Defesa & Geopolítica

Plano Brasil 3D: CH 71 Tubarão Baleia

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Autor: E.M.Pinto

Concepção artística e design 3D: Júnio Pinheiro

Plano Brasil

Clique nas imagens para vê-las em melhor resolução Veja também a galeria de imagens no fim da matéria

CH 71 Tubarão Baleia


Atendendo a solicitação do Exército dos Estados Unidos, US Army para o programa Joint Heavy Lift, JHL (cargueiro pesado conjunto), a Sikorsky Aircraft apresentou uma solução baseada no seu modelo de eixos de rotores coaxiais X2.

Inicialmente o programa JHL do US Army buscava o desenvolvimento de uma aeronave capaz de pousar e decolar em modo vertical e ainda transportar uma carga equivalente a um C 130, voando para isto pelo menos duas vezes mais veloz que um helicóptero convencional.

Várias empresas apresentaram suas propostas, quase todos os modelos apresentados baseavam-se em aeronaves do tipo Til Rotor, como os Boeing Bell V 22 Osprey, alguns com 4 rotores basculantes e de dimensões equivalentes a um C 130, entretanto a Sikorsky optou por uma solução mais ortodoxa, partindo para um modelo de helicóptero impulsionado por outros dois propulsores de ré, a aeronave era capaz de decolar pairar verticalmente, manobrar em baixas velocidades, e quando necessário voar como um helicóptero.

Modleo do CH 71 exposto numa feira militar

 

A solução apresentada pela Sikorsky parecia bastante tentadora e simples, já testada em outras aeronaves com sucesso, vale ressaltar que os seus concorrentes Til Rotors, carregavam a mácula dos problemas com os V 22 Osprey, que ainda nos dias de hoje (2011) não foram solucionados.

 

Múltiplas peças móveis e problemas nos controles dos sistemas basculantes, têm criado problemas para a Boeing Bell, apesar das vantagens inegáveis das aeronaves Osprey frente a capacidade de infiltração e resgate de tropas em regiões de combate, capacidade de carga e alcance, os V 22 apresentam elevado custo operacional e problemas que vão desde o controle de combustível a perdas de estabilidade que faz com que o programa seja visto com certa reticência pelo pentágono.

Os modelos concorrentes no programa JHL são:

Boeing ATRH, Advanced Tandem Rotor Helicopter

Velocidade : 305 km/h

http://www.globalsecurity.org/military/systems/aircraft/images/atrh-image3.jpg

Bell Boeing QTR, Quad Tilt Rotor

Velocidade: 509 km/h

http://sitelife.aviationweek.com/ver1.0/Content/images/store/5/1/15986fda-cc19-4b3e-813e-57aeb23890de.Full.jpg

 

Frontier Aircraft OSTR, Optimum Speed Tilt Rotor

Velocidade: 574 km/h

http://karemaircraft.com/images/TR75_Refueling.png

 

Um helicóptero com propulsores auxiliares  foi solução apresentada pela Sikorsky, que atenderia assim as exigências de alcance, capacidade de carga, teto operacional e velocidade exigidos pelo então JHL, este receberia inicialmente a designação CH 71 Whale Shark, Tubarão Baleia, e seria apresentado em inúmeros eventos e feiras militares.

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3 vistas do CH 71

 

Segundo o fabricante o CH 71 do programa High Speed Lifter (carguero de alta velocidade) seria capaz de voar a aproximadamente 453 km/h e seria uma aeronave bastante grande com capacidade de carga na classe do Mil Mi-26 Halo.

 

Por se tratar de uma aeronave cargueira, capaz de transportar uma viatura blindada 8×8 Stryker, o Whale Shark não poderia ter tradicional rotor de cauda, inviabilizado por questões de segurança. Ainda que uma nova reconfiguração destes rotores fosse pensada, o helicóptero teria uma cauda muito alta o que também não era desejado por questões de transporte e embarque em navios.

 

A solução encontrada pela Sikorsky fui utilizar um modelo de fuselagem super esfera, baseada em um avião cargueiro, e assim, propulsioná-lo com dois rotores auxiliares dispostos a meia.

 

Atendendo aos requisitos de baixas emissões infravermelho para fugir dos modernos mísseis MANPAD e aumentar os índices de sobrevivência da aeronave, a aeronave teria os escapes das turbinas posicionados sobre a cauda revestida com materiais cerâmicos especiais utilizados nos programas B 2 Spirit e YF 23 Black Widow.

 

Para os propulsores externos a Sikorsky estudou duas soluções distintas, a primeira baseava-se na adoção de dois conjuntos de sete pás impulsionados por dois motores elétricos, a segunda mais aceite, baseava-se em dois conjuntos de hélices de nove pás, acionados por uma caixa de transmissão conectada aos motores posicionados nas costas da aeronave e protegidos com baixas emissões de infravermelho.

 

A opção por não adotar os motores auxiliares fixos nas asas demandava numa diminuição da massa total das asas, além disso, permitia uma redução no consumo dos motores, aproveitando a energia disponível nos motores já existentes na aeronave.

 

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Imagem computadorizada dos testes de túnel do vento efetuadas em um modleo em escala

A aeronave apresentava uma enorme cauda em”H” de tal modo que permitia o embarque e desembarque de veículos e cargas volumosas, sem o impedimento da passagem.

 

O compartimento de carga foi concebido suficientemente grande para abrigar até três veículos HMMVEE e 55 homens, porém CH 71 poderia transportar até 3 pelotões de soldados completamente equipados, ou seja, cerca de 150 tropas.

 

Sua capacidade de carga situava-se na faixa de 22 toneladas, o que era suficientemente bom e indicado para torná-lo um helicóptero híbrido capaz de substituir vários aviões de carga em serviço, tal como o Lokheed C-27 Spartan e C 130 Hercules, EADS casa C-235, & C-295, bem como toda a linha de helicópteros pesados Sikorsky CH 53 e Boeing Vertol CH 47.

 

Quando plenamente carregado o CH 71 decolaria no modo Short Take off ou seja, rolaria na pista como um avião, porém a aeronave seria capaz de efetuar sem problemas o pouso vertical a plena carga, em plena carga a aeronave poderia voar cerca de 800 km ou 1200 km com 10 toneladas.


Uma solução?

Avaliando as possibilidades de uma aeronave com estas características, fica evidente as potencialidades eaplicações para um país como Brasil.

Pensando nisso e exercendo a criatividade, solicitamos acerca de um ano atrás ao nosso desenhista e projetista Junio Pinheiro do Plano Brasil que modelasse em 3D o helicóptero híbrido CH 71, o resultado é apresentado como segue e serve apenas de exercício de proposições, esclareço que um programa como este não está nos planos do ministério da Defesa do Brasil, porém do nosso ponto de vista seria bastante interessante.

Além do uso pelas forças armadas com especial destaque para o Exército, que teria uma aeronave capaz de voar com mais autonomia e capacidade sobre a Amazônia e Pantanal, transportando uma quantidade de carga equivalente a um C 130.

A Força Aérea poderia contar com uma aeronave SAR de longo alcance, capaz de pairar sobre regiões de difícil acesso e responder mais rapidamente ao socorro de vítimas de acidentes.

A Marinha poderia contar com uma aeronave COD para o Navio Aeródromo, um verdadeiro C 130 capaz de transporta cargas volumosas de até 20 toneladas com relativa autonomia.

Além de muitas outras funções civis como o apoio a construções em regiões de difícil acesso como pistas não preparadas e hidroélétricas um cargueiro como o CH 71 teria uma provável função no que hoje é um dos maiores desafios da humanidade, o Pré Sal, devido as distâncias e necessidades de transporte de pessoal e ferramentas para o alto Mar, os helicópteros atuais não são capazes de cumprir a pleno as exigências do serviço off shore, segundo a nossa visão, estes  ônibus aéreos poderiam transportar muito masi pessoal por viagem, fazendo isto a pelo menos  a distâncias duas vezes superiores às habituais dos atuais helicópteros, bem com duas vezes mais rápido.

Estas aeronaves poderiam transportar grandes cargas e apoiar os serviços de apoio e salvamento nas regiões do Pré-sal.

Pensando nisso, J. Pinheiro, já criou a sua compania virtual a Pinheiro Off Shore e aguarda assim os primeiros contratos, rsrsrs.


Clique nas imagens para ver o CH 71 Tubarão Baleia em vários ângulos

Todas as imagens são de autoria do Plano Brasil e foram modeladas Arte: Junio Pinheirodo Plano Brasil

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