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Defesa

Presidenta Dilma Rousseff participa de cerimônia na Aman

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A Presidenta Dilma Rousseff participou na manhã de hoje (20) da solenidade de entrega de Espadins aos 441 cadetes da Turma Bicentenário do Brigadeiro Sampaio na Aman (Academia Militar das Agulhas Negras).

Logo que chegou, a presidenta foi recebida por uma salva de 21 tiros de canhão, a maior salva de tiros concedida apenas a presidentes da república, em seguida ela passou em revista à tropa e foi para o Pátio de Formatura Tenente Moura, onde participou da solenidade de entrega das réplicas reduzidas da espada de combate do Duque de Caxias aos cadetes.

Além da presidenta participaram da cerimônia o governador em exercício do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão; o Ministro de Estado da Defesa, o embaixador Celso Amorim; o Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Júlio Soares de Moura Neto;  o Comandante do Exército, General Enzo Martins Peri; o Comandante da Aeronáutica Tenente-Brigadeiro do Ar, Juniti Saito; o Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) do Ministério da Defesa,  General-de-Exército José Carlos De Nardi;  a Deputada Federal Benedita da Silva (PT) representando o presidente da Câmara de Deputados, além de autoridades estaduais e regionais.

Vídeo: Entrada da Presidente da República no Pátio Ten Moura da AMAN

Vídeo: Entrada dos Cadetes – ESPADIM 2011

Cadete destaque da turma recebe  espadim das mãos da Presidente

De acordo com comandante da Aman, General Arruda, a solenidade de entrega de Espadim é uma das mais importantes na vida de um cadete.

– Suas almas de soldados guardarão, carinhosamente, este grandioso dia em que se realiza e a mais bela e vibrante solenidade de todo o tempo de cadete.  Suas memórias serão impregnadas por essa cerimônia no Pátio Tenente Moura, um dos templos sagrados de nossa Academia.  Vocês são os principais protagonistas e a razão de ser dessa solenidade, e seguramente, são motivo de orgulho de todos os seus familiares, e amigos que vieram prestigiá-los. – disse o general acrescentando que o nome da turma foi uma escolha muito feliz.

– Acertada e oportuna foi a escolha do nome da Turma Bicentenário do Brigadeiro Sampaio, por homenagear um dois maiores heróis da Pátria: o Brigadeiro Antônio de Sampaio.  Hoje vocês vêem confirmado o seu título de cadete, o qual é uma honra e uma grande responsabilidade. Sejam dignos de portar a miniatura do sabre de combate do Marechal Caxias. – ressaltou o comandante.

Logo após o discurso do General Arruda, o cadete Pedro Luiz Vieira das Neves, melhor classificado da Turma Bicentenário do Brigadeiro Sampaio, recebeu seu Espadim diretamente das mãos da presidenta Dilma Rousseff.

Quando todos os cadetes já haviam recebido seus espadins foi a vez da presidenta fazer seu discurso. Ela destacou a importância dos futuros oficiais na defesa da pátria e do papel do exército na defesa da paz e da democracia.

“Nesta semana, em que cumprimentei os oficiais generais recém promovidos, celebrei com eles a promoção como um coroamento de mais de trinta anos de competentes serviços prestados à Pátria. Neste ano em que se comemora os 200 anos da Academia Militar das Agulhas Negras, participo com grande alegria de uma cerimônia que assinala o momento primeiro, o momento de início da carreira de oficial”, discursou.

Dilma ainda falou sobre a importância do dia. “Venho como presidenta da República Federativa do Brasil à Academia Militar das Agulhas Negras para participar com vocês, jovens cadetes, suas famílias e seus amigos desse dia muito especial. A sociedade brasileira reconhece o profissionalismo e a dedicação de nossos soldados em suas atribuições de defesa da pátria, na proteção de nossas fronteiras, na proteção de nossas riquezas, na garantia de nossas florestas, na participação com forças na pacificação de comunidades, ou no auxilio a comunidades atingidas por catástrofes, sempre com elevado espírito cívico, sempre preservando a paz e a democracia, sempre com extraordinário espírito humanitário. Esses padrões de atuação tem origem na formação de excelência recebida nessa casa, por isso dediquem-se aos estudos. Preparem-se para serem os  oficiais que defenderão nosso país”, completou a presidenta.

Dilma foi muito aplaudida pelos presentes e desceu do palanque para cumprimentar pessoalmente as crianças e mães dos cadetes. Ao se retirar da solenidade ela preferiu não conceder entrevista coletiva para a imprensa. A presidenta caminhou pelas alas internas da Aman para conhecer algumas de suas dependências, como a biblioteca, e depois retornou a Brasília.

Cadetes da Turma Bicentenário do Brigadeiro Sampaio:

Dos 441 cadetes que receberam seus espadins hoje 64 são da região Sul, 270 da região Sudeste, 29 da região Centro Oeste, 61 da região Nordeste e 11 da região Norte. Também estão matriculados no 1º ano da Aman seis cadetes estrangeiros de Nações Amigas, sendo dois de Moçambique, dois da Angola, um da Guiana Inglesa, um da República do Peru.

Ao todo dez cadetes nascidos em Resende receberam seus espadins hoje, dentre eles  Rafael Sagnaolin Albuquerque Moreira, João Vinícius de Pádua Batista da Silva, Daniel Avelino Vieira Fernandes, Matheus Sêda Camilo, Raphael Augusto de Oliveira Silva, Roberto de Pessôa Neto, Daniel dos Reis Silva Fonseca, Érick da Silva Paranhos, Márcio de Castro Nunes Júnior, Pedro Soeiro Maas.

Fonte: DiáriodoVale

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Conflitos Geopolítica

Continua o lançamento de foguetes de Gaza contra Israel

Novo sistema anti-míssil israelense conhecido como Domo de Ferro

O lançamento de foguetes da Faixa de Gaza em direção a Israel continuou neste domingo e desde a madrugada foram jogados seis projéteis contra a região de Beer Sheva e outros cinco contra Ashkelon, sendo que nenhum deles causou danos a pessoas, segundo a rádio pública israelense. Um dos foguetes lançados contra Beer Sheva caiu na quadra de uma escola, vazia por causa das férias de verão.

O novo sistema antimísseis Kipat Barzel (Cúpula de Ferro) interceptou esta manhã três destes projéteis. Os ataques fazem parte de uma escalada de violência em torno de Gaza, na qual já morreram 15 palestinos e um israelense, originada em uma cadeia de atentados no sul de Israel, na qual morreram oito pessoas.

Fonte: Terra

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Defesa Negócios e serviços

Embraer ganha missão estratégica no reequipamento das Armas

Foto:  Sérgio Kremer

Por Roberto Godoy

A Embraer está diretamente envolvida com a Estratégia Nacional de Defesa, a END – o documento que serve de referência no processo de modernização e reequipamento das Forças Armadas brasileiras.

Em julho do ano passado, o presidente da empresa, Frederico Curado, e o então vice-presidente para o mercado militar, Orlando Ferreira Neto, participaram de uma série de reuniões com o então ministro da Defesa, Nelson Jobim.

O governo federal, que mesmo depois da privatização da empresa detém participação com poder de veto em assuntos estratégicos, anunciou que pretendia transformar a Embraer em uma agência receptora de várias tecnologias avançadas, “ligadas às metas da Estratégia Nacional”.

Autonomia. Na ocasião, Jobim disse que as discussões haviam sido “conceituais”. Nem tanto. Pouco mais de cinco meses mais tarde, Curado anunciou a criação da Embraer Defesa e Segurança (EDS), como unidade de negócios autônoma.

Luiz Carlos Aguiar, executivo da área financeira da Embraer, foi indicado para presidi-la. Os primeiros movimentos dentro da nova missão foram duas aquisições. Em março a EDS pagou R$ 28,5 milhões pelo controle da Orbisat, fabricante de radares e de sensores eletrônicos. Em abril, Orlando Ferreira Neto anunciou a parceria com a Atech Tecnologias por meio de um aporte de R$ 36 milhões.

A companhia, especializada em conhecimento avançado, desenvolveu a operação do Sistema de Vigilância da Amazônia, a rede Sivam. A Embraer estima que seu faturamento na área de defesa este ano fique em torno de US$ 600 milhões, valor equivalente ao do ano passado.

Fonte: Estadão

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Defesa

Defesa salva de cortes plano de avião cargueiro

Imagem Jr Lucariny

Novo jato de transporte pesado desenvolvido por FAB e Embraer, o KC-390 é um dos dez programas do ministério preservados de restrições no orçamento

Por Roberto Godoy

O programa KC-390, para desenvolvimento de um jato cargueiro, transporte de tropas, tanque de reabastecimento em voo e remoção médica, está preservado dos cortes de recursos orçamentários reafirmados na semana passada pelo governo. O projeto é uma das dez prioridades na área de Defesa aprovadas, há dois meses, pela presidente Dilma Rousseff.

O Palácio do Planalto recebe relatórios mensais sobre o andamento de cada empreendimento listado pelos comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. O principal investidor no KC-390 é a aviação militar.

Há dois anos foi definida a dotação de R$ 3,028 bilhões, visando à engenharia e à produção de duas unidades preliminares. A fabricação de série envolve 28 aeronaves para a FAB. Tomando como referência o preço médio de modelos da mesma classe, esse pacote de fabricação regular sairá por R$ 3 bilhões. Até o momento, a aplicação feita bate em R$ 300 milhões.

A turbulência dos mercados financeiros também não atingiu o KC-390. Segundo o fabricante, a Embraer Defesa e Segurança, cinco países mantêm a intenção de comprar a aeronave e eventualmente participar do processo industrial: Argentina, Chile, Portugal, Colômbia e República Checa. A França anunciou em 2009 disposição de adquirir entre 10 e 15 unidades.

De acordo com Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa, “a carteira de negócios acumula 60 declarações formais, sendo o maior lote o da Força Aérea Brasileira”. No total não estão contabilizadas as eventuais encomendas francesas, de resto, ainda indefinidas.

O grande birreator vai sair da fábrica de Gavião Peixoto, a 300 quilômetros de São Paulo, na região de Araraquara. A terraplenagem da área onde será construído o novo hangar está em andamento. Cerca de 500 pessoas trabalham no programa. Até 2016 serão 1.800. A entrega do primeiro avião está prevista para 2015. A Embraer já completou a seleção de todos os principais fornecedores, como dos motores e de sistemas eletrônicos de bordo.

O KC-390 vai disputar um rico mercado. De acordo com Aguiar, há oportunidades para 700 aviões de transporte médio – na faixa de 25 toneladas e cerca de 2.700 quilômetros de alcance – a serem contratados até 2023. Em 2007, a carga útil era estimada em 19,5 toneladas. Em 2011, passou para 23,6 toneladas. O teste de volume, utilizando uma maquete industrial do compartimento interno, permitiu acesso de dois tipos de blindados, a carreta padrão do sistema Astros, lançador de foguetes da Avibrás, de 15 toneladas, e um veículo de comando sobre rodas, de 14 toneladas. O arranjo eletrônico adota tecnologia Computed Air Release Point (Carp), que permite o lançamento de cargas com precisão. Os pilotos contarão com visores digitais e sistema de visão noturna a partir de recursos óticos integrados aos capacetes. O KC-390 terá recursos específicos de autodefesa, como despistadores de mísseis e dispositivo de interferência eletrônica. O jato vai voar a 850 km/hora, com ganho de seus motores de última geração, 15% mais eficientes. Em missão de reabastecimento no ar – de caças, helicópteros e de outros KC-390 – o jato leva a bordo 37,4 toneladas de combustível.

Argumento. Na exposição que encaminhou para a presidente Dilma Rousseff, em junho, detalhando os projetos prioritários da Defesa, o ex-ministro Nelson Jobim destacou o KC-390 como “fundamental dentr0 da reconfiguração das Forças de forma expedicionária, com capacidade de reação, mobilização e deslocamento rápidos”. Na prática, significa que, depois de acionados, esquadrões de transportes da FAB e tropas do Exército terão de estar atuando, em qualquer ponto do território nacional, no prazo de oito horas. O novo jato pode usar pistas sem pavimentação, com buracos de até 40 centímetros de profundidade.

Tem capacidade, ainda, para levar soldados equipados – 84 deles com material leve; 64 paraquedistas – da mesma forma como feridos removidos de áreas devastadas por catástrofes.

Fonte: Estadão

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Fotos do Dia História

19 de agosto: Dia das Operações

Sugestão: Gérsio Mutti

Há 127 anos, a Alta Administração da Marinha Imperial preocupava-se com o surgimento de novas táticas, especialmente aquelas presenciadas na Batalha de Lissa, onde os austríacos se impuseram sobre uma força italiana mais poderosa. Essas táticas indicavam a dominação dos mares pelas armadas encouraçadas, agrupadas em esquadras compostas por unidades com alto grau de eficiência em comunicações e manobra.

Nesse contexto, em 19 de agosto de 1884, criou-se a “Esquadra de Evoluções”, integrada pelos Encouraçados “Riachuelo”, “Sete de Setembro”, “Solimões” e “Javari”; Cruzadores “Guanabara”, “Almirante Barroso”, “Trajano” e “Primeiro de Março”; Torpedeiras de 1ª Classe 1, 2, 3, 4 e 5; e Torpedeiras de 4ª Classe Alfa, Beta e Gama. Ao todo, eram 16 navios a vapor que concretizavam todo o avanço que a mecânica, a termodinâmica, a ótica e a eletricidade emprestavam à estrutura dos navios, à sua artilharia e à sua mais nova arma: o torpedo.

O Comando da “Esquadra de Evoluções” foi atribuído ao Chefe-de-Esquadra (posto que hoje corresponde a Vice-Almirante) Artur Silveira da Mota, Barão de Jaceguai, a quem coube cumprir, dentre outras, as tarefas constantes do Aviso n° 1541A de 1884, do então Ministro dos Negócios da Marinha, Almirante Joaquim Raymundo de Lamare:

– Habilitar os Oficiais da Armada na aplicação dos princípios da moderna tática naval;

– Exercitar Oficiais e Praças no uso das armas ofensivas e defensivas da guerra marítima e nas operações de desembarque e ataque de fortificações;

– Estudar a melhor tática a ser adaptada nas Flotilhas de Torpedeiras, quer operem estas isoladamente, quer por combinação com os navios de combate; e

– Organizar um novo regimento de sinais adaptados à tática naval moderna; e

– Manter, em toda a Esquadra, o mais vivo espírito militar e a mais severa disciplina.

Naquela época, os marinheiros guarneciam os ninhos de pega e cestos de gávea dos navios, onde os mais acurados sensores de bordo eram os olhos e ouvidos daqueles homens, que enfrentavam as intempéries da natureza e exploravam os limites das capacidades humanas para manter a vigilância e dar o alarme da presença do inimigo. Após essa rudimentar detecção, Oficiais utilizavam-se de escassos recursos náuticos para calcular, prever e executar as manobras navais que, unidas à iniciativa e à criatividade inerentes ao bom marinheiro, visavam surpreender o oponente.

Nos dias de hoje, dentro dos nossos passadiços, estações rádio, oficinas de eletrônica, centros de combate e tijupás, verifica-se que a precisão e a rapidez das ações individuais e coletivas durante as operações definem os contornos finais do combate no mar. A despeito do automatismo conferido pelos complexos sistemas navais, permanece o homem como elemento fundamental para o sucesso das Operações Navais.

Fonte: Marinha do Brasil