Defesa & Geopolítica

Operação Quebra Cangalha II

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Operação Quebra Cangalha II: 500 soldados da região participam de treinamento militar

Até o dia 4 de novembro, 3.500 militares da 2ª Divisão de Exército integram o programa de instrução do Exército Brasileiro, denominado Exercício Agulhas Negras.  O Vale do Paraíba cedeu 500 militares para a ‘Operação Quebra-Cangalhas II’, quando simulam o combate de tropas brasileiras para retomar um reduto ocupado por estrangeiros.

Do aeroporto da Escola de Especialistas da Aeronáutica de Guaratinguetá, os soldados embarcaram em helicópteros Esquilos, Cougar e Pantera, para a operação em várias cidades da região.  Dentro das atividades de treinamento, os militares realizaram na quinta-feira (27), em Piquete, a travessia do Rio Paraíba do Sul em blindados Urutu e Cascavel.
A Operação Quebra Cangalha II é parte do Programa de Instrução Militar do Comando de Operações Terrestres do Exército Brasileiro.
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As unidades militares que participam deste exercício são: 11ª Brigada de Infantaria Leve de Campinas-SP;  12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel) de Caçapava-SP;  Brigada de Infantaria Paraquedista (Rio de Janeiro – RJ), Comando de Aviação do Exército (Taubaté-SP);  1ª Brigada de Artilharia Antiaérea ( Guarujá-SP);  12º Grupo de Artilharia de Campanha de (Jundiaí-SP);  2º Batalhão de Engenharia de Combate (Pindamonhangaba-SP);  Companhia de Defesa Química, Biológica e Nuclear (Rio de Janeiro-RJ); 6º Grupo Lançador Múltiplo de Foguetes (Formosa- GO) e de efetivos do 2º e do 8º Batalhão de Polícia do Exército ( São Paulo-SP).

Exército leva 920 militares a Lagoinha em guerra simulada

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Tropas partem de Taubaté em helicópteros do Cavex; este ano, 90 homens da reserva aceitaram convite para integrar o grupo

Por Xandu Alves


Os helicópteros do Cavex (Comando de Aviação do Exército) de Taubaté ligaram os motores logo cedo para uma missão especial: levar 920 militares para a conquista de um território em Lagoinha.

Antes das 6h de ontem, soldados do Exército Brasileiro se reuniram na pista da Aeronáutica, em Guaratinguetá, para o transporte aéreo. Eles embarcavam em grupos de 20 homens em cada aeronave. Os soldados chegam a carregar quase 40 quilos de equipamento.

Treinados para operações de risco, como voar perto do solo, os pilotos demoravam cerca de 20 minutos para transportar cada grupo.

“A vitória da operação depende da sintonia entre céu e terra”, explicou o general-de-brigada Eduardo Diniz, comandante do Cavex.

Pilotos e soldados têm que se entender antes de a aeronave sair do solo. Para tanto, disse Diniz, é indispensável treinamento constante, como o que ocorre na região, batizado de “Exercício Agulhas Negras – Operação Quebra-Cangalha 2”.

Os militares completaram ontem quatro dias de adestramento no Vale do Paraíba, envolvendo a região geográfica formada pelas cidades de Lorena, Guaratinguetá, Lagoinha, Cachoeira Paulista, Canas e São Luiz do Paraitinga.

Tropas.

A 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel), sediada em Caçapava, mobilizou 3.500 militares para participar da simulação de defesa do território brasileiro à invasão de um país inimigo. O exercício acaba em 3 de novembro.

Segundo o comandante da 12ª Brigada, general-de-brigada Carlos Cesar Araújo Lima, o exercício é fundamental para a estratégia de defesa nacional. “Estamos sempre prontos para intervir”, afirmou.

Ontem, os militares passaram pelo treinamento de ocupar uma “cabeça de ponte”, que nada mais é do que um território delimitado que é ocupado e guarnecido pelos soldados para evitar a presença da força inimiga. Eles chegaram ao local de helicóptero.

Hoje, os pilotos terão a missão de enviar suprimentos e equipamentos para os militares acampados nos morros de Lagoinha.

Além da operação de assalto aeromóvel, o Exército está treinando ações de descontaminação química, biológica e nuclear, infiltração noturna, travessias, conquista de objetivo e estratégia.

“A parte mais importante é a avaliação que fazemos depois do treinamento, quando sempre aprendemos algo novo”, disse Araújo Lima.

Reserva.

Neste ano, o Exército experimentou uma novidade. Chamou militares que estão na reserva para participar do treinamento. De 120 convidados, 90 atenderam ao chamado e participam do exercício na região.

“O aprendizado é muito grande e é sempre válido”, contou o analista de segurança Adriano Deufelix, 30 anos, que serviu entre 2007 e 2007, em Osasco, como 3° sargento.

“Estou revendo amigos e recuperando um conhecimento que aprendi no Exército, mas que serve para a vida.”

Fonte: O Vale

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