Defesa & Geopolítica

Atentado contra Pentágono mudou forma de agir dos militares dos EUA

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Terrorismo mudou foco de defesa para ataque, dizem especialistas.
Após crescer, força militar vai precisar lidar com orçamentos menores.

Da Associated Press

Os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 transformaram o Pentágono. Além de destruir parte do edifício que é ícone da força militar dos Estados Unidos, eles levaram o país a se envolver em duas guerras longas e caras, que reordenaram o funcionamento das próprias lutas militares dos EUA, segundo especialistas.

http://blog.oregonlive.com/oregonatwar/2008/09/pentagon_snap.jpgApós dez anos, a estrutura militar dos EUA cresceu, tornou-se intimamente ligada à CIA e mais respeitada pela população. Seus membros, no entanto, parecem cansados dos conflitos armados sucessivos e há registro de aumento no número de suicídios.

A parte do Pentágono que havia sido destruída pelo choque de um avião usado como míssil (que deixou 184 mortos) foi restaurada, mas a recuperação da tensão dos combates no Iraque e no Afeganistão deve demorar mais tempo – possivelmente décadas.

Os líderes do Pentágono terão que se ajustar a uma nova era de austeridade depois de uma década em que o orçamento de defesa dobrou, chegando a quase US$ 700 bilhões (cerca de R$ 1,1 trilhão) neste ano.

O Exército e os Fuzileiros Navais, forças mais engajadas no Afeganistão, vão lutar para treinar, rearmar-se e revigorar suas forças após o encolhimento dos orçamentos. E as tropas enfrentam um futuro incerto. Muitos soldados estão marcados pelas tensões mentais de batalha e o custo dos cuidados de veteranos deve crescer.

Defesa e ataque
Na época dos atentados do 11 de Setembro, os militares se concentravam quase inteiramente em ameaças externas. Defesas aéreas vigiavam aviões e mísseis que podiam atacar de longe, havia pouca atenção para a possibilidade de que terroristas pudessem sequestrar aviões nacionais e usá-los como mísseis.

Esse cenário mudou com a criação do Comando do Norte, em 2002, que agora compartilha a responsabilidade de defender o território dos EUA com o Departamento de Segurança Interna. O terrorismo não era um novo desafio em 2001, mas a escala dos ataques de 11 de Setembro cobraram uma mudança na mentalidade dos EUA, da defesa para o ataque.

Os EUA invadiram o Afeganistão em 7 de outubro em uma campanha militar não convencional que foi coordenada com a CIA. Isso demonstrou um dos efeitos mais profundos do 11 de Setembro: uma mudança na ênfase dos militares de combate convencional em batalhas de exército contra exército, para a execução de batalhas mais secretas, baseadas em inteligência na caça aos terroristas.

Fonte: G1

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