Defesa & Geopolítica

Egito, Líbia…A bola da vez, Síria

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O levante sírio pode levar a uma guerra regional.

A repressão na Síria continua irrefreável e pode se tornar o estopim de um conflito regional envolvendo a Turquia, o Irã, a Arábia Saudita e o resto do Golfo. Nos últimos dias, o exército turco recrutou centenas de militares da reserva, situando-os em bases próximas à fronteira com a Síria. Enquanto a Turquia se prepara para o pior, o Irã se recusa a publicar qualquer notícia relativa aos levantes árabes nos seus jornais controlados pelo Estado, enquanto o governo advertiu que a Síria pode se tornar o centro de uma guerra internacional.

Por Zvi Bar’el – Haaretz Tradução: Katarina Peixoto

Milhares de egípcios já assinaram uma petição que circula pelo Facebook que pede a expulsão do embaixador sírio no seu país. Pela primeira vez, não se trata de um embaixador de Israel que recebe tamanha atenção. Quem deu início à petição espera a assinatura de mais de um milhão de egípcios, o que pode pressionar o atual governo militar do Egito a condenar publicamente o presidente da Síria, Bashar Assad.

As páginas mais recentes no Facebook sobre a Síria decidiram usar o humor para recrutar pessoas da oposição, descrevendo ironicamente os acontecimentos recentes no país como tivessem ocorrido na Inglaterra, na Turquia. No entanto, a situação da Síria não é engraçada assim.

Nos últimos dias, o exército turco recrutou centenas de militares da reserva, situando-os em bases próximas à fronteira com a Síria. Fontes turcas informam que os militares estão em alerta máximo em toda a fronteira, para preparar um vôo massivo sobre os campos de refugiados da Síria, assim como para a possibilidade de a OTAN atacar o país. Só algumas horas depois do ministro de Relações Exteriores visitar Damasco foi que o governo entendeu que o ultimato do Primeiro Ministro Edrogan a Assad destinou-se a ouvidos moucos, depois das notícias de que a cidade de Homs estava sendo atacada pelas forças de segurança sírias.

Os protestos e o banho de sangue continuaram na sexta, quando militantes dos direitos humanos afirmaram que as forças de segurança atiraram e mataram 13 manifestantes. De acordo com informes, tiros foram disparados contra milhares de participantes de cidadãos que voltavam para casa depois da sexta-feira de orações na cidade de Dir al-Zur. Multidões foram para as ruas pelo país contra Assad.

Enquanto a Turquia se prepara para o pior, o Irã se recusa a publicar qualquer notícia relativa aos levantes árabes nos seus jornais controlados pelo Estado, enquanto o governo advertiu que a Síria pode se tornar o centro de uma guerra internacional. O Irã também transferiu aproximadamente 5 bilhões de dólares para a Síria nas última semanas e, de acordo com fontes iraquianas, o país solicitou ao Iraque que transferisse 10 bilhões de dólares ao governo Sírio.

O envolvimento do Irã, da Turquia, da Arábia Saudita e de outros países do Golfo transformaram o levante na Síria num acontecimento internacional – resultado da pobreza em massa, da opressão e da falta de futuro político e econômico no país – numa guerra regional potencial. A Síria, cuja importância estratégica está menos baseada em petróleo e recursos naturais, e mais em sua forte relação com o Irã e na capacidade de interferir nos assuntos iraquianos, tem se mostrado hábil em evitar um levante militar contra si. Ao contrário do imediato consenso internacional que autorizou uma ofensiva militar na Líbia, não tem havido iniciativa similar, no que concerne ao Conselho de Segurança da ONU, em relação a Síria.

Em contraste com a Líbia, em que a resistência das forças armadas poderia servir como uma alternativa de poder político, não há notícia para onde a Síria vai. Vai terminar ficando caótica como o Iraque, que padeceu com um período difícil de conflitos internos depois da queda de Saddam? Um novo regime sírio buscaria apoio do Irã ou do Ocidente? Será a Turquia capaz de confiar num novo regime que comporte um bloco militar sólido o suficiente para evitar que o Partido Curdo PKK tome o poder? O monarca saudita prefere um líder odiado, embora bem conhecido, com quem negociaria pesadas quantias em dinheiro? Essas questões também preocupam o Ocidente, que ainda não pediu que Assad deixe o seu castelo.

Na ausência de quaisquer pressões militares externas, e à medida que a Síria pode se amparar no poder iraniano de dissuasão, é difícil determinar se os dias de Assad estão contados. O exército sírio implementou a estratégia de separar o país em diferentes cidades isoladas, dando a cada uma um “tratamento” especial, que o governo espera sirva como lição para as outras cidades. Esta é a história do que está se passando em cidades como Dara, Dir al-Zur, Idlib, Hama e outras, que se tornaram essencialmente cidades-fantasma, ou áreas em que levar uma vida normal se tornou bastante difícil.

Essa estratégia, que presume que o levante durará ainda algum tempo, desenvolveu-se com força ao longo dos últimos 5 meses. O próprio Assad chegou a dizer que a rebelião pode durar mais de 2 anos. E a despeito do número de desertores (aproximadamente 2 mil), o presidente está sendo capaz de preservar a unidade nos fronts militares. Até agora, ao menos, é como se Assad estivesse aqui para ficar.

Fonte: CartaMaior

6 Comments

  1. Só vendo, eu ñ acredito nisso, vai envolver, tbm, de judeuSS à Palestinos e por tabela iangleseSS. Espero q isso nunca ocorra, poderá ser um estopim p algo mt pior p td o planeta. Quem viver verá.

  2. KLM says:

    Milhares de egípcios já assinaram uma petição que circula pelo Facebook que pede a expulsão do embaixador
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    O joguinho Sujo da CIA pela Internet pra desestabilizar a Regiao Semana Passada Wi mostrava uma materia aqui no meio dos comentarios falando da realidade da Siria por um

    reporter Britanico. Muito longe do que todo ese sensacionalismo que Impresa Yanke faz.Que o Yankes ganhao com a Invasao da Siria ?. 1 Enfrquecen o Iran,2 mais um mercado

    pra vender os videos de Hollywood que vao da fantasia ao pornografico,.3 Imposicao da Filosofia Disney na Cultura deles. de que homen e igual a mulher,e que Homosexsual e
    normal e outros .4 invirtude de tudo isso o governo virao lacaios deles a a servico deles.AGORA PRESTE ATENCAO la no meio da AFRICA tem CARNIFICINA O ANO INTERO EM ALGUNS PAISES LA .PQ LANGLEY NAO SE PREUCUPA EM POR A PAZ E A LIBERDADE LA? simples eles LA NAO TEN NEM ONDE CAIR MORTO.

    Povinho que acredita nisso VIVE NA DISNEY DA INLUSAO PATETA FICA FELIZ COM ESE POVO

  3. Wi says:

    “O levante sírio pode levar a uma guerra regional.”
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    Isto já está planejado a muito tempo…
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    “Uma prolongada guerra no Oriente Médio e Ásia Central tem estado nos planos do Pentágono desde meados da década de 1980.
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    A estrada para Teerã passa por Damasco. Uma guerra promovida pelos EUA-OTAN contra o Irã envolveria, primordialmente, uma campanha de desestabilização (“mudança de regime”) incluindo operações de inteligência encoberta em apoio de forças rebeldes dirigida contra o governo sírio.
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    Como parte deste cenário de guerra prolongada, a aliança EUA-OTAN planeja travar uma campanha militar contra a Síria sob um “mandato humanitário” patrocinado pela ONU.
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    A escalada é uma parte integral da agenda militar. A desestabilização de estados soberanos através da “mudança de regime” está estreitamente coordenada com o planejamento militar.
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    Há um roteiro militar caracterizado por uma sequência de teatros de guerra dos EUA-OTAN.
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    Os preparativos de guerra para atacar a Síria e o Irã têm estado num “estado avançado de prontidão” durante vários anos. O “Syria Accountability and Lebanese Sovereignty Restoration Act” , de 2003, classifica a Síria como um “estado vilão”, como um país que apoia o terrorismo.
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    Uma guerra à Síria é encarada pelo Pentágono como parte de uma guerra mais ampla dirigida contra o Irã.
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    Esta agenda militar mais vasta está intimamente relacionada com reservas estratégicas de petróleo e rotas de pipelines. Ela é apoiada pelos gigantes petrolíferos anglo-americanos.
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    O bombardeamento do Líbano em Julho de 2006 fez parte de um “roteiro militar” cuidadosamente planejado. A extensão da “Guerra de Julho” ao Líbano, e também à Síria, foi contemplada pelos planejadores militares estado-unidenses e israelenses. Ela foi abandonada após a derrota das forças terrestres israelenses pelo Hezbollah.
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    A guerra de Julho de 2006 de Israel contra o Líbano também pretendia estabelecer controle israelense sobre a linha costeira a Nordeste do Mediterrâneo incluindo reservas offshore de petróleo e gás em águas territoriais libanesas e palestinas.
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    Os planos para invadir tanto o Líbano como a Síria têm permanecido nas mesas de planeamento do Pentágono, apesar da derrota de Israel na guerra de Julho de 2006.
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    A seguir à declaração de 3 de Agosto do presidente do Conselho de Segurança da ONU dirigida contra a Síria, o enviado de Moscow junto à OTAN, Dmitry Rogozin, advertiu dos perigos de uma escalada militar:
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    “A OTAN está a planejar uma campanha militar contra a Síria para acelerar a queda do regime do presidente Bashar al-Assad com o objetivo de longo alcance de preparar uma cabeça de ponte para um ataque ao Irã…
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    “[Esta declaração] significa que o planejamento [da campanha militar] está a caminho. Ela poderia ser uma conclusão lógica daquelas operações militares e de propaganda, as quais têm sido executadas por certos países ocidentais contra a África do Norte”, disse Rogozin numa entrevista ao jornal Izvestia… O diplomata russo destacou o fato de que a aliança tem como objetivo interferir apenas com o regime “cujas visões não coincidem com aquelas do Ocidente”.
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    Rogozin concordou com a opinião expressa por alguns peritos de que a Síria e depois o Iêmen poderiam ser os últimos passos da OTAN à caminho do lançamento de um ataque ao Irã.
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    “O nó corrediço em torno do Irã está a endurecer. O planejamento militar contra o Irã está em andamento. E nós certamente estamos preocupados no que diz respeito a uma escalada rumo à uma guerra em grande escala nesta enorme região”, disse Rogozin.
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    Se o Irã se tornar objeto de um ataque “preventivo” por forças aliadas, toda a região, desde o Mediterrâneo Oriental até a fronteira da China com o Afeganistão e o Paquistão poderia arder em chamas, o que nos conduz, potencialmente, a um cenário de Terceira Guerra Mundial.
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    A guerra se estenderia ao Líbano e a Síria. É muito pouco provável que se os ataques, caso se concretizassem, ficassem circunscritos a instalações nucleares do Irã, como afirmam as declarações oficiais dos EUA e da OTAN. O mais provável será um ataque aéreo tanto a infraestruturas militares como civis, sistemas de transporte, fábricas e edifícios públicos.
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    O Irã, com dez por cento estimados do petróleo mundial, ocupa o terceiro lugar em reservas de gás, depois da Arábia Saudita (25%) e o Iraque (11%), pelo tamanho de suas reservas. Em comparação, os EUA têm menos de 2,8% das reservas mundiais de petróleo. (Cf. Eric Waddell, The Battle for Oil, Global Research, dezembro de 2004).
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    É de grande importância o recente descobrimento no Irã, nas regiões de Soumar e Halgan, das segundas maiores reservas mundiais conhecidas que se estimam em 12,4 bilhões de pés cúbicos. Apontar as armas ao Irã não só consiste em recuperar o controle anglo-estadunidense sobre o petróleo e a economia de gás, incluindo-se as rotas de oleodutos, mas também questiona a influência da China e da Rússia na região.
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    O ataque planificado contra o Irã faz parte de um mapa global coordenado de orientação militar. É parte da “longa guerra do Pentágono”, uma proveitosa guerra sem fronteiras, um projeto de dominação mundial, uma sequencia de operações militares.
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    Os planificadores militares dos EUA e da OTAN têm previsto diversos cenários da escalada militar. E são também muito conscientes das implicações geopolíticas, como por exemplo, saber que a guerra poderá se estender para além da região do Oriente Médio e da Ásia Central. Os efeitos econômicos sobre os mercados do petróleo, etc. são também analisados. Enquanto o Irã, a Síria e o Líbano são os objetivos imediatos, China, Rússia, Coréia do Norte, sem contar Venezuela e Cuba, são também objeto de ameaça dos EUA.”
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    Autor: Michel Chossudovsky
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  4. Ferreira Junior says:

    É a coisa tá fedendo e tudo isso porque os Palestinos querem ser independentes e com isso traria alento para paises que querem se libertar do jugo imposto pelos CHAMADOS DONOS DO MUNDO.

  5. Ronin says:

    BASE NAVAL RUSSA DE TARTUS (SIRIA)

    A cidade abriga uma fonte naval da era soviética e base de manutenção, sob um acordo de 1971 com a Síria, ainda composta pelo russo pessoal naval. Em particular, Esquadrão de 5 a Marinha russa Mediterrâneo tem vindo a utilizar a base.

    Tem sido relatado que a Rússia e a Síria estão conduzindo as negociações sobre permitir a Rússia para desenvolver e ampliar a base, a fim de estabelecer uma forte presença naval no Mediterrâneo, e em meio à deterioração das relações da Rússia com o Ocidente em conjunto com o 2008 da Ossétia do Sul guerra e os planos para implantar EUA escudo de defesa antimísseis na Polônia, foi afirmado que o presidente Assad concordou com a conversão Tartus porto em uma permanente Médio base de Oriente para com armas nucleares da Rússia navios de guerra.

    Moscou e Damasco também anunciou que seria a renovação do porto, embora não houvesse nenhuma menção na imprensa síria. Em 19 de setembro, dez navios de guerra russos ancorados em Tartus. De acordo com a sírio-libanesa comentarista José Farah a flotilha, que foi movido para Tartus consiste no cruzador Moskva e de quatro submarinos de mísseis nucleares. De acordo com Farah upgrades das instalações portuárias já estão em andamento. Desde 1992, o porto foi em mau estado, com apenas um dos seus três piers flutuantes restantes operacionais, mas as instalações já estão sendo restaurados.

    Em 22 de setembro de 2008, o porta-voz da Marinha russa Igor Dygalo disse que os movidos a energia nuclear battlecruiser Peter The Great, acompanhado por outros três navios, partiu da base da Frota do Norte de Severomorsk. Os navios vão cobrir cerca de 15.000 milhas náuticas (28.000 km) para realizar manobras conjuntas com a Marinha venezuelana. Dygalo não comentou sobre o relatório de segunda-feira no diário Izvestia, alegando que os navios estavam a fazer uma escala no porto sírio de Tartus a caminho da Venezuela. Autoridades russas disseram a base da era soviética não estava sendo reformado para servir como um ponto de apoio para uma presença permanente da Marinha russa no Mediterrâneo.
    Em 20 de julho de 2009 RIA Novosti informou que a base seria feita em pleno funcionamento para apoiar as operações anti-pirataria. Além disso, apoiará uma presença naval russa no Mediterrâneo como uma base para “cruzadores de mísseis guiados e até porta-aviões”.

    http://en.wikipedia.org/wiki/Tartus#Russian_Naval_activity

  6. Dandolo says:

    A Síria já está prometida. Falta agora a Arábia Saudita,etc. O Reino Unido, países europeus, Japão, etc, bem que poderiam acabar com as suas Famílias Reais. O mundo precisa de bons exemplos.
    O Brasil não é exemplo para nenhum país do mundo, devido ao alto grau de populismo, corrupção e impunidade. Os EUA são plutocratas, e israel e países islâmicos, teocratas. É o fim da picada.

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