Defesa & Geopolítica

Rússia, Brasil e outros BRICS vão estar longe da crise econômica mundial

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O banco americano de consultoria e investimentos Goldman Sachs fez uma profunda análise da situação econômica mundial e concluiu que a crise da Europa e da América do Norte está muito longe de afetar os cinco países do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Segundo o Goldman Sachs, a probabilidade de uma grave recessão econômica em países como Itália, Áustria e França supera 40%. Os Estados Unidos estão incluídos nesse panorama sombrio. Mas quanto aos países do Grupo BRICS, a probabilidade de impacto é mínima. Para os analistas do GS, Rússia e China têm 0,5% de possibilidades de serem afetados pela crise; Índia, 1%; e Brasil, 9,5%. Dos cinco países do BRICS, apenas a África do Sul registrou dois dígitos de possibilidades de ser afetado pela crise: 14,5%.

Para estabelecer estas previsões, os analistas do Goldman Sachs sistematizaram diversos dados, fazendo um levantamento das diversas economias nos últimos 150 anos e das suas reações às crises mundiais. Foram analisados também casos mais recentes como a estagnação da economia japonesa no período de 1992 a 2003. O número total de recessões graves e prolongadas resultou superior a 90.

Na avaliação dos analistas do Goldman Sachs, a Bélgica demonstra ter 53% de possibilidades de ser afetada pela crise. Depois aparecem na lista de países vulneráveis um asiático, o Japão, e três da Europa: Itália, Áustria e França.

No processo de avaliação da probabilidade de inflação e risco econômico em diversos países, os analistas do banco americano levaram em consideração o crescimento do Produto Interno Bruto por habitante, a inflação, o nível de desemprego e o dinamismo dos mercados mobiliário e imobiliário.

Na visão dos analistas do Goldman Sachs, os Estados Unidos, tecnicamente, se encontram em risco de recessão, e as chances de concretização da ameaça, neste momento, são de 43%. Para afastar o risco, os governos destes países ameaçados de profunda crise econômica só têm uma opção: adotar medidas impopulares como cortes de gastos públicos e redução drástica das despesas públicas.

Fonte: Diário da Rússia

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