Defesa & Geopolítica

Repercussões: Começam os bombardeios

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Saiba o que dizem os políticos sobre a troca de ministro na Defesa

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, entregou a carta de demissão à presidente Dilma Rousseff na noite desta quinta (4), depois de antecipar a volta de uma viagem ao Amazonas. De acordo com a assessoria do Palácio do Planalto, o diplomata Celso Amorim foi convidado e aceitou assumir como novo ministro da Defesa. Filiado ao PT, Amorim foi ministro das Relações Exteriores durante os dois mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência da República.

Jobim deixou o cargo após a publicação pela revista “Piauí” de reportagem na qual ele faz críticas às ministras Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil).

Saiba o que dizem os políticos sobre a troca de ministro na Defesa:

ACM Neto (BA), deputado federa e líder do DEM na Câmara
“O governo perde muito com a saída do Jobim. Ele vinha fazendo um bom trabalho e tinha um currículo como poucos para isso. Acho que ela [Dilma] foi exagerada ao tomar essa posição. Gente que rouba, ela deixa no governo. Aí, pessoas que dão declarações, ela coloca para fora. Quanto ao Celso Amortim, só espero que ele não tenha posições ideológicas como teve nas Relações Exteriores.”

Álvaro Dias, líder do PSDB no Senado
“Causa-me espanto o governo em tão pouco tempo tão confuso, inseguro e conturbado politicamente. Já são três ministros demitidos, Antonio Palocci, Alfredo Nascimento e Nelson Jobim, e dois remanejados [Ideli Salvatti e Luiz Sérgio]. Mexidas em cinco pastas do governo me parece pouco tempo para tantas alterações. Nelson Jobim valorizava o governo, tem conteúdo, prestígio e status nacional.”

Cândido Vaccarezza (PT-SP), deputado federal e líder do governo na Câmara
“Quero parabenizar a a presidente Dilma e o ministro Celso Amorim. O Jobim falou frases infelizes, mas foi um bom ministro. Ele não pode ser lembrado por frases infelizes.”

Demóstenes Torres (GO), senador e líder do DEM
“Foi uma péssima troca. Jobim foi o único que conseguiu dar uma sistematização ao Ministério da Defesa. Acho que o Celso Amorim vai ser um desastre. Ele é um fanático esquerdista e não entende nada de Defesa. Com todo respeito aos diplomatas, mas a Defesa não é lugar para diplomata.”

Duarte Nogueira (SP), deputado federal e líder do PSDB na Câmara
“Infelizmente, no lugar de demitir os diversos auxiliares envolvidos em denúncias de corrupção e irregularidades – ou fazê-lo a conta-gotas – a presidente Dilma abre mão de um ministro que vinha realizando um bom trabalho. Com isso, o Governo Federal, já eivado de problemas que vão de desvios de recursos à inoperância, como no caso da pífia execução do PAC, perde ainda mais qualidade.”

Marco Maia (PT-RS), presidente da Câmara dos Deputados
“Ele sempre me pareceu equilibrado e comprometido com o tema Defesa. Mas, infelizmente, demonstrou insensibilidade para tratar das questões pessoais. Estas são questões que não se podem falar em público. Lamento o que tenha acontecido. Por outro lado, celebro a iniciativa da presidente Dilma de colocar no seu lugar um ministro eficiente como Celso Amorim que entende de questões fundamentais para o Brasil. Ele é muito experiente e vai desempenhar com capacidade o seu papel junto à República”.

Paulo Teixeira, deputado federal e líder do PT na Câmara
“Celso Amorim foi chanceler, conhece o tema internacional, conhece o tema de Defesa. Creio que a presidenta foi muito feliz na escolha. Creio que a oposição erra na sua avaliação. Todo governo tem manual de conduta. Eu creio que esse foi um momento de relaxamento do Nelson Jobim. Mas ele estava na frente de uma jornalista. Houve uma quebra na regra.”

Rui Falcão (SP), deputado estadual e presidente nacional do PT
“Não foi o PT que provocou o desligamento dele. Foi ele mesmo [Jobim] que se afastou do cargo. O Celso Amorim foi uma ótima escolha. Ele tem conhecimento em geopolítica, entende da questão nacional, se entende bem com os partidos […] O ministro Jobim foi o que mais tempo permaneceu no governo, vinha seguindo a política traçada pelo presidente Lula. Não tinha motivo nenhum para ele sair, mesmo depois que ele afirmou ter votado no Serra. Agora, as últimas declarações foram uma afronta a presidente Dilma. Ele colocou a posição da presidente em xeque. Foi um momento infeliz dele. se ele pensasse cinco minutos, não teria dito o que disse.”

Valdir Raupp (RO), senador e presidente nacional em exercício do PMDB
“O PMDB não perde o ministério [com a saída de Jobim]. O PMDB já não tinha o ministério. A Defesa sempre foi da cota da presidente. Para nós, a saída é indiferente.”

Fonte: G1 via NOTIMP

Oposição defende Jobim e critica escolha de Amorim

As declarações do agora ex-ministro da Defesa Nelson Jobim (PMDB-RS) sobre o voto em José Serra, a “fraqueza” de Ideli Salvatti e a ascensão sobre militares e sobre a própria presidente irritaram o Planalto, mas deram munição para tucanos e democratas. Os parlamentares da oposição saíram em defesa de Jobim, ajudando-o a sair justamente com a imagem que Dilma Rousseff queria evitar: a de herói.

O líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), disse lamentar a queda do ministro. “Ele vinha fazendo um bom trabalho, diferentemente de ministros que estão sob suspeita de irregularidades”, comentou o parlamentar. No Twitter, o líder do DEM na Câmara, Antônio Carlos Magalhães Neto (BA), disse que a saída de Jobim enfraquece e amplia a eterna crise do governo. “É o terceiro ministro a sair num prazo de três meses. A novidade fica por conta do currículo. Jobim foi expulso por ser competente e falar a verdade”, disse. “Dilma mostra que os homens sérios, competentes e de bem são premiados com demissão em seu governo”.

Demóstenes Torres (GO), líder do DEM no Senado, disse que o ex-chanceler Celso Amorim, que ocupará a vaga na Defesa, irá apequenar o governo, porque envergonhou o país diante do mundo quando esteve à frente do Itamaraty. “Ele apoiou ditaduras, armou e caiu em ciladas”, comentou o senador, em seu perfil no microblog. “A presidente, que prometeu uma faxina nos lulistas, acaba de trazer o resíduo sólido para dentro antes da reciclagem, ela acaba de ressuscitar o patrono dos fiascos”.

Reestruturação – Os governistas não chegaram a tomar as dores de Jobim, mas evitaram criticá-lo. “Ele foi um dos melhores ministros da Defesa, principalmente no que diz respeito ao processo de reestruturação das Forças Armadas”, afirma o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO). “Mas o Amorim também é uma pessoa preparada nessa área”.

Raupp não considera que o PMDB perdeu um ministério, já que Jobim fazia parte da “cota pessoal” de Dilma. O novo ministro, que é do PT, volta por indicação do ex-presidente Lula. “Essa não é uma questão partidária. O Celso Amorim tem serviços relevantes prestados ao país. É uma pessoa extremamente competente, a presidenta tratou esse ministério como uma pasta em que não haveria indicação política”, completa o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-GO). “Mas o ministro Jobim também fez um excelente trabalho”.

Fonte: Terra via NOTIMP

Novo ministro da Defesa defende saída do Brasil do Haiti

O novo ministro da Defesa, Celso Amorim, afirmou ao último programa “É Notícia” que o Brasil deve retirar suas tropas do Haiti. As declarações foram dadas ao jornalista Kennedy Alencar no programa exibido na madrugada desta segunda-feira (1).

Fonte: Folha via NOTIMP

Jobim foi “deselegante” ao criticar colegas, diz Lula

BOGOTÁ – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou deselegante a atitude do ministro da Defesa, Nelson Jobim, de criticar colegas de ministério. “Se o Jobim fez aquilo, não é correto”, disse. “Não é correto fazer críticas sobre outros ministros, não é elegante.” Questionado se isso seria caso de demissão, ele disse não saber.

Lula foi informado de que Jobim e a presidente Dilma Rousseff tiveram uma conversa na quarta-feira, 3, à noite, da qual os dois saíram satisfeitos. “Se ele não falou para ela da Piauí e ela ficou sabendo da Piauí, realmente cria uma situação constrangedora para ele que não falou e para ela. Foi muito deselegante.”

O presidente elogiou a atuação de Jobim e afirmou que ele vem conduzindo o Ministério da Defesa “com muita grandeza” e fazendo um trabalho “excepcional”. “Mas até o Pelé, se estiver jogando mal, o técnico tira, pô.”

Para Lula, é um “erro histórico” achar que Jobim era indicação sua para o governo de Dilma. “A presidente Dilma se reunia com meus ministros muito mais do que eu”, observou. Cada proposta que chegava para sua apreciação, explicou Lula, era discutida antes em dez reuniões com Dilma, então sua ministra da Casa Civil. “Os ministros eram mais amigos dela do que meus amigos.” Lula acrescentou ainda que Dilma e Jobim vão conversar: “Dois gaúchos se entendem. Ou não se entendem.”
Fonte: O Estado de São Paulo via NOTIMP

Militares consideraram Amorim a pior escolha possível para a Defesa

BRASÍLIA – A indicação do ex-chanceler Celso Amorim para o Ministério da Defesa já está provocando reações contrárias em Brasília. Militares dos altos comandos das Forças Armadas consultados pela reportagem consideraram esta “a pior escolha possível” que a presidente poderia ter feito.

Segundo esses interlocutores, Amorim contrariou “princípios e valores” dos militares nos últimos anos quando esteve à frente do Ministério das Relações Exteriores e até ex-ministro Nelson Jobim contornava as polêmicas causadas por decisões “completamente ideologizadas” de Amorim. Essas fontes questionam por que o governo decidiu colocar de novo um diplomata sobre os militares. Eles lembram que isso não deu certo com José Viegas e “não vai dar de novo”. Para esses militares, a decisão da presidente foi precipitada, mas vão ter que engolir.

Fonte: Estadão via NOTIMP

No meio militar, saída é bem-vinda, mas sucessão preocupa

Militares costumam dizer que um general da reserva manda menos do que o cabo encarregado do refeitório. A frase retrata a decomposição do poder de um alto coturno quando perde voz de comando.

Celebrado pelos militares pela capacidade de interlocução com o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Nelson Jobim foi para a “reserva” no governo Dilma Rousseff.

Deixou de ser ouvido pelo Palácio do Planalto, e ultimamente até nas demandas orçamentárias. Sem poder de persuasão, deixou de representar a tropa, que começou a procurar interlocução diretamente com o Ministério do Planejamento para tratar de dinheiro.

Patente. Além da falta de prestígio, Jobim, por protagonizar polêmicas, expôs a pasta a uma agenda negativa. “Ele perdeu o apreço dos militares por suas atitudes”, comentou um “quatro estrelas”, oficial general de posto mais elevado, ao citar as declarações recentes de Jobim.

A identidade do novo ministro, porém, causava apreensão na caserna. Há resistência a um quadro que venha de outra carreira de Estado, como é o caso do escolhido de Dilma: o ex-chanceler Celso Amorim. Militares, fora o ego ferido, veem nisso um sinal de desprestígio da pasta.

Cogitado inicialmente, o nome do vice-presidente Michel Temer era vista só como solução temporária. A avaliação é de que a Defesa seria uma atividade secundária de Temer, assim como ocorreu no período de José Alencar. Já Mangabeira Unger era um nome apreciado pelo nacionalismo, embora a proximidade com os Estados Unidos, onde é professor em Harvard, assustasse alguns setores.

No cenário ontem estabelecido pelos militares, a escolha de um quadro como o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Moreira Franco, seria ideal. Carregaria para a pasta o peso político do PMDB, mas, por seu perfil, deixaria a máquina nas mãos dos militares, que “reconquistariam” o ministério.

Fonte: O Estado de São Paulo via NOTIMP

Nota do Mininstério da Defesa

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, negou hoje ter feito críticas à ministra chefe da Secretaria de Reações Institucionais, Ideli Salvati. Segundo a coluna da jornalista Monica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, as supostas críticas de Jobim à sua companheira de governo teriam sido feitas à revista Piauí, que circula a partir de amanhã com reportagem que traça o perfil do titular da Defesa. “Em momento algum, fiz referência à ela dessa natureza”, disse.

Jobim afirmou que tem auxiliado Ideli Salvati nas articulações no Senado com o objetivo de aprovar o projeto de lei em tramitação que trata do acesso a informações públicas. Ele elogiou a ministra de Relações Institucionais e também negou ter feito qualquer comentário depreciativo em relação a outros membros do governo. “Reconheço na Ideli capacidade e tenacidade importantíssimas na condução dos assuntos dentro do Congresso”, destacou.

O ministro da Defesa classificou as informações veiculadas na imprensa como “parte de um jogo de intrigas” e uma tentativa de desestabilizá-lo. “Isso faz parte daquilo que passa pela cabeça de quem não conhece a necessidade de um país”, afirmou.

Jobim participou hoje, em Tabatinga (AM), da solenidade de assinatura de um acordo para a adoção a adoção de um plano binacional de segurança fronteiriça entre o Brasil e a Colômbia. Participaram também do ato o vice-presidente da República, Michel Temer, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, além de outras autoridades dos dois países.


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