Defesa & Geopolítica

Rapidinhas: Estados Unidos e a crise

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Foto: Plano Brasil gentileza e autoria Novobrazuk

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S&P rebaixa nota de crédito dos EUA para “AA+”

Os Estados Unidos perderam nesta sexta-feira sua nota máxima de crédito “AAA” concedida pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s, em um dramático revés sem precedentes para a maior economia do mundo.

A S&P rebaixou a nota de crédito dos EUA de longo prazo em um ponto, para “AA+”, devido às preocupações com o déficit orçamentário e o crescente endividamento do país. A medida pode elevar os custos de empréstimos, eventualmente, para o governo norte-americano, as empresas e os consumidores.

A perspectiva da nova classificação é negativa, afirmou a S&P em comunicado, um sinal de que outro rebaixamento da nota é possível nos próximos 12 a 18 meses.

Mais cedo nesta semana, a agência de classificação de risco Moody’s confirmou, por enquanto, a nota “Aaa” para os Estados Unidos. A Fitch Ratings, outra agência, afirmou que ainda está revendo sua nota e que divulgará uma decisão até o fim do mês.

Fonte: Reuters

China pede nova moeda de reserva mundial, condena dívida dos EUA

A China condenou neste sábado as “míopes” disputas políticas nos Estados unidos quanto aos problemas de dívida norte-americana e afirmou que o mundo precisa de uma nova moeda de reserva mundial estável.

“China, o maior credor da única superpotência do mundo, tem todo direito de exigir agora que os EUA discutam seus problemas de dívida e garantam a segurança dos ativos chineses em dólares”, informou a agência de notícias oficial da China.

“Supervisão internacional quanto à questão de dólares dos EUA deve ser introduzida e uma nova moeda de reserva mundial, estável e segura, pode também ser uma opção para evitar uma catástrofe causada por um único país”, acrescentou.

Fonte: Reuters

China enviou um sério aviso aos Estados Unidos

O Governo de Pequim diz que os Estados Unidos devem resolver de uma vez o problema da sua dívida estrutural.

Uma chamada de atenção importante, por vir de um dos principais tomadores da dívida norte-americana.

Numa nota governamental distribuida pela agência oficial, a China propôe a criação de uma moeda alternativa ao dolar, para o comércio internacional. Isto, para que o mundo não fique exposto a uma tragédia económica, provocada por um só país.

Pequim exige ainda da Reserva Federal uma garantia, para os ativos chineses em dólares.

Um analista chinês explica o que está em causa:

“O preço das obrigações norte-americanas entrou em queda. A China detém aproximadamente 1,1 triliões de dolares da dívida norte-americana e se perder um por cento no preço de cada uma, a China perderá onze bilhões dólares imediatamente”.

Foi a reação ao corte de notação da dívida norte-americana, pela Agência Standard & Poor’s.

Trata-se de uma atitude inédita. Os Estados Unidos, a maior economia do mundo, a receberem chamadas de atenção da potência emergente.

Resta agora saber se a China se fica pelo aviso, ou se tomará medidas concretas.

Fonte: EuroNews

EUA acusam agência de erro em cálculo que rebaixou nota

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos acusou nesta sexta-feira a agência de classificação de risco Standard and Poor’s de ter cometido um erro de US$ 2 trilhões em seus cálculos para rebaixar pela primeira vez na história a nota da dívida americana de AAA a AA+.

Em declarações publicadas na edição digital do jornal “The Wall Street Journal”, um porta-voz do Departamento do Tesouro assegura que “um julgamento errado por um erro de US$ 2 trilhões fala por si só“.

Em seu comunicado, a Standard and Poor’s indicou que “o rebaixamento foi decidido porque a consolidação fiscal estipulada pelo Congresso e a Administração fica aquém da necessária para estabilizar a dinâmica da dívida do governo a médio prazo“.

Desta forma, a agência cumpriu as advertências de rebaixamento da dívida dos EUA que emitira nas últimas semanas, durante as negociações no Congresso americano para elevar o teto da dívida e evitar a temida moratória.

Fonte: Voz da Rússia

Queda mundial das bolsas leva a especulação sobre razões da instabilidade

As bolsas de valores acabam de passar por uma semana de horror, com quedas alucinantes e perdas enormes. A razão está nas dívidas públicas e no medo da recessão, suscitando temores de que se anuncia uma nova crise.

Não importa se na Europa, nos EUA ou na Ásia, as bolsas de valores registraram no decorrer desta semana apenas uma tendência: a de queda. Muitas delas caíram a ponto de atingir seus valores mais baixos desde o início do ano.

Fonte: DW.WORLD.DE

Durão Barroso diz que não só “periferia da zona do euro” está ameaçada

O nervosismo dos mercados financeiros e a instabilidade cambial estão deixando as autoridades europeias nervosas.

Depois que a Irlanda, a Grécia e Portugal já receberam ajuda europeia, a situação da Itália e da Espanha vem sendo observada com muita cautela. Os dois países estão sendo pressionados pelo nervosismo dos mercados e precisam pagar juros recordes por seus títulos públicos. A razão é simples: cada vez mais investidores vendem os títulos destes dois países, o que leva os rendimentos dos mesmos às alturas. Isso dificulta futuros créditos para esses países.

Fonte: DW.WORLD.DE

Sinal dos tempos: banco americano cobra por depósitos

BNY Mellon começará a cobrar por alguns depósitos

Por LIZ RAPPAPORT

O Bank of New York Mellon Corp. se prepara para cobrar uma taxa para guardar o dinheiro de alguns grandes depositantes, o sinal mais recente das preocupações que assolam os mercados.

O maior banco de custódia dos Estados Unidos informou esta semana em nota aos clientes que a partir da próxima semana começará a cobrar uma taxa dos clientes que aumentaram muito seu saldo no mês passado.

O banco citou os vultosos depósitos em dólares que recebeu nas últimas semanas, agora que os investidores e as empresas fogem dos mercados financeiros, em meio à crise da dívida na Europa e ao recente debate sobre o endividamento do governo americano.

Fonte: WallStreetJournal

América do Sul busca medidas contra turbulência global


Por Marco Aquino e Caroline Stauffer

O Brasil e seus vizinhos buscavam na sexta-feira mecanismos conjuntos que lhes imunizassem contra as turbulências financeiras, enquanto crescem as preocupações de que piore a crise nos Estados Unidos e na Europa.

Embora suas perspectivas econômicas sejam bastante otimistas, a América Latina enfrenta volatilidade nos seus mercados financeiros, refletindo os problemas dos países desenvolvidos, e tem de lidar com uma onda de capitais financeiros sedentos por rendimentos, o que fez suas moedas se valorizarem além do que é considerado saudável.

“Os países (da região) têm de estar preparados para as consequências que podem ocorrer, temos de estar unidos para criar mecanismos de resposta a esta situação”, disse o ministro brasileiro da Fazenda, Guido Mantega, num encontro de ministros da Fazenda da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), em Lima.

Os ministros disseram que a região está bem preparada para resistir a uma eventual crise global. “A crise de confiança está no norte, não no sul”, disse o representante peruano, Luis Miguel Castilla.

Mesmo assim, a região busca medidas conjuntas, como a redução de barreiras comerciais entre os países e reformas financeiras de âmbito regional, segundo Castilla.

A maioria dos países sul-americanos está com suas reservas de dólares em níveis recordes, mas os ministros disseram que não descartam recorrer ao Fundo Latino-Americano de Reservas (Flar) e à Corporação Andina de Fomento (CAF) para financiar eventuais déficits na balança de pagamento.

Os ministros disseram que não anunciarão passos concretos antes da sexta-feira que vem, quando haverá uma reunião de presidentes de bancos centrais e ministros da Fazenda na Argentina.

“Estamos em mares muito agitados”, disse o ministro colombiano da Fazenda, Juan Carlos Echeverry, durante o encontro. “Esse é o momento para a América do Sul atuar em grupo, é necessário que tenhamos uma reflexão conjunta, para solidificar nossas economias frente a eventos difíceis.”

Vários países latino-americanos já aplicaram medidas para frear a valorização das suas moedas — desde compra de divisas até impostos sobre investimentos –, mas sem o resultado esperado.

De todos os países, o Brasil foi o que adotou as medidas mais agressivas.

Outros países, como Chile, Colômbia e Peru — os mais abertos da região ao mercado global — adotaram medidas mais ortodoxas, como a compra de dólares no mercado cambial, em alguns casos em níveis históricos.

Fonte: Reuters

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