Defesa & Geopolítica

Rebeldes curdos matam membros da força de segurança turca; país contra-ataca

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Ao menos oito soldados turcos e um guarda foram mortos nesta quarta-feira em uma emboscada armada por rebeldes curdos no sudeste da Turquia, enquanto os rebeldes anunciaram que as bases do movimento na fronteira com o Iraque foram bombardeadas.

“Estamos agora no limite de nossa paciência”, disse o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, aos jornalistas em Istambul, indicando que além dos oito soldados, um “guarda de cidade”, força paramilitar pró-Ancara, tinha perdido a vida no ataque.

Onze soldados ficaram feridos, acrescentou Erdogan.

Um registro anterior fornecido por Erdogan indicava 7 soldados mortos.

O PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão, na sigla em curdo) –que deseja autonomia ao território ocupado pelos curdos– reivindicou o ataque efetuado na fronteira do Iraque, onde possui campos de treinamento.

“Nossas forças realizaram a emboscada contra o Exército turco na fronteira”, disse à AFP Doldar Hammo, porta-voz do PKK.

Foram enviados reforços para a região onde foram registrados os combates, indicaram fontes locais de Hakkari. Houve pelo menos duas explosões em uma estrada provocadas por minas acionadas à distância, na passagem de um comboio militar.

CONTRA-ATAQUE

Um porta-voz do PKK disse à AFP que a Turquia bombardeou as bases do PKK no norte do Iraque nesta quarta-feira, depois que um grupo reivindicou a emboscada.

“Aviões turcos atacam nossas bases em diferentes setores no Iraque”, declarou Dozdar Hammo, que indicou que os bombardeios começaram às 21h30 (15h30 de Brasília).

A emissora NTV também informou que cerca de 15 aviões de guerra turcos atacaram alvos militares do PKK no norte do Iraque nesta quarta-feira. Houve relatos de que

A NTV disse que aviões atingiram alvos do PKK nas regiões de Kandil e Zap, no norte iraquiano, onde o grupo rebelde mantém suas bases.

A agência de notícias Firat,que é próxima aos rebeldes, disse que os aviões também estavam atacando Qandil, montanha próxima à fronteira com Iran, onde acredita-se que os líderes do PKK possam estar.

O Exército enviou reforços à região dos combates. Pelo menos duas explosões foram registradas em uma estrada, provavelmente provocadas por minas acionadas à distancia, na passagem de um comboio militar.

Consultado sobre eventuais novas medidas estudadas por seu governo contra os rebeldes, o primeiro-ministro turco respondeu: “Vocês verão quando acontecer”.

No dia 16 de junho, 13 soldados morreram em confrontos com o PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão) na província de Diyarbakir, a mais importante do sudeste de Anatólia, que tem população majoritária de curdos.

O primeiro-ministro turco havia afirmado recentemente que o governo estava examinando medidas militares e policiais mais severas contra os rebeldes.

Em Washington, a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, disse que os Estados Unidos apoiam a Turquia em sua luta contra o PKK. “Apoiamos a Turquia em sua luta contra o terror, e vamos continuar trabalhando junto com o governo da Turquia para combater todas as formas de terrorismo.”

Considerado uma organização terrorista pela Turquia, Estados Unidos e União Europeia, o PKK iniciou uma luta armada em 1984, desde então o conflito já provocou dezenas de milhares de mortes.

Fonte: Folha de S.Paulo

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