Defesa & Geopolítica

Rapidinhas: Tempestade a vista

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Após expulsar embaixador, Turquia suspende comércio com Israel no setor de defesa e faz ameaças

O governo da Turquia voltou a dar demonstrações de que está determinado a retaliar Israel pela resistência do país a se desculpar pelo ataque que matou nove ativistas turcos em 2010. Menos de uma semana após rebaixar os laços diplomáticos com o país, expulsando o embaixador e outros diplomatas, o primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, disse nesta terça-feira que a Turquia estava “suspendendo totalmente” os laços na indústria de defesa com Israel.

Em tom de ameaça, o premier também afirmou que a Turquia iria estabelecer novas sanções contra Israel e disse que os navios turcos “serão vistos com mais frequência naquelas águas”, referindo-se ao leste do Mediterrâneo.

– Laços comerciais, militares e referentes à indústria da defesa, estamos suspendendo completamente. Este processo será seguido por diferentes medidas – disse Erdogan a jornalistas em Ancara, capital da Turquia.

Erdogan afirmou que poderia visitar a Faixa de Gaza, decisão que seria tomada após negociações com o Egito. Ele pretende ir ao Cairo ainda neste mês.

A viagem ao território palestino pode abalar ainda mais as relações entre os dois países, que voltaram a se estremecer na quinta-feira passada, quando o vazamento de um relatório da ONU irritou a Turquia.

O relatório da comissão que investiga o ataque militar de Israel contra a chamada Flotilha da Liberdade, que em maio de 2010 tentou levar ajuda a Gaza, diz que o bloqueio naval israelense ao território é legal, embora tenha considerado excessiva a violência na operação que terminou com nove turcos mortos.

Israel reagiu à expulsão de seus diplomatas prometendo trabalhar para reparar as relações com a Turquia. Mas o ex-aliado vem demonstrando estar no rumo oposto.

Um dia depois de anunciar a expulsão do embaixador e de todos os diplomatas israelenses com status superior a segundo secretário, o chanceler turco, Ahmet Davutoglu, afirmou que a Turquia levará a questão do bloqueio à Corte Internacional de Justiça , em Haia.

Fonte: O Globo

Israelenses denunciam humilhação na Turquia
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Passageiros dizem ter sido submetidos a interrogatórios de até 90 minutos no aeroporto de Istambul, em meio à deterioração dos laços diplomáticos
Israelenses que chegaram à Turquia ontem afirmaram ter sido segregados e revistados de maneira embaraçosa quando passaram pelo aeroporto de Istambul. As denúncias ocorreram três dias após Ancara ter expulsado o embaixador de Israel, diante da recusa de Tel-Aviv em se desculpar pela ação que matou nove turcos que integravam a flotilha de ajuda a Gaza atacada por forças israelenses em 2010.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel, os passageiros tiveram de esperar até 90 minutos para conseguir entrar na Turquia. A empresária israelense Hayuta Leibovich afirmou que esse processo costuma durar 15 minutos, normalmente.
Outra israelense, que não se identificou, contou que teve de tirar as roupas durante a revista que sofreu, juntamente com outras 20 pessoas. Turcos que chegaram a Tel-Aviv ontem fizeram denúncias de constrangimentos similares.
Um funcionário do aeroporto de Istambul disse que a ação contra os israelenses é ordem do Ministério do Exterior da Turquia e está sendo realizada “de acordo com princípios de reciprocidade”. “Trataremos os israelenses da mesma maneira que os turcos são tratados em Israel”, declarou Ahmet Aydin.
O jornal israelense Haaretz afirmou que há cerca de um ano o constrangimento contra os turcos é recorrente em Tel-Aviv. Segundo fontes da chancelaria de Israel, dezenas de denúncias de humilhação por parte das autoridades de Israel foram registradas por turcos no período. Além dos questionários a que passageiros de todas as nacionalidades são submetidos ao pisar em Israel, quase todos os turcos têm de tirar a roupa durante as revistas, de acordo com o jornal.
Ancara disse ontem que apoiará o reconhecimento do Estado palestino na ONU e deu dois dias para diplomatas israelenses saírem da Turquia.

Fonte: Estadão via Resenha

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