Defesa & Geopolítica

Por um BRICS forte: As relações bilaterais entre Brasil e Rússia

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Quanto mais fortes as relações bilaterais, mais fortes as relações sociais e econômicas com China, Índia e África do Sul

Fábio Pereira Ribeiro

As duas últimas crises internacionais, as novas direções do século XXI, uma nova balança de poder, a guerra ao terror e o crescimento das novas potências, como diria Parag Khanna em seu trabalho “O Segundo Mundo”, mostram que o mundo tem uma nova direção, e principalmente uma nova ótica de entender as reais relações internacionais, e seus equilíbrios de trocas, de poder, cooperação e principalmente integração.

Para o potencial bloco BRICS (relações exteriores entre Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), independente de relações multipolares, as relações bilaterais entre os países devem estar fortes, e, no caso com a Rússia, tanto Brasil como Rússia têm muito a ganhar. Os dois países durante anos fortaleceram suas relações, e com maior intensidade a partir de 2003 ampliaram suas relações através de acordos e pactos de transferência tecnológica e militar, tecnologia espacial, cooperação educacional, tecnologia energética com foco no etanol brasileiro, ampliação das agendas comerciais entre os países e suas empresas, e disseminação das culturas brasileiras e russas em ambos os territórios.

A distância geográfica não é uma distância geopolítica, e os governos brasileiros e russos estão trabalhando fortemente para que as agendas comercial, social e cultural sejam ampliadas, com o potencial de relações entre América Latina e Ásia.

Recentemente a visita do Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antônio Patriota, à Rússia fortalece as direções estratégicas e bilaterais para a construção de um bloco forte de negócios e projetos futuros, considerando as novas grandes potências no sistema internacional, como Rússia, China, Índia, Coreia do Sul, Brasil e países potenciais da África.

É importante destacar que nas discussões entre Brasil e Rússia o crescimento da agenda militar (defesa e intercâmbio tecnológico) e principalmente a agenda energética, considerando que a Rússia é um dos grandes produtores de energia do mundo, o Brasil tem uma relação estratégica para a troca de experiências e ideias dentro deste processo. Mas as relações bilaterais são mais amplas em função das integrações de forças dos dois países para questões como África e Oriente Médio, novos focos de negócios e intercâmbio comercial, ampliação da diplomacia multilateral para fortalecimento da agenda BRICS, além da consolidação da última reunião da Comissão Intergovernamental Russo-Brasileira de Cooperação Comercial, Econômica e Científico-Tecnológica, e das agendas políticas governamentais.

As relações bilaterais e fortes entre Brasil e Rússia no futuro ajudarão a consolidar definitivamente as relações do BRICS. Quanto mais fortes as relações bilaterais, mais fortes as relações sociais e econômicas com China, Índia e África do Sul.

Fonte: Diário da Rússia

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