cavok

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