Defesa & Geopolítica

Interpol usará manual brasileiro de investigação de foragidos

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A bem-sucedida experiência brasileira na prisão de criminosos internacionais motivou a Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) a adotar o Manual Brasileiro de Investigações de Fugitivos como modelo a ser seguido pelos 190 países que a integram. Até hoje, a entidade não tinha um documento que servisse de orientação para todos os países-membros.

A versão adaptada do manual brasileiro será lançada hoje, durante a Assembleia Geral da Interpol, que será realizada em Hanói, capital do Vietnã. Inicialmente, a publicação será traduzida para o inglês e para o espanhol. Versões em outros idiomas deverão ser publicadas em seguida.

Elaborado e adotado pela Polícia Federal brasileira desde 2002, o documento brasileiro contém técnicas de investigação, como a identificação biométrica, análise de perfis criminológicos e psicológicos e o rastreamento de criminosos por meio da chamada “difusão vermelha”, relação na qual as autoridades judiciais dos países-membros da Interpol inscrevem os nomes, as fotos e informações que possam levar à prisão e à extradição de foragidos internacionais.

Segundo a PF, a edição do manual, com a compilação dos principais procedimentos policiais, ajudou o Brasil a promover importantes capturas, como as do israelense condenado à prisão perpétua por torturar crianças, Elior Noam Hem (preso em junho deste ano, em São Paulo), do norte-americano Shalon Weiss, considerado o maior estelionatário do mundo e dos traficantes colombianos Juan Carlos Abadía e Mery Valencia.

Ainda de acordo com a PF, o número de criminosos foragidos presos em território brasileiro aumentou nos últimos anos, registrando uma média aproximada de 50 prisões/ano desde 2008. Só nos dez primeiros meses deste ano foram capturados 44 estrangeiros procurados pela Justiça. Durante todo o ano passado foram 51 e, em 2009, 58. Segundo a PF, o Brasil está entre os dez países que mais prendem pessoas procuradas pela Interpol. Não há, contudo, dados oficiais que permitam concluir que o País passou a ser mais ou menos procurado por foragidos nos últimos anos.

Fonte: Terra

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