Defesa & Geopolítica

EUA estão prontos a confirmar por escrito que sistema europeu de defesa antimíssil não será orientado contra Rússia

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http://wonkroom.thinkprogress.org/wp-content/uploads/2010/03/missile-defense-europe.jpgTem-se a impressão de que nas conversações entre Moscou e Washington a respeito do problema do sistema europeu de defesa antimíssil se delineou um certo progresso. Os EUA estão prontos a confirmar por escrito que o sistema de defesa antimíssil não será orientado contra a Rússia. Esta declaração – quase sensacional – foi feita pela vice-secretária de Estado dos EUA, Hellen Tosher.

Já há vários anos Moscou procura obter dos EUA garantias de que o sistema americano de defesa antimíssil, cujos elementos serão instalados na Espanha, Romênia, Turquia e Bulgária, não será orientado contra a Rússia. E eis um paradoxo: Washington que não parava de afirmar verbalmente que os mísseis não serão orientados contra a Rússia recusou-se reiteradas vezes a confirmar estas suas asseverações por escrito. Mas parece que agora os americanos estão dispostos a admitir esta concessão. Hellen Tosher, vice-secretária de Estado para o controle de armamentos e segurança internacional fez a seguinte declaração.

O sistema de defesa antimíssil, que estamos criando na Europa, não está orientado contra a Rússia. Falamos disso em público e no quadro de palestras particulares de diversos níveis. Estamos prontos a confirmar isso por escrito. Poderíamos colaborar na qualidade de parceiros plenipotenciários na defesa antimíssil lutando contra as ameaças que provêem de fora dos limites da Europa e não um contra outro.

Ao mesmo tempo Hellen Tosher reconheceu que o sistema de defesa antimíssil na Europa não possui parâmetros técnicos necessários para resistir a forças nucleares da Rússia. “Aliás, jamais tivemos em vista esta tarefa”, – asseverou novamente.

Muitos peritos consideram este passo dos americanos como um sinal positivo. Moscou e Washington obtêm uma possibilidade de escapar do beco sem saída, em que ficaram devido a ações unilaterais dos EUA. Fazemos lembrar que Washington ajustou a instalação de elementos do seu sistema antimíssil na Turquia, Espanha e Romênia sem levar em consideração a opinião de Moscou. Mas agora, afirma o diretor do centro de Pesquisas Sócio-Políticas, Vladimir Evseev, existe uma chance de organizar um diálogo e uma cooperação normais.

A concessão de garantias por escrito será não somente um passo importante, mas também irá contribuir para a busca de novos desenlaces. Agora está sendo examinada toda uma série de iniciativas da parte americana. Trata-se, em particular, da criação de dois centros conjuntos. Um dos centros, onde será realizado o intercâmbio de informações, será virtual. O segundo centro com a participação de militares dos dois países irá comandar os elementos de ataque. Além disso, analisa-se a possibilidade de assinatura de um acordo sobre a troca de tecnologias de defesa, o que pode resultar num avanço radical.

Todavia enquanto não existem parâmetros juridicamente formalizados de colaboração na esfera de defesa antimíssil, Moscou preparou sua resposta a ações de Washington. O Ministério da Defesa anunciou a criação da primeira brigada armada com complexos sistemas de mísseis tático-operativos modernos “Iskander-M”. Alguns deles já foram instalados na cidade de Luga, região de Leningrado, parte noroeste da Federação Russa. Estes mísseis são capazes de neutralizar os elementos do sistema de defesa antimíssil americano.

Fonte: Voz da Rússia

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