Defesa & Geopolítica

Celso Amorim e a imprevisibilidade da defesa nacional

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http://4.bp.blogspot.com/_ywSvQZuuiEw/S3u4N8uztAI/AAAAAAAAbQY/9lKtwyzdz3M/s400/Celso_Amorim.jpgAmorim diz que compra de caças depende de efeitos da crise

A compra de 36 aviões de caça para renovar a frota da Força Aérea Brasileira (FAB) dependerá da evolução da crise financeira mundial, afirmou nesta terça-feira em Paris o ministro da Defesa, Celso Amorim, que preferiu não garantir se a decisão será tomada em 2012.

“Neste momento, a consideração fundamental é de ordem financeira e econômica. Não sabemos quais serão as consequências da crise financeira mundial sobre o Brasil”, disse Amorim, em uma coletiva no ministério francês da Defesa.

“Devemos ser prudentes, sem esquecer que nossas necessidades na área de Defesa exigem uma decisão que não pode ser adiada indefinidamente.”

Sem querer confirmar quando será anunciada a decisão sobre a compra, prevista para 2012 após o adiamento do projeto, Amorim reconheceu que “há urgência” em relação ao assunto.

“A vida útil dos Mirages está se esgotando. A manutenção vai custar caro a partir de 2013. Mas a urgência não é o único fator determinante. As possibilidades materiais também contam e é preciso balancear as duas coisas.”

Além do Rafale francês, o americano F-18 Super Hornet, da Boeing, e o sueco Gripen, da Saab, também disputam a licitação brasileira para a compra dos caças.

Parceria

A pressão do governo francês para tentar vender seus aviões Rafale ao Brasil é enorme. Até hoje, a França não conseguiu exportar o modelo e conta com o Brasil para realizar sua primeira venda internacional.

Por este motivo, o projeto de compra de caças para a FAB, chamado de FX-2, deverá dominar as discussões entre Amorim e autoridades francesas. O valor do projeto está estimado em cerca de US$ 6 bilhões (cerca de R$ 10,6 bilhões).

Nesta terça-feira, após encontro com o ministro da Defesa francês, Gérard Longuet, Amorim se reúne com o chanceler Alain Juppé. Ele também será recebido na quarta-feira pelo presidente Nicolas Sarkozy.

O Brasil concluiu em 2009 uma “parceria estratégica” na área militar com a França que prevê a compra de helicópteros, que já começaram a ser fabricados no Brasil, e quatro submarinos convencionais Scorpène, com transferência de tecnologia, além do casco de um submarino com propulsão nuclear.

Segundo Amorim, que visitará na quarta-feira o estaleiro na Normandia onde estão sendo construídas partes do Scorpène, sua visita à França tem o objetivo de fazer um apanhado dos contratos em andamento.

Fonte: BBC Brasil


Para Amorim, ainda há ‘considerações financeiras’ sobre a compra dos Rafale


O ministro brasileiro da Defesa, Celso Amorim, afirmou nesta terça-feira que o Brasil sabe que “não poderá adiar indefinidamente sua decisão” sobre a compra de aviões de combate Rafale da França, mas que agora prevalecem as “considerações financeiras”.

“O tema dos aviões de combate foi evocado de forma bastante geral e, neste momento, a consideração fundamental diante de uma decisão é de ordem financeira e econômica dada a situação do mundo”, respondeu Amorim em uma coletiva de imprensa conjunta com o ministro da Defesa francês, Gérard Longuet.

Questionado insistentemente a respeito, o ministro brasileiro fundamentou a posição do Brasil em que, embora “a economia do Brasil crescerá 4%, não sabemos exatamente quais serão as consequências da crise financeira mundial no Brasil”.

“É preciso ser prudentes, sem esquecer que nossas necessidades em defesa vão exigir uma decisão que não poderá ser adiada indefinidamente”, acrescentou Amorim, que destacou o diálogo “muito aberto e franco” com a França em relação à cooperação em diversos âmbitos, como a “defesa cibernética”.

A França segue aspirando obter uma milionária licitação com o Brasil para a venda de 36 aviões de combate Rafale, do construtor aeronáutico francês Dassault Aviation, que está a serviço das Forças Armadas francesas, mas que nunca foi vendido ao exterior.

Em 2009, durante uma visita oficial ao Brasil, o presidente francês Nicolas Sarkozy anunciou que venderia esses caças ao país, mas as discussões estão suspensas desde o fim da presidência de Lula e a chegada ao poder de Dilma Rousseff, que argumentou cortes orçamentários.

Outros dois construtores aeronáuticos disputam esta licitação, que oscila entre 4 e 7 bilhões de dólares: a americana Boeing, com o F/A-18 Super Hornet, e a sueca Saab, com o Gripen NG.

O antecessor de Amorim, Nelson Jobim, indicou na França em julho que uma decisão sobre a eventual compra do Rafale foi adiada “até o início de 2012”.

Amorim, que respondeu a todas as perguntas em francês, disse que “não está excluída” uma decisão em 2012, mas esclareceu que “não está prevista”.

No entanto, admitiu que a frota da Força Aérea Brasileira (FAB) precisa ser renovada. “Há urgência porque, por exemplo, a vida útil dos Mirage está se esgotando e será muito caro mantê-los depois de 2013”.

“Mas não é apenas a urgência o que determina as coisas, mas também as possibilidades materiais”, insistiu o ex-chanceler brasileiro, que posteriormente se reuniu com o ministro francês das Relações Exteriores, Alain Juppé.

Segundo uma breve declaração do porta-voz da chancelaria francesa, Bernard Valero, Amorim e Juppé conversaram sobre o “conjunto das relações bilaterais”.

Na quarta-feira ao meio-dia Amorim se encontrará com o presidente Sarkozy e depois visitará em Cherburgo (noroeste da França) um estaleiro naval onde está sendo construído um dos quatro submarinos convencionais da classe “Scorpene” que o Brasil comprou da França em 2009, no âmbito de um programa de cooperação bilateral.

Este acordo de transferência de tecnologia assinado com a França também inclui um submarino de propulsão nuclear.

Amorim ressaltou em Paris que “a parte nuclear” é fabricada no Brasil.

O ministro, que na segunda-feira se reuniu em Lisboa com o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, destacou a participação “pela primeira vez” em um palco de operações no Mediterrâneo, em particular na Força Interina da ONU no Líbano (FINUL) de uma fragata brasileira.

Fonte: YahooNotícias

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