Defesa & Geopolítica

Golpes de Estado, Operações de Desestabilização Interna e Trabalhos de Convencimento dos EUA no Mundo

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Autor: Vympel 1274

Plano Brasil

Observando os atuais acontecimentos em relação ao Irã e a Líbia, nota-se uma repetição de um “modus operandi” de comprovado sucesso , quando se deseja justificar uma intervenção militar ou a imposição de bloqueio econômico á um determinado país, visando enfraquecê-lo e assim tornar possível a queda do regime vigente, o qual seria posteriormente substituído por uma equipe de governo que seria mais de acordo com os interesses da nação (ou grupo) que mantém interesses no chamado “país-alvo”.

As motivações para tais operações são:

  • Interesses de ordem econômica;
  • Interesses de ordem política;
  • Manutenção ou obtenção de áreas de influência, entre outras.

O ex-agente da CIA, Philip Agee reconheceu, em seu livro Inside the Company: Cia Diary, que essas operações são arriscadas porque quase sempre significam intervenção, pois visam a influenciar, por meios encobertos, os assuntos internos de outro país, com o qual os Estados Unidos mantêm relações diplomáticas. A técnica consiste essencialmente na “penetration” (inserção de agentes no país), buscando aliados desejosos de colaborar com a CIA e dissidentes do governo estabelecido. Daí que a regra mais importante na sua execução é a possibilidade de “plausible denial” (capacidade de negar um fato ou alegação), ou seja, negar convincentemente a responsabilidade e a cumplicidade dos Estados Unidos com o golpe de Estado ou outra operação, uma vez que se fosse descoberto seu patrocínio, as conseqüências no campo diplomático seriam graves.

Embora as principais potências mundiais (Rússia, China, Inglaterra, França, Espanha e várias outras) utilizem á séculos tal expediente em vários momentos de sua história, analisaremos somente algumas ações atribuídas aos Estados Unidos devido a sua relevância no contexto das Américas Central e Sul, as quais são sua esfera de influência e onde se localiza o nosso país.

1.  Golpe de Estado

Tal medida existe desde os primórdios da civilização humana. A técnica do “golpe de estado”, principalmente quando provocada por um governo externo, sempre foi utilizada quando pretende-se evitar o confronto direto, poupando assim recursos materiais e vidas humanas, além de manter ilibada a reputação da nação estrangeira que provocou (ou somente apoiou) o referido golpe, pois assim torna-se difícil, mas não impossível, a comprovação nos períodos iniciais do golpe, da efetiva participação desta nação estrangeira.

Para tanto, certos elementos são necessários para a eficácia do golpe de estado (não necessariamente obrigatórios, pois cada caso é um caso):

  • A existência dissidências internas no governo do país-alvo, o que faz com que o referido governo não tenha a coesão necessária para resistir ao golpe;
  • A centralização do poder decisório do país em um único local;
  • A realização de políticas pelo país-alvo que desagradem certas parcelas da população em detrimento á outras;
  • A existência de um clima de deterioração e caos político reinante no país, antecedendo ao golpe;
  • Hostilidade da população contra o governo, o qual se manifestará a favor da queda do regime;
  • A perda do crédito nas instituições-chave do país pela população;
  • Movimentação popular contra o regime a ser deposto.

A reunião de uma ou mais condicionantes fazem com que o país-alvo esteja vulnerável. Estas mesmas condicionantes servem de material a ser manipulado pelo país interessado na queda de regime, o qual se utilizará de técnicas especializadas que visam a produção de um ambiente que favoreça tal operação.

Lembremo-nos das palavras de Maquiavel:

“Ora, um dos remédios mais eficazes que um príncipe possui contra as conspirações é não se tornar odiado pela população, pois quem conspira julga sempre que vai satisfazer os desejos do povo com a morte do príncipe; se julgar, porém, que com isso ofenderá o povo, não terá coragem de tomar tal partido, porque as dificuldades com que os conspiradores teriam que lutar seriam infinitas. A um príncipe pouco devem importar as conspirações se ele é querido do povo, porém se este é seu inimigo e o odeia, deve temer tudo e todos”

________________________________O Príncipe, de Nicolau Maquiavel

Devido a isto, certos governos ditatoriais tiveram seu fim antecipado assim que a população teve acesso a liberdade de expressão e a um estado de direito, os quais são utilizados como pretexto para a consecução de manobras de desestabilização interna do país-alvo (veja doutrina de intervenção humanitária), as quais são movidas quando nações estrangeiras tem interesses econômicos e políticos neste país.

2. Operações de desestabilização interna

Operações de desestabilização interna são ações que antecipam e fornecem condições para que um golpe de estado ocorra, propiciando o caos político, a agitação social, e a descrença nas instituições nacionais do país-alvo. São por vezes utilizados o terrorismooperações psicológicas e os chamados“ataques de falsa bandeira”, para confundir e amedrontar a opinião pública (nacional e internacional), criando um clima de guerra civil e justificando assim uma intervenção no referido país.

Um exemplo atual de ataque de falsa bandeira seria a suposta tentativa de assassinato do embaixador saudita por agentes iranianos em território americano, sendo utilizado para isto um traficante mexicano (tentar matar dois pássaros com uma só pedra?), mesmo o Irã tendo assassinos treinados na chamada “Força Quds” que poderiam facilmente levar a cabo a tal missão em qualquer país do oriente médio.  Esta foi uma trama comparada pelo próprio diretor do FBI, Robert Mueller, a “um roteiro de Hollywood”.

E o que dizer sobre as armas nucleares de destruição em massa iraquianas (2003) tão propagadas e que nunca foram de fato encontradas?

E o incidente do Golfo de Tonquim (1965), que iniciou a escalada da guerra do Vietnam?

afundamento do USS Maine, ancorado em Cuba (1898) resultando na guerra Americano-Espanhola.

As operações Nortwood e Mongoose (1962), as quais não chegaram a ser executadas, quando a invasão da Baía dos Porcos (Girón) orquestrada pela CIA falhou?

Existem até os dias de hoje tentativas de organizações norte-americanas a favor de uma melhor explicação do que aconteceu no 11/09, algo que provavelmente nunca saberemos ao certo o que ocorreu. Existem outras operações do tipo, as quais devido a quantidade não poderiam ser abordadas de forma resumida.

Uma operação de desestabilização interna em um país inicia-se através de várias ações, como por exemplo:

  • Infiltração de indivíduos especializados na montagem de uma rede subversiva, os quais irão orientar, treinar e equipar a força dissidente do governo, visando a queda do mesmo (operadores do SAS capturados na Líbia);
  • Montagem de grandes manifestações populares contra o governo (Marcha da Família com Deus pela Liberdade no Brasil);
  • Estabelecimento de centros de pesquisa de opinião pública, visando analisar as características do público-alvo e definir quais os melhores procedimentos para manipular a formação da opinião pública e a mídia, voltando-as para a finalidade do país interessado (IPES);
  • Desmoralização nacional e internacional de figuras importantes do governo-alvo (classificação como comunista no passado, nos dias atuais, como terrorista).

São vários exemplos de operações de desestabilização interna na América Latina no passado, como por exemplo a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, ocorrida no Brasil no ano de 1964, a qual foi organizada por elementos conservadores e dissidentes do governo João Goulart e o padre católico conhecido como Patrick Peyton chamado de “padre Holywood”, fundador do Movimento da Cruzada do Rosário pela Família, o qual era ligado a CIA (Central de Inteligência Americana).

Tais manifestações tinham como objetivo desestabilizar o governo de João Goulart, através de características inerentes do brasileiro (religião), propiciando assim um clima favorável a sua derrubada do poder, principalmente depois que o mesmo apresentou seu programa de “reformas de base”, os quais eram tidos como revolucionários pelo setor conservador da sociedade brasileira, além dos EUA que consideravam Goulart com tendências de esquerda.

IPES (Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais) tinha como principal tarefa a organização de estudos e movimentos contra o presidente João Goulart. Era patrocinado por grandes conglomerados empresariais nacionais e multinacionais, e entidades de classe. Realizava levantamento da maneira de expressão do brasileiro de forma a mapear o comportamento social do público alvo, que era a classe média baixa da população, além dos formadores de opinião, como entidades religiosas diversas, para elaborar filmes publicitários, documentários, confecção de panfletos, e propagandas.

E o que dizer então das operações Brother Sam e Popeye, as quais praticamente selaram o destino de João Goulart e mergulharam o país em 21 anos de regime militar?

3. Alguns exemplos de operações de desestabilização que obtiveram sucesso:

Guatemala 1954 – Operação PBSUCESS

Jacobo Arbenz Guzman, presidente da Guatemala  eleito democraticamente, foi deposto num golpe orquestrado e financiado pela CIA, que o substituiu por uma brutal ditadura militar. Seu programa de reforma agrária ameaçou os interesses comerciais dos EUA, em particular os da United Fruit Company. As preocupações dos EUA se uniram em planos secretos para destruir o governo de Arbenz.

Jacobo Arbenz Guzman foi eleito democraticamente presidente da Guatemala e governou o país entre 1951 e 1954, quando foi deposto pela junta militar patrocinada pelos EUA.

United Fruit Company, uma empresa em que tinham interesses pessoais o secretário de estado do governo dos EUA, John Foster Dulles e seu irmão Allen Dulles, então diretor da CIA, além de várias instituições bancárias, trabalharam com a CIA para proteger seus interesses no país, instigando que Arbenz era uma ameaça comunista e criando um clima desestabilizador no país.

A operação PBSUCCESS foi autorizada pelo presidente Eisenhower em agosto de 1953, com um orçamento de US $ 2,7 milhões para “guerra psicológica, ação política e subversão” para poder viabilizar a tomada do poder pelos militares, além de um pequeno exército paramilitar, comandado pelo generalCarlos Castillo Armas.

Carlos Castillo Armas (4 de Novembro de 1914 – 26 de Julho de 1957) foi presidente da Guatemala de 8 de Julho de 1954 a 26 de Julho de 1957, data em que foi assassinado.

Depois de uma pequena insurgência desenvolvida na sequência do golpe, os líderes militares da Guatemala, desenvolvidos e aperfeiçoados na “Escola das Américas” com a assistência dos EUA, realizaram uma campanha maciça de contra-insurgência que deixou dezenas de milhares de guatemaltecos mortos, mutilados e desaparecidos. A violência subsequente causou a morte e desaparecimento de mais de 140 mil guatemaltecos. Alguns ativistas de direitos humanos colocam o número de mortos em cerca de 250.000.

United Fruit Company e Chiquita Brands

United Fruit Company (1889-1970) era uma empresa multinacional americana que enriqueceu explorando o comércio de frutas tropicais (principalmente bananas) em regiões do terceiro mundo. Com a ajuda do governo dos EUA, derrubou vários governos de países do terceiro mundo que iam contra seus interesses, e impondo líderes locais alinhados com sua política empresarial. Daí surgiu o termo “república das bananas”.

Em Cuba, era uma das empresas que controlavam a produção de açucar e que foram expulsas em 1959, devido á revolução cubana que um ano mais tarde, em 01 de janeiro de 1960, nacionalizaria todas as suas possessões.

Em 1969 foi comprada por Zapata Corporation, empresa relacionada com o ex-presidente americanoGeorge H. W. Bush. A empresa modificou sua razão social para Chiquita Brands e até hoje opera com esse nome.

Em 2007, a Chiquita Brands enfrentou um julgamento nos EUA por haver financiado grupos paramilitares na Colômbia que foram responsáveis pelo massacre de sindicalistas e camponeses. A companhia teve que pagar multa às autoridades de seu país. As autoridades colombianas buscam cooperação dos EUA para que extraditem os funcionários responsáveis por esses delitos para que sejam julgados em território colombiano.

Chile 1973 – Operação FULBELT

O golpe de estado de 11 de Setembro, ocorrido no Chile em 1973, consistiu na derrubada do governo eleito democraticamente do Chile e de seu presidente, Salvador Allende, tendo sido articulado por oficiais da marinha e do exército chileno, com apoio militar e financeiro do governo dos Estados Unidos através da CIA, bem como de organizações extremistas chilenas, como a Patria y Libertad, de tendências nacionalistas e neofacistas, tendo sido encabeçado pelo general Augusto Pinochet, que se proclamou presidente.

Allende foi o primeiro presidente marxista a ser eleito democraticamente e decidiu tomar medidas para redistribuir riqueza e terras em Chile. Aumento de salários de cerca de 40 por cento foram introduzidas. Ao mesmo tempo, as empresas não foram autorizadas a aumentar os preços. A indústria do cobre foi nacionalizada, assim como os bancos.

Para impedir Allende de chegar ao poder ou para derrubá-lo, o presidente Richard Nixon tinha ordenado a CIA para “fazer gritar de dor” a economia chilena, através de sanções econômicas visando desestabilizar a economia do país.

Com a queda do presidente Salvador Allende, subiu ao poder o general Augusto Pinochet, o qual levou a nação chilena a dezessete anos de regime militar, onde foram mortas cerca de 40 mil pessoas mortas, presas ou torturadas.

Quatro meses depois do golpe, seu balanço já era atroz: quase 20 000 pessoas assassinadas, 30 000 prisioneiros políticos submetidos a torturas selvagens, 25 000 estudantes expulsos de escolas e 200 000 operários demitidos. A etapa mais dura, sem dúvida; ainda não havia terminado.

_______________________________________Gabriel García Márquez

Irã, 1953 – Operação Ajax

Foi assim chamada a operação de desestabilização que levou á queda do presidente iraniano democraticamente eleito, Mohammed Mosaddeq. Foi realizada uma operação conjunta entre a CIA (EUA) e o MI6 (Inglaterra), apoiados por iranianos pró-ocidentais e militares dissidentes.

Mossadeq nacionalizou a extração de petróleo visando condições mais justas, pois as anteriores favoreciam enormemente a Anglo-Iranian Oil Company (AIOC).  Em 1947, por exemplo, AIOC relatou lucros após impostos de £ 40 milhões (US $ 112 milhões), e foram repassados ao Irã apenas £ 7.000.000. Foram realizadas operações de desestabilização e terrorismo na capital Teerã por operativos da CIA através de movimentação de massas, culminando na derrubada do poder do democraticamente eleito Mossaddeq.

Em seu lugar assumiu o Shah Reza Pahlavi, escolhido pela CIA e pelo MI6 para governar o país com mão de ferro, garantindo os interesses dos EUA e da Inglaterra. Após o golpe de 1953, o governo do Xá formou a Savak (polícia secreta iraniana), cujos agentes foram treinados nos Estados Unidos. A Savak foi dado “carta branca” para torturar dissidentes suspeitos.

Revolução islâmica de 1979

A impopularidade do regime tirânico de Reza Pahlavi e de sua Savak, além de políticas fracassadas voltadas para o povo, foram exploradas pelos clérigos islâmicos, os quais eram a única frente organizada contra o Shah. Através de manifestações contra o ocidente e o governo, Reza Pahlavi fugiu de Teerã e buscou refúgio nos EUA, abrindo caminho assim para o Aiatolá Ruhollah Khomeini, o qual instaurou a República Islâmica do Irã, com forte tendências antiocidentais.

Muitos historiadores entendem que o atual extremismo religioso antiocidental iraniano, é resultado das ações dos EUA/GB no país na década de 50. E o caso de se pensar se o termo “grande satã” cunhado por Khomeini em relação aos EUA seria realmente tão injusto…

Anglo Persian Oil Company (APOC)

Fundada em 1908, foi rebatizada Anglo-Iranian Oil Company (AIOC) em 1935, e atualmente é conhecida como British Petroleum (BP). Durante a operação Ajax, foi a responsável direta pelo envolvimento da CIA e do MI6 que depuseram o presidente democraticamente eleito Mohammed Mossadeq. Em 2010, foi considerada a terceira maior empresa de energia do mundo e a quarta maior empresa do mundo, com valores agregados de cerca de 308 bilhões de dólares.

Outras ações de derrubada de governos realizadas pela CIA em todo mundo:

Irã (1953), Tibet (1950), Guatemala (1954), Cuba (1959), Congo (1960), Iraque (1963), Brasil (1964), Gana (1966), Iraque (1968), Chile (1973), Afeganistão (1973-1974), Iraque (1973-1975), Argentina (1976), Irã (1980), Nicarágua (1981-1990), El Salvador (1980-1992), Camboja (1980-1995), Angola (1980), Filipinas (1986), Irã (2001- até o presente), Iraque (1992-1995), Guatemala (1993), Sérvia (2000), Venezuela (2002), Haiti (2004).

4. Trabalhos de convencimento

Os chamados “trabalhos de convencimento” são operações que visam convencer a mídia nacional e internacional da legitimidade de uma operação militar ou de um bloqueio econômico contra determinado país, mesmo que suas razões não sejam provadas explicitamente. Visam desqualificar o país-alvo e seus governantes em relação as suas políticas de gerenciamento nacional ao mesmo tempo que convencem a mídia nacional e internacional de que “algo precisa ser feito”. A população é exposta diuturnamente á versão que interessa ao país interessado na queda do regime, formando assim opinião favorável á operação.

O Brasil sofreu este tipo de pressão nas décadas de 80 e 90, quando da tentativa de se justificar a internacionalização da Amazônia, chamada na época de ”pulmão do mundo”. Nesse período, a mídia televisiva exibia constantemente a derrubada de árvores e a queimada de partes da floresta, além da questão indígena. A repetição destas imagens na mídia causou uma comoção internacional, resultando em debates acalorados por vários setores da sociedade mundial, sendo que alguns desses setores defendiam uma imediata internacionalização da floresta tropical brasileira. A questão indígena também é explorada por estes países, mesmo que estes tenham exterminado todos os seus índios no passado.

Algumas frases do período:

“O Brasil precisa aceitar uma soberania relativa sobre a Amazônia”. François Mitterrand, 1989, então presidente da França;

“As nações desenvolvidas devem estender o domínio da lei ao que é comum de todos no mundo. As campanhas ecologistas internacionais que visam à limitação das soberanias nacionais sobre a região amazônica estão deixando a fase propagandística para dar início a uma fase operativa, que pode, definitivamente, ensejar intervenções militares diretas sobre a região”. John Major, 1992, então primeiro ministro da Inglaterra;

“Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é deles, mas de todos nós”. Al Gore, ex-Vice-Presidente norte-americano:

“A Amazônia é um patrimônio da humanidade. A posse dessa imensa > área pelos países mencionados (Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru e Equador) é meramente Circunstancial”. Conselho Mundial de Igrejas Cristãs reunidas em Genebra, 1992.

Se estas frases não significam uma ameaça direta ao Brasil, eu não sei mais o que isto significa.

Mapa dos países participantes do protocolo de Kyoto em 2009

Verde: Países que assinaram e ratificaram o protocolo.

Amarelo: Países que assinaram, mas com ratificação pendente.

Vermelho: Países que assinaram, mas não aprovaram a ratificação.

Cinza: Países que ainda não assumiram uma posição.

É interessante quando comparamos nossa situação de agressão ao meio ambiente com os outros países, especialmente os que tanto nos acusam:

5. Conclusão

Os EUA é a nação que dominou o cenário no século XX, com interesses globais que respondem pelo seu modo de vida e sua compreensão com relação ao resto do mundo. Simplesmente nada de novo, pois os grandes impérios sempre fizeram o mesmo em seu auge. Para manter o que consideram a paz em seus termos (Pax Americana), interviram em várias nações, muitas delas democráticas ou não, visando fazer valer seu modo de pensar e agir de acordo com sua conveniência. Esse acúmulo de poder e interesses globais gerou uma nação que está presente em todas as grandes questões mundiais, para bem ou para mal.

Não existe amizade entre países, e sim interesses. Cabe a nós, brasileiros, entender o que se passa no mundo, pois a verdade está bem além do que se vê na mídia ou recebida dos órgãos federais. Devemos como povo instruído entender os mecanismos utilizados por aqueles que podem um dia tornarem-se nossos algozes, intervindo em nossos assuntos internos os quais só cabem á nós mesmos. Com o potencial energético, humano, industrial e econômico que o Brasil possui, somos alvos da cobiça internacional travestida de “operações humanitárias ou ecológicas” as quais estão em voga nos dias de hoje.

Felizmente o Brasil, apesar dos pesares, tem uma situação muito diferente dos demais países que são alvos fáceis para este tipo de operações, por ter uma capacidade real de crescimento e ser uma democracia real, podendo se tornar uma potência com capacidade de decisão em um futuro próximo. Mas isso não é nada que um “trabalho de convencimento” possa vir a mudar…

N.A. – Não é tomado pelo autor do texto nenhum tipo de posicionamento político ou religioso, ficando a matéria restrita ao aspecto técnico das operações de desestabilização e suas componentes, com intenção de esclarecer as relações “obscuras” entre os países, suas consequências e como evitá-las. Dividir o mundo em países “bons e maus” é um modo por demais simplista de se ver os fatos, sendo a verdadeira resposta encontrada em algum lugar entre estes dois extremos.

Bibliografia:

1964: A CIA e a técnica do golpe de estado – Luiz Alberto Moniz Bandeira

http://en.wikipedia.org

Inside the Company: Cia Diary – Philip Agee

Cidadão Boilesen – Chaim Litewski

Ao Sul da Fronteira – Oliver Stone

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